Volta ao Alentejo apresentada hoje sem grandes inovações de itinerário

A Volta Alentejo, edição 35, da mais importante manifestação desportiva da região, foi apresentada hoje,  com um percurso rolante, um tudo semelhante, ou pelo menos com a mesma estrutura dos ultimos anos, e que pode marcar uma seleção dos melhores, logo na primeira etapa.

A chegada da primeira etapa a Castelo de Vide, com partida de Portalegre, tem os ingredientes para ser a mais dificil da prova, pelo menos nas dificuldades montanhosas, o que de certa, não é uma situação comum, mas que começa já a ser tradicional na prova alentejana. Nesta tirada estão espalhadas ao longo da etapa, quatro contagens do PM. Entre o km 102 e o 138, da primeira etapa são quatro as contagens de montanha, duas de 3ª, uma de 2ª e uma de quarta categoria, com a meta distante 20 kms da ultima montanha.

Estamos, pois, em presença de uma prova sem dificuldades de maior, com excelentes caraterísticas para as equipas estrangeiras que nos visitam, reconhecidas a melhor apetência dos portugueses para provas mais duras. É uma prova tipica para sprinters, e pela primeira vez, nunca a possibilidade de um ciclista bisar está tão perto de assim acontecer. Carlos Barbero, da Movistar, já vencedor de uma edição, tem a aoportunidade na mão, ele que é um bom sprinter e tem, ao seu lado, a unica equipa do World Tour que está presente na prova.

Temos pois, uma prova sem grandes inovações em relação ao traçado, que poderia “procurar” algumas dificuldades montanhosas na região, e que pode provocar movimentações no pelotão, se o vento marcar presença.

São 19 as equipas que alainharão à partida ,  num pelotão misto, com predominância de formações da segunda divisão, Caja Rural – Seguros RGA, Israel Cycling Academy  Israel, Manzana Postobon Team Colombia, GazProm – Rusvelo e CCC Sprandi Polkowice,  as seis continentais nacionais mais Euskadi Basque Country Murias, Axeon Hagens Berman, Team Sparebanker Sor, Rally Racing, An Post Chain Reaction, METEC TKH, Team Coop. Completa o leque a Movistar.

Em termos de pelotão, foi um salto qualitativo em relação a anos anteriores, não só pela quantidade ( 150 corredores), mas sobretudo pela heterogeneidade do escalão das equipas participantes.

Resultante da passagem da prova para o escalão 2.1, as equipas de clube nacionais deixaram de participar, um dos factores negativos a salientar.

Joaquim Gomes, diretor da organização e responsável técnico afirmou :

-“Asseguramos, mais uma vez, a presença nas quatro sub-regiões do Alentejo com o envolvimento de cerca de três dezenas e meia de Municípios”. Referindo-se à subida de escalão da prova sublinhou: . “É um passo, importante, rumo à recuperação do estatuto internacional que a prova ostentou nos anos 90. Sem usufruir, naturalmente, de grandes percursos montanhosos, as planícies alentejanas revelam, há muito, outros argumentos que, aplicados ao fantástico mundo do ciclismo, têm proporcionado épicas batalhas na luta pela liderança, quer da  “Alentejana”, quer da Volta a Portugal”

Vejamos ao pormenor o resumo das etapas e ass etapas uma a uma, no documento que anexamos:

 

 

 

1 comentário a “Volta ao Alentejo apresentada hoje sem grandes inovações de itinerário”

  1. Com este percurso arriscamo-nos que seja assim: no primeiro dia fica decidida a geral, a montanha e a juventude… Uau! Com um percurso destes de certeza que vai recuperar o estatuto dos anos 90…

    Agora a sério: um percurso enfadonho com a etapa mais seletiva no primeiro dia… nem um C/R/I! nem uma chegada mais dura! nem uns PM’s para animar a classificação da montanha! Mas isto cabe na cabeça de alguém? Enfim… Aposto que a Movistar já se arrependeu de ter vindo… E dificilmente as equipas portuguesas irão brilhar e devemos ter vencedores de etapas repetidos… Vamos esperar que haja muito vento para ao menos os abanicos trazerem alguma animação às etapas planas…

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