equipas continentais amadoras, ou o voltar ao passado

Manuel Azevedo exprimiu a sua opinião em relação à formação de equipas Continentais UCI, com estatuto amador. Vejamos o seu conteúdo.

Se a FPC tomar efetivamente estas medidas, está a fazê-lo com conhecimento da UCI?

Não creio. E além disso, não estou a ver a UCI a aceitar a inscrição de equipas Elite com estatuto “de amadora”.

Julgo que, aos poucos e poucos, estamos a voltar ao passado, quando em Portugal (e só aqui) as equipas profissionais eram autorizadas a ter ciclistas “amadores” no seu efetivo que participavam nas provas do calendário nacional destinado exclusivamente para profissionais e eram chamados a participar em provas para amadores do calendário internacional, integrados na Seleção.

Ou seja, nem era “tigre” nem era “leão”. Era “tigrão” por conveniência total da FCP.

De uma vez por todas, a FPC devia respeitar as categorias das equipas de acordo com o regulamento UCI, caso contrário estamos a voltar aos anos 60 em que depois da FICP ter determinado no final de 1965 a extinção da categoria “independente” no que aos corredores se refere, logo em 1967 a França tomou a decisão de criar uma nova categoria “Amateur hors-catégorie”, em que o corredor podia participar em provas para profissionais e também em provas para amadores. Em Portugal e Espanha eram chamados de categoria “Amador Especial”.

O nosso ciclismo está cada vez mais pobre, estamos a voltar para trás no tempo e assim, num qualquer ano futuro teremos a Volta a Portugal (por exemplo) a ser disputada unicamente por todas as equipas portuguesas de categoria Elite Amadora, como já o foi de 1976 a 1983.

Conclusão:
Regride-se em vez de se progredir, levando cada vez mais corredores a procurar lá fora o que não encontram no seu país.

Manuel Azevedo