Asturias: ” Alguns abandonavam tremendo como ” varas verdes”, e eram ajudados a entrar nos carros de apoio, pelo staff das equipas “

A etapa de hoje da Volta a Asturias foi “monstruosa”, exigindo aos ciclistas a coragem e a capacidade de sofrimento que tanto caraterizam os grandes atletas. Ao longo dos 177 kms, houve de tudo um pouco . Sol, condição climatérica dos primeiros 15 kms de prova, chuva, vento forte, granizo, frio, muito frio e neve, muita neve.

A luta contra o frio foi muito dificil para o pelotão da Volta às Asturias. Ciclistas  a tremer de frio em cima da bicicleta, com as mãos no  guiador a tornar quase impossível dominar a bicicleta .

Ciclistas deitados na berma com hipotermia.

O vento dificultava a vestimenta das capas de chuva, as luvas de inverno eram difíceis de entrar nas mãos enregeladas.

Alguns abandonavam tremendo como ” varas verdes”, e eram ajudados a entrar nos carros de apoio, pelo staff das equipas.

O pelotão não abrandava e era inclemente . Na primeira hora de corrida foram percorridos 44 kms, acabando com a pretensão de muitos ciclistas. Felizmente não houveram quedas. O andamento ia diminuindo, baixando para os 37 kms /h na segunda hora, á medida que iam aparecendo as montanhas, num percurso duro, nada complacente com as condições climatéricas, que se iam agravando á medida que os kms iam passando. Não havia roupa que chegasse para dar um pouco de conforto. Em maio, em pleno coração da Primavera, os deuses não estiveram com os ciclistas, mas mostrou quanto de epicismo ,  de temeridade , quanta beleza o ciclismo tem nestes dias.

No Acebo, a neve tornou ainda   mais nobre e sublime o esforço, o sofrimento dos grandes campeões. Hoje, todos os que concluíram a tirada, merecem entrar na história da prova, quando e se um dia for contada.