aquele que todos querem derrotar será Peter Sagan. Como é que eles, os seus adversários, o vão fazer é que não sabemos

O Milão-S.Remo abre o ciclo das grandes clássicas, numa prova mítica, com um palmarés de excelência, e uma das competições que os sprinters  mais idolatram.  Na verdade, a prova italiana tem um dos percursos mais acessíveis para os velocistas, com uma dificuldade na parte final, também ela mítica, a subida do Poggio, local de ataques, na sua maioria mal sucedidos, e que culminam com uma descida vertiginosa.

Foi no Milão- S.Remo que Eddy Merckx começou a ganhar projeção mundial, ele que não era um sprinter, venceu por sete vezes, na sua maioria isolado. Os tempos eram outros, e hoje em dia, as fugas e os grandes ataques praticamente desapareceram do ciclismo internacional.  Do ciclismo de ataque, cujos últimos resquícios nos foram legados nos anos 90, seguiu-se um ciclismo de controlo, sem grande chama e excessivamente repetitivo. Invariavelmente as fugas estão condenadas ao malogro, e dos poucos ciclistas de ataque, Alberto Contador, está a dar as ultimas, isto é mais um época e está tudo terminado. Mas Contador não, nem nunca foi um homem de clássicas, como o são na pura realidade Vanmarcke, Boonen,Van Avermaet , Gilbert,  Degenkolb e, nos tempos que correm poucos mais.

Longe vão os tempos de Walter Goodefroot, Frans Verbeeck, Freddy Maertens, Roger de Vlaeminck, Moser mais recentemente Ballerini, Museuw, e até Cancellara.

Vem aí o Milão-S.Remo tema de abertura de todos os sites da especialidade, falatório de início de época, objetivos de muitos ciclistas, que se prepararam em provas desde fevereiro. Os favoritos, esses serão os mesmos do costume, mas o maior de todos, aquele que todos querem derrotar será Peter Sagan. Como é que eles, os seus adversários, o vão fazer é que não sabemos.

Bouhanni, Demare, o vencedor do ano passado, Cavendish, Colbrelli, Caleb Ewan, Degenkolb, Avermaet, Kristoff,  e vamos a ver Boonen poderão ser os seus mais diretos opositores.