O DIA DOS TREPADORES

Tanto na Andaluzia como no Algarve, pode-se dizer que hoje foi o dia dos trepadores. Pela Andaluzia, onde o lote de ciclistas escaladores é maior e mais apelativo, em virtude do próprio perfil da prova, Pinot levou a melhor sobre Contador que, mais uma vez, mas sem lhe tirar o mérito, viu de novo a “bola bater na trave”.

Pelo Algarve, mandou a Quick-Step. Como Daniel Martin, vencedor de etapa, referiu, não se ganham competições sem equipa. A colocação e entrada da Quick-Step, no início da mais mítica subida algarvia, a Fóia, duro e selectivo, foi determinante para o que se desenrolou a seguir. Foi Dan Martin quem marcou o golo mas, recorrendo de novo ao futebolês, considerando os últimos 30 quilómetros de corrida, a assistência facilitou-lhe a vida.

Embora se esperasse mais de outros ciclistas e de outras equipas, nos dez primeiros, colocaram-se três homens de equipas portuguesas. Os portugueses Amaro Antunes e Edgar Pinto e o italiano Rinaldo Nocenttini deram mostras da classe que também existe nas equipas nacionais.

Se hoje foi o dia dos trepadores, amanhã será o dia dos contrarelogistas. Na Andaluzia, Pinot, campeão francês de contra relógio, terá uma boa palavra a dizer perante os adversários mais próximos. Porém, Alejandro Valverde, continua a não desiludir ninguém… só os adversários.

Por cá, tendo em conta o perfil do contra relógio e o arsenal das equipas estrangeiras, sobretudo as do Worldtour, será difícil algum português brilhar como hoje. Tony Martin, será sempre favorito, mas o lote de bons contrarelogistas é extenso, incluindo o segundo classificado da geral Primoz Roglic.
Luís Gonçalves

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