tirando Contador, quem no ciclismo internacional tem a sua raça ?

O pelotão da Volta ao Algarve poderá não ter tido os grandes nomes de outros anos, no que toca a ciclistas para discussão de provas na geral individual, com um nível acentuado de média montanha. Na verdade, a prova algarvia viu-se, este ano, a braços com a ausência dos grandes nomes dos picos montanhoso, como em anos anteriores.

A Sky esteve presente com uma segunda linha, com o polaco, antigo campeão do mundo, a passar por um período de pouca eficácia. A Movistar veio com bons roladores, idem aspas para as restantes formações do World Tour, cujo nome mais sonante para este tipo de provas, talvez tenha sido, Dani Martin, da QuickStep, um pouco arrogante para com Amaro Antunes, na chegada à Fóia, mas que hoje se manteve anónimo no Malhão.

Feitas as contas, bem feitas, não fosse o C/R e talvez o triunfo final sorrisse a um português. Dirão muitos que o C/R também conta, é sabido que sim, mas os C/R neste tipo de ciclismo dos dias de hoje, conta em demasia na hora de fazer as contas finais. A sua influência no resultado final é superior ao resto de todas as etapas.

Perguntaremos, como á possível que apenas 18 kms, tenham uma influência tão grande, ao ponto de valeram mais que os restantes 700 kms da prova, mesmo com duas chegadas em alto ?

Com equipas potentes, com bons ciclistas transformados em “equipiers”, as provas são bloqueadas sistematicamente, impedindo-se fugas de se concretizarem, tornando o ciclismo repetitivo e pouco atrativo. As fugas são consentidas, deixam ganhar alguma vantagem,  primeiro persegue quem comanda, os dois primeiros terços da etapa, depois a seguir, entram as equipas dos sprinters. Mais coisa menos coisa, a coisa, pese a redundancia, vai dar sempre ao mesmo.

No Algarve, talvez tenha faltado os pesos pesados, homens que fazem vibrar o ciclismo como Contador, por exemplo, que torna a modalidade mais alegre, vibrante, com os seus ataques inesperados, mesmo que muitos deles sejam condenados ao malogro. Mas, na verdade, tirando Contador, quem no ciclismo internacional tem a sua raça ?

 

1 comentário a “tirando Contador, quem no ciclismo internacional tem a sua raça ?”

  1. Existem mais ciclistas que dão espetáculo,Barguil por exemplo, mollema, próprio Nibali, mas concordo com a visão de facto o ciclismo tornou-se demasiado estratégico mas isso é como nos outros desportos Hoquei, Futebol, se formos a ver tudo se tornou menos ” espetacular” porque antes os ciclistas até atacavam no inicio da etapa e nunca mais eram apanhados..agora mudou tudo

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