O REGRESSO DOS BELGAS

Depois de alguns anos, poucos para nós, uma eternidade para eles, sem grandes sucessos nas principais clássicas, sobretudo as disputadas em solo belga e em terreno francês, os belgas parecem estar de volta.
Depois do sucesso polaco no primeiro monumento do ano (Kwiatowsky, no Milão São Remo) os belgas têm dominado as principais clássicas. Com as vitórias na Flandres, Paris-Roubaix e na Amstel o lanço para a Flèche-Wallone e para a Liège-Bastogne-Liège, parece um dado adquirido.

Têm o contratempo da não presença de Gilbert nas Ardenas, o último belga a vencer, curiosamente, ambas as competições das Ardenas em 2011. Mas a panóplia de belgas candidatos à vitória é grande e sustentada, parecendo surgir também uma nova geração personificada essencialmente em Stuyven e Benoot, para manter a tradição de vitória.

Falando-se de ciclistas belgas convém não esquecer a extraordinária despedida que Tom Boonnen teve, tanto na sua última prova na Bélgica, como, com mais mediatismo no Paris-Roubaix, onde não ganhou, mas marcou definitivamente esta edição e naturalmente a prova, quanto mais não seja por ser um dos detentores do recorde de vitórias.

Poderia ter Sagan algo a aprender com Boonnen. Peter Sagan é um extraordinário ciclista e daquelas personagens que fazem falta ao ciclismo, mas por vezes perde-se nas palavras e isso, em determinadas situações de corrida, paga-se caro no seio do pelotão.

Convém que não se esqueça que é um ciclista bem acima da média, mas também corre permanentemente com os melhores do mundo.
Luís Gonçalves

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