Paris-roubaix em forma de rescaldo

No sprint Avermaet teve tempo para tudo, e nem mesmo o aparecimento repentino de Moscon e Stuyven  complicou.influenciaram
No sprint Avermaet teve tempo para tudo, e nem mesmo o aparecimento repentino de Moscon e Stuyven complicou.influenciaram

A corrida mais espetacular do mundo terminou da melhor forma ontem, com um vencedor previsto, pelo menos o mais ganhador neste início de temporada, em termos de clássicas, e o mais forte, com o record da prova a ser batido, uma média horária de 45,200 km/h, algo improvável noutras condições climatéricas, e mais uma vez, o sortilégio do azar a marcar a prestação de alguns dos favoritos.

Terá sido Daniel Oss decisivo no triunfo final de Avermaet. Ao contrário da QuickStep, a BMC esteve irrepreensível do ponto de vista tático.
Terá sido Daniel Oss decisivo no triunfo final de Avermaet. Ao contrário da QuickStep, a BMC esteve irrepreensível do ponto de vista tático.

Greg van Avermaet venceu , provando que é o mais forte neste momento, em provas duras e seletivas. O belga aproveita a sua boa ponta final, para vencer ciclistas mais possantes, mas menos rápidos. Um triunfo que teve muito de coletivo, com a ajuda fundamental de Daniel Oss que partiu à aventura, na frente da corrida, onde estava para o que desse e viesse, tendo sido uma peça fundamental na recuperação de Van Avermaet à frente da corrida.

Sagan teve azar, recuperou esteve na decisão da corrida, novo furo, e um 38º lugar final . Longe dos lugares cimeiros .
Sagan teve azar, recuperou esteve na decisão da corrida, novo furo, e um 38º lugar final . Longe dos lugares cimeiros .

O azar, mais uma vez, marcou o desenrolar da corrida. Primeiro foi Tepstra a ficar de fora logo ao km 76 por uma queda , depois Naessen também vitima de avaria mecânica ficava pelo caminho. Depois foi a vez de Sagan, com alguns furos e sem o apoio de uma equipa nos momentos decisivos.

Os campeões, contudo, também têm uma áurea de sorte, ou pelo menos, conseguem desenvencilhar-se com a ajuda dos deuses, como o caso de Avermaet, que conseguiu ultrapassar todos os problemas  .

Boonen tentou, mas não conseguiu um lugar na frente da corrida. Conseguiu, contudo, despedir.-se com grande dignidade.
Boonen tentou, mas não conseguiu um lugar na frente da corrida. Conseguiu, contudo, despedir.-se com grande dignidade.

Boonen esteve à altura dos grandes campeões, tentou várias vezes em alguns setores de pavé, mas não conseguiu levar por diante os seus intentos. A sua equipa ficou dividida e a estratégia coletiva nem sempre funcionou, numa formação com muitos leaders e pouca disciplina tática.

Teria ŠTYBAR corrido da melhor forma quando estava isolado com AVERMAET e LANGEVELD ? Esta a grande interrogação. Ao saber que não era homem para derrotar na linha de chegada Avermaet, porque não deixou roda solta a Langeveld, obrigando o ciclista da BMC a assumir a corrida nos kms finais. Ao pretender ser segundo, Stybar contentou-se em ser o primeiro dos últimos. O que é pouco para uma equipa como a QuickStep .

A fuga decisiva da corrida.
A fuga decisiva da corrida.

Uma corrida louca, tão louca que as primeiras três horas de prova foram percorridas a meis de 47 km/h. O ciclismo, afinal, é bem diferente, ou se calhar igual, ao  dos tempos de Armstrong e companhia, com médias superiores, aos anos noventa .

No meio de alegrias e tristezas, a prova até deu para um episódio bizarro, quando Guardini, que tinha desistido, atalhou caminho pela auto estrada, para evitar os pavês, e foi recolhido por um carro de polícia que o levou para um posto policial, onde mais tarde foi recolhido pelos responsáveis da equipa.

Histórias que fazem parte do Paris-Roubaix que se despediu de Boonen, um dos mais mediáticos ciclistas belgas e não só, de todos os tempos, Eddy Merckx à parte, é claro.