Prémio do Dão: no melhor pano cai a nódoa

Por mais bem organizada que seja, uma prova de ciclismo tem vários condicionalismos que podem estragar, o que se pode considerar uma boa competição, como estava a ser o Prémio do Dão.

Duas excelentes etapas, arduamente disputadas, a ultima até um engano de percurso, que deitou por terra todo o esforço de quem deitou pés ao caminho e de quem apoiou a iniciativa que, pelos vistos, está muito reticente em continuar.

A ultima tirada do Prémio do Dão nunca parou, desde que foi dada a partida em Penalva do Castelo, rumo a Viseu. Um percurso de autêntico rompe pernas, com diversas fugas e uma média de mais de 40 kms, até à entrada de Viseu, onde esperavam os ciclistas três voltas a um circuito urbano, bastante difícil para além da dureza era algo sinuoso.

O termo urbano, foi o primeiro causador do problema. Com a chegada a efetuar-se em Viseu, o comando da corrida passou da GNR para a PSP. Se a GNR tem experiência  na matéria, já a PSP teve dificuldades em controlar o trânsito e a segurança da corrida. O trânsito seguia normalmente numa parte da entrada de Viseu, com um zeloso agente da PSP a mandar seguir, como se uma ,linha contínua fosse barreira suficiente, para a separação dos ciclistas e os automóveis . Ultrapassada a entrada em Viseu, que não fazia parte do circuito, mas sim a ligação do percurso ao circuito, ou seja o troço de entrada na cidade, os ciclistas foram enganados no percurso, acabando numa estrada sem saída.

A confusão foi enorme e a PSP tinha desaparecido. No local do engano, permaneciam ciclistas  e comissários, que não sabiam qual o caminho a seguir. Faltavam setas no percurso e o comissário não arriscou sair do local, até aparecer alguém da organização ou da PSP, o que só viria a acontecer cerca de meia hora depois. Muito tempo, que deu para muita discussão. Mas, depois deste impasse a corrida largou, mas o ritmo era de cicloturismo e o público não gostou.

Faltavam três voltas ao circuito, a primeira volta não mostrou sinais de perigo, o trânsito estava condicionado. Mas a corrida não arrancou e terminou, a uma volta do fim, quando Xuban Errasquin atacou, defendendo a sua camisola de leader da Taça, e o pelotão atalhou caminho rumo à meta.

Sem chama nem glória, sem cerimónia de pódio, sem classificações ,  um patrocinador desgastado, e um organizador em estado de choque, a corrida terminava ali .

É difícil apontar culpados, mas que houve incúria isso é verdade.

Incúria por parte da PSP, estavam destacados 60 agentes ao longo do percurso, mas o perigo espreitou na entrada de Viseu, toda a caravana e nalgumas rotundas. Houve um engano de percurso, onde estava um agente da PSP, mal colocado.

A descoordenação da saída da GNR da corrida e a entrada da PSP foi má. Não sabemos porque é que uma força policial inicia uma corrida e depois tem de ceder o lugar a outra. Parecia que estávamos numa fronteira,quando uma prova passa de um país para outro. Será pelo dinheiro que proporciona essa mudança ?

O diretor da organização não acompanhava a frente da corrida, ocupando o seu lugar, para apoiar o comissário presidente, como o caso de hoje. Cabe ao Diretor da organização ir na frente da corrida e providenciar a resolução rápida deste tipo de situações. Miguel Loureiro esteve desamparado e, sem setas, sem polícia e elementos da organização era impossível fazer melhor do que foi feito.

O percurso do circuito não tinha qualquer sinalização, o que dificultou o arranque da prova após o engano e terá contribuído para tal acontecesse.

Os comissários porque deveriam ter previsto que, num circuito urbano, os grupos atrasados com mais de cinco minutos e sem hipóteses, faltavam 30 kms para o final da corrida, deveriam ser afastados da corrida, para não perturbar o trânsito e a confusão neste tipo de situações.

Por ultimo, ciclistas  e diretores desportivos que não estiveram à altura na defesa dos superiores interesses da modalidade.

Esperemos pelo comunicado da FPC sobre o assunto, para saber como ficou resolvido o imbróglio.

 

 

2 comentários a “Prémio do Dão: no melhor pano cai a nódoa”

  1. A Associação de Cilcimso de Viseu não existe… É uma invenção de alguém que dividiu para reinar!

  2. O grande problema da Associação de Ciclismo de Viseu, é que a grande maioria das pessoal ligadas, não percebem nada de ciclismo.

    Apenas gostam de aparecer na fotografia… Mas não vale a pena continuar a deitar mais lenha para a fogueira, porque isto já está arder o suficiente.

    Cumprimentos

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