três pontos e rever pela FPC

Os custos de uma prova de ciclismo têm vindo, nos últimos anos a inflacionar-se em demasia, sem que as entidades responsáveis tomem medidas tendentes à diminuição desses encargos.

Na ultima prova realizada pela FPC, a clássica Aldeias do Xisto, alguns pontos merecem alguma reflexão. Tratando-se de uma prova de um dia, foi notório o exagerado numero de comissários. Em outras competições similares, inclusive provas de maior gabarito, e citamos o exemplo vindo de Espanha ( clássica de Amorebieta, Indurain, etc) o numero  de comissários varia entre os seis e os oito. Para além dos comissários , há que ter em linha de conta, pelo menos mais dois agentes, responsáveis pelo funcionamento do sistema eletrónico de chegada. Temos, pois, custos bastante elevados para a arbitragem de uma prova de um dia, a que acresce para além do prémio de atuação, gastos com hospedagem e transporte.

Ao longo do percurso de 140 kms, só na travessia da Lousã conseguimos descortinar algumas viaturas pois que, ao longo do trajeto, não deparamos com nenhuma viatura em sentido contrário ao da corrida. Contudo, os elementos destacados pela GNR foram os mesmos de uma prova disputada numa zona urbana. GNR’s que foram exemplarmente auxiliados pelas bandeiras amarelas, um conjunto de motards que assinala perigos ao longo do trajeto e que deveria ser missão do respetivo policiamento.

Um outro ponto que nos parece pertinente, porquanto ocasionador de despesa, não só pelas ajudas de custo atribuídas a equipas e ciclistas, como também pelo facto de poder influenciar nos custos com o respetivo policiamento. Referimo-nos ao desempenho de alguns ciclistas e equipas, pois pensamos que não é normal que, percorridos apenas 2 kms de prova, e já estamos a ser benevolentes, cerca de uma duzia de ciclistas não terem conseguido aguentar o ritmo do pelotão. Uma equipa terminou mesmo a prova com um só elemento.

Três pontos  a rever  pelo menos a serem tidos em linha de conta, pela FPC.