Amaro Antunes triunfou na etapa rainha, o que não agradou a muita genta – Roglic limitou-se a controlar

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Pinto da Costa dava o mote. A sua presença no Malhão, no meio do ” povo” não passou despercebida, quando o pelotão passou pela primeira passagem na icónica subida algarvia, qual Senhora da Graça, meca da peregrinação dos amantes do ciclismo.

Na ascensão final para a linha de meta, já lá não estava o presidente do FCPorto,  que preferiu aguardar por Amaro Antunes, na linha de meta, certo de que o algarvio não o deixaria ficar mal.  Numa guerra pouco prática  e pouco tática, no qual os portugueses são exímios, a ” armada” do World Tour, e alguns arautos do seguidismo internacional, não devem ter ficado lá muito contentes com o inesperado resultado. O tiro saiu pela culatra, para quem tem substimado o valor do ciclismo nacional, é certo que é de 3ª divisão mas, mesmo assim, capaz de se bater, com equipas de orçamentos milionários, que sairam do Algarve, algo vexados.

No lote dos quinze primeiros da etapa, cinco eram frequentadores do pelotão nacional, entre portugueses e estrangeiros. As contas sairam furadas a quem apostava numa luta fraticida, serra acima entre Roglic e Cª.. Também neste aspeto, o ciclismo internacional mostrou estar uns tiros bem abaixo, do que costumam as equipas nacionais fazer nestas circunstancias : tentar dar a volta à corrida, o que não fizeram.

Michal KWIATKOWSKI, o principal interessado em tentar resolver a contenda a seu favor não se mexeu. Deixou fugir Amaro, e logo perdeu 10 segundos de bonificação, com os quais ainda poderia ter algumas hipóteses de tirar a amarela a Roglic. O português atacou a dois kms da meta, e mais ninguém lhe pôs o olho em cima. No grupo ninguém se mexeu.

Cá atrás, as equipas World Tour também facilitam. Castroviejo, que tinha um lugar no pódio, furou a dois kms da entrada no alto do Malhão, com o seu carro de apoio a encostar um pouco mais atrás , junto do autocarro da equipa. Não se cansava o speaker de chamar pelo carro da Movistar, que arrancou a todo o gás, mas já não chegou a tempo, um colega de equipa deu a roda ao c/relogista da Movistar, mas foi fatal e o lugar do pódio já era.

Mas para que as coisas irritassem ainda mais os estranjas, o segundo lugar viria para outra equipa portuguesa, Vicente Mateo foi segundo no alto. Enfim, mau demais para um pelotão luxuoso, milionário, e que não é capaz de proporcionar um ciclismo de ataque organizado, no assalto ao reduto do adversário. A Lotto-Jumbo não teve grande trabalho para controlar a etapa.

O ciclismo internacional, de contas astronómicas, limita-se a correr em bloco,  a altas médias, não proporciona ataques individuais, nem estratégias concertadas. O ciclismo tem necessidade, urgentemente, de um ciclismo mais aberto, de ataques individuais, por isso mesmo, não seria mau de todo se a Volta ao Algarve, em 2018 desse o exemplo e limitasse as equipas a sete ciclistas, talvez esta seja uma via, para voltarmos aos velhos tempos de Coppi, Merckx, Hinault e Armstrong, épocas em que as provas eram ganhas com minutos.

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1 comentário a “Amaro Antunes triunfou na etapa rainha, o que não agradou a muita genta – Roglic limitou-se a controlar”

  1. Já agora e após tanto elogio ao pelotão nacional só faltou(mais uma vez à equipa que coletivamente ficou em 2º lugar no Malhão e fez uma etapa extraordinária ficando à frente das tais equipas milionérias. Não sei se será por ter o nome Sporting ou do Tavira nas camisolas. Seria bom os jornalistas despirem de vez as suas camisolas e serem imparciais. Não basta os do futebol…

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