João Benta abençoou Amaro antunes na carvoeira – axadrezado o melhor na ultima etapa

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No dia da etapa rainha, João Benta ( RP-Boavista) venceu no alto da Carvoeira, depois de um dia calmo, pelo menos até ao alto de Montejunto e em que os homens do Louletano-Hospital de Loulé deram, nas vistas ao longo dos 162 kms de prova.

os homens do Louletano estiveram muito ativos ao longo da etapa.
os homens do Louletano estiveram muito ativos ao longo da etapa.

Na verdade, depois de uma fuga de nove elementos, que chegou a ter  nove minutos de avanço, foram os  algarvios os principais responsáveis pela sua neutralização e António Barbio, da Efapel, o ultimo a resistir, alcançado apenas a 500 metros da linha de chegada.

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Se, no alto da Carvoeira Benta foi o mais rápido, arrancou a quatrocentos metros da meta, depois de um ataque do seu colega de equipa David Rodrigues, contrariado por Henrique Casimiro, alguns pouco se mexerem, principalmente os principais adversários de Amaro Antunes.  No final da dura etapa, um reconfortante banho de multidão esperava os ciclistas, depois de em algumas etapas a ausência do mesmo se ter feito sentir, em especial na tirada do Montejunto.

Barbio resistiu quase até ao fim da etapa.
Barbio resistiu quase até ao fim da etapa.

De S. Martinho do Porto ao alto do Carvoeiro, um ex-libris recente do Prémio Joaquim Agostinho, pelo meio ficou uma contagem do PM  no Montejunto de 1ª cat. e uma outra de terceira, ja a cerca de 20 kms da linha de chegada, dificuldades que, mesmo assim não impediram que um grupo compacto de ciclistas iniciasse no alto do Carvoeiro as ultimas pedaladas. Entrando na subida com cerca de vinte segundos de avanço, António Barbio defendeu-se muito bem, se tivermos em linha e conta os longos kms que esteve em fuga, mas foi importante para contrariar o grupo dos principais homens da prova, onde estavam todos incluídos, menos Vicente Garcia de Mateos, José Fernandes e Pablo Torres.

Contando com um apoio muito coeso da equipa do FCPorto, Amaro Antunes só teve de controlar os ultimos dois kms e cortar a meta com o mesmo tempo de Nocentini e Figueiredo, que terá sido pouco ousado na etapa do Montejunto, quando escapado com José Fernandes não jogou a sua chance.

No final, uma boa prova e um bom aperitivo para o menu principal que se aproxima a passos firmes, a Volta a Portugal, que marca o final de temporada em 15 de agosto. Muito cedo.