Ninguém para Kittel

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Há um ditado nacional muito usado em situações brejeiras ” quando mais me bates mais gosto de ti”, bem apropriado para a falta de sentido tático das equipas que pululam no Tour. Hoje,  Maciej Bodnar bem merecia o triunfo de etapa, pela sua excelência como rolador, pelo seu pundonor e pelo acreditar e sofrimento revelado nos ultimos cinco kms da 11ª etapa.

Venceu Kittel, mais uma vez, com a ajuda coletiva de todas as equipas, mesmo daquelas que sabem que não têm qualquer hipótese e, então, limitam-se a estragar a corrida a terceiros. É o caso da Katusha, um Tour mais que dececionante que não entendeu ainda, que não tem qualquer hipótese de triunfo com Kristoff e será o caso de todas as outras equipas que , pelos vistos, ainda não compreenderam que para vencer Kittel, neste Tour é coisa difícil.

Digamos que há um entendimento entre todas as formações com sprinters , não sabemos se um acordo de cavalheiros escondido, que obriga cada uma a colocar um ciclista durante o desenrolar  de uma tirada, impedindo assim  qualquer hipótese de fuga. Por aquilo que temos visto, nas imagens da televisão, os homens da QuickStep até nem são os que mais puxam, e já se dão ao luxo de deixar Kittel nos ultimos kms por sua conta e risco. Este Tour está a tornar-se monótono, sem graça, totalmente bloqueado, por este entendimento , que favorece naturalmente Kittel. Decididamente,  este tipo de ciclismo começa a tornar-se aborrecido.

Uma nova referência para o polaco da Bora, que deu pano para mangas às diversas equipas que o perseguiram. Estivesse a perseguição consignada apenas à QuickStpe e, decerto , Bodnar tinha merecido ganhar hoje.

Tiago Machado lá continua a tirar água, na frente da corrida, voltamos a repetir não se sabe porquê. A Katusha, em vez de atacar mandando ciclistas para as fugas. prefere “derretê-los” na frente do pelotão,  sem um objetivo concreto em vista. Já não deu para ver que o Kristoff não dá “corda ao sapato”. Aliás, o mesmo se passando em relação à Cofidis, com Bouhanni. Ora se pensarmos que Kriostoff ganha cerca de dois milhões euros / ano e que Bouhanni não andará longe, é caso para deitarmos as mãos à cabeça.

Classificação:

11ª Etapa
1 Marcel Kittel (Ger) Quick-Step Floors 4:34:27
2 Dylan Groenewegen (Ned) Team LottoNl-Jumbo
3 Edvald Boasson Hagen (Nor) Dimension Data
4 Michael Matthews (Aus) Team Sunweb
5 Daniel Mclay (GBr) Team Fortuneo – Oscaro
6 Davide Cimolai (Ita) FDJ
7 André Greipel (Ger) Lotto Soudal
8 Nacer Bouhanni (Fra) Cofidis, Solutions Credits
9 Ben Swift (GBr) UAE Team Emirates
10 Danilo Wyss (Swi) BMC Racing Team
 
# Geral
1 Christopher Froome (GBr) Team Sky 47:01:55
2 Fabio Aru (Ita) Astana Pro Team 0:00:18
3 Romain Bardet (Fra) AG2R La Mondiale 0:00:51
4 Rigoberto Uran (Col) Cannondale-Drapac 0:00:55
5 Jakob Fuglsang (Den) Astana Pro Team 0:01:37
6 Daniel Martin (Irl) Quick-Step Floors 0:01:44
7 Simon Yates (GBr) Orica-Scott 0:02:02
8 Nairo Quintana (Col) Movistar Team 0:02:13
9 Mikel Landa (Spa) Team Sky 0:03:06
10 George Bennett (NZl) Team LottoNl-Jumbo 0:03:53

 

 

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