POLICIAMENTO, MOTAS E A MOVISTAR

No último domingo, no ciclismo, parece ter sido o dia das forças de autoridade. No Dão, a descoordenação entre a GNR e a PSP na cidade de Viseu foi evidente. Há duas semanas era esta já uma preocupação assinalada pela organização que sempre era tranquilizada por ambos os comandos das forças de autoridade com palavras de coordenação infalível.

Mais do que a vertente desportiva, claramente prejudicada, adivinham-se problemas bem maiores.

Não será a PSP a única provocadora da desorganização, mas exige-se muito mais de quem apresenta facturas tão grandes, e que com certeza quererá cobrar. Se há agentes zelosos e a quem reconhecemos capacidades, ou pelo menos vontade, para participarem neste tipo de eventos desportivos, outros, muitos, são amorfos… não vêem mais do que o gratificado. Caberá aos comandos distinguirem os mais expeditos dos menos expeditos e não juntá-los todos no mesmo saco.

Pelo Giro, também um policia parou a sua mota onde não devia. Não é fácil circular numa corrida, sobretudo como o Giro, mas parar um veículo na dianteira do grupo da frente, numa fase decisiva e rápida da etapa, faz parte dos manuais daquilo que se deve evitar fazer.

Parar ali, não é o mesmo que parar durante uma subida por exemplo. Não devemos no entanto crucificar o agente. O que ele fez, embora não devesse e que sirva de exemplo para outros, acaba por ser comum. Foi uma infeliz coincidência. Se a intenção seria esperar por um grupo mais atrasado, ou ficar na retaguarda do grupo da dianteira, não estando nas estradas da Volta à Califórnia, deveria ter abrandado e não parado, ou então encontrar melhor local de paragem.

Deste episódio resultou uma acesa discussão no pelotão do Giro, encabeçada por Matt White, director desportivo da Orica. Deveria ou não a Movistar ter, pelo menos abrandado, para permitir a reentrada dos acidentados?

Na Orica dizem que sim e acusam a Movistar de falta de fair-play. Apesar de naturalmente desolado, Geraint Thomas, da Sky, é mais comedido, dizendo compreender a atitude, apesar de achar que deveria ter sido diferente.

Obviamente, a Movistar, por Quintana, diz que trazia a corrida lançada há muito e que já não era fácil tirar o pé do pedal.

Quer apoiemos uma ou outra opinião, uma coisa é certa: se quiser ganhar, é bom que a Movistar leve uma grande equipa ao Tour.
Luís Gonçalves

2 comentários a “POLICIAMENTO, MOTAS E A MOVISTAR”

  1. O senhor luis gonçalves esta sempre contra a movistar ou contra valverde ou quintana.eles ganham na estrada mas para si nao.

  2. A Orica é engraçada, quando em 2015 uma mota derrubou Avermat quando este já ia isolado para a vitória não vi o santo Yates esperar por ninguém…

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *