Bairrada: ciclismo a serio no triunfo de angulo

A segunda etapa da Volta à Bairrada deu pano para mangas. Ainda o pelotão estava a sair do Luso, e já estava dividido em dois. Do km 0 à chegada, na Pampilhosa, a corrida nunca mais parou.

Um desconhecido do pelotão nacional, António Angulo, da LA Metalusa, mas bom amador em Espanha em 2016, foi o vencedor final, mas vários foram os momentos de bom ciclismo .

Logo à partida, Efapel e a Radio Popular-Boavista abriram as hostilidades, formaram um grupo de cerca de 25 ciclistas na frente, e nunca mais pararam. Cá atrás tinha ficado o camisola amarela, Jesus Esquerra e a maior parte da equipa do Sporting e Louletano.

Radio Popular e Efapel quebraram o pelotão.
Radio Popular e Efapel quebraram o pelotão.

Na frente o dueto nortenho abria espaço para o dueto algarvio. Esquerra ainda conseguiu juntar-se à frente da corrida, com mais dez ciclistas,  ajudado pelo FC Porto, mas mal chegou  sucederam-se os ataques e nunca mais colou à frente, cortando a meta com cerca de 12 minutos para o grupo principal.

Louletano e Sporting perseguiam o grupo da frente.
Louletano e Sporting perseguiam o grupo da frente.

Uma corrida que valeu pela força de alguns ciclistas . Primeiro azadrezados e efapeis, depois os azuis e brancos que puxaram sem, contudo, terem alguém que pudesse vencer a geral. A luta entre as três formações foi tão intensa que que se esqueceram de alguns elementos que se seguiam na roda do grupo.

FC Porto quando levou Esquerra ao grupo da frente.
FC Porto quando levou Esquerra ao grupo da frente.

Mais uma vez Domingos Gonçalves foi um dos que mais atacou, sem tirar o proveito final. Venceu todas as camisolas, menos a mais prestigiosa.

No grupo, a Efapel fazia a todo o custo, a corrida para Daniel Mestre, era, a par de Samuel Caldeira os mais rápidos. Sérgio Paulinho foi o outro homem da corrida, controlou o mais que pôde .

Sérgio Paulinho, um dos homens do dia.
Sérgio Paulinho, um dos homens do dia.

Apesar de ferido de asa, o Sporting ainda tentou com David Livramento, escapou-se com Ricardo Mestre e Oscar Hernandez, mas Domingos Gonçalves acabaria com o sonho do trio . Já nos ultimos três kms, Livramento furava.

Gonçalves foi o que mais atacou.
Gonçalves foi o que mais atacou.

À falta de três kms, Gonçalves atacou forte, entraria na reta da meta com alguma vantagem mas viria a ser alcançado nos ultimos cinquenta metros. Uma boa corrida, marcada pelas enormes diferenças entre os diversos grupos. Das duas uma, ou as ” férias” de um mês da atividade competitiva fizeram mal , ou houve ciclismo a sério. Inclinamo-nos para a segunda hipótese, até porque o percurso, sem ser excessivamente duro, acabou por ser bastante penoso, a que não foi alheio o calor que se fêz sentir, e os ataques não foram isolados, mas em bloco, ataques coletivos que marcaram uma corrida bonita, e que merece ser mais acarinhada.

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