à margem da corrida

Albufeira, como é habitual, recebeu bem a caravana da Volta ao Algarve, muito publico fazia a festa, curiosamente, mais estrangeiros que portugueses, mas um publico que parecia interessado na corrida.

A prova ainda está no início, espera-se que venha a ” aquecer”, não são as multidões loucas da Volta a Portugal, mas os tempos que correm não são de férias, daí um certo constrangimento. Mesmo assim, deu para ver que nos principais locais de passagem da caravana, muito publico na berma da estrada,  sinónimo de uma identificação com a corrida.

Uma corrida a perder de vista, mesmo para quem vai na fila dos carros de apoio. Perto de 50 viaturas das equipas, cada formação tem direito a dois carros de apoio, e dizemos perto, porque algumas delas foram impedidas de alinhar com segundo carro, por falta de um  segundo diretor desportivo.

Cinquenta viaturas, mais quatro de comissários, duas de apoio médico, duas ambulâncias, três de apoio neutro é muito carro numa fila interminável, que faz abria a boca de espanto, ao  publico espalhado  pelo percurso. É, de facto, uma grande procissão.

Mas, à margem da corrida, há ainda  os autocarros, estão cá perto de quinze , o que traz um problema acrescido à organização para aparcar tantos carros, dez caravanas e algumas equipas ainda têm mais dois carros de apoio suplementares, para irem ao abastecimento. Enfim, a “abastança” de algumas equipas é grande, mesmo muito grande.

Mas continuando com as contas, não exageramos quando dizemos que durante a corrida duzentos bicicletas estão na estrada, e que outras tantas estão de reserva em cima dos carros de apoio. Não andaremos longe da verdade, ao afirmarmos que, só nas bicicletas que estão na corrida ( 400 x 8.000 euros cada ) estarão cerca de três milhões de euros. Mas faltam ainda as de c/r, que estão nos camiões, o que soma mais milhão e meio de euros, isto sem falarmos em mais algumas bicicletas que permanecem no camião para alguma emergência.

Mas das bicicletas para as equipas técnicas. Não exageramos também se, em traços gerais ,uma equipa de World Tour tenha como mínimo no seu staff 12 elementos, três mecânicos, três massagistas, dois diretores desportivos dois a três motoristas e relações públicas. Enfim, um mundo à parte que contrasta, um pouco, com o suficiente e eficaz das equipas portuguesas, onde um staff muito menor, consegue fazer as mesmas tarefas, e por vezes em menor tempo.

Já agora, só em motoristas adstritos à organização, para a execução das diversas tarefas da corrida estão nomeados 24, isto sem falarmos nas motos bandeiras amarelas, imprensa e comissários.

Os tempos são difíceis para todos e, á partida, um tanto ou quanto envergonhados, os homens da ANACOM, os das transmissões olhavam para as antenas das viaturas das equipas. Não sabemos se multaram alguém, ou se impediram que as equipas utilizassem as suas frequências. Mas que é caso único em muito anos de ciclismo, lá isso é bem verdade, o que nos faz pensar que, apesar de tudo, são com estas miudezas, que por vezes nos sentimos tão pequenos.

Uma palavra para a tenente da GNR  que comanda o batalhão de agentes encarregada da segurança da prova, o que tem sido um ponto de referência na região do Algarve.