à margem da corrida – a prova de abertura

Quando o pelotão da prova de Abertura abalou da Anadia, o sol fazia visita, o que agradou de sobremodo todos os ciclistas. Para trás ficavam alguns receios de quedas, sempre em maior numero quando a estrada está molhada.

Uma partida não tão exuberante, em termos de publico, ou pelo menos como era tradição no Algarve, esta é a primeira edição no norte, daí um certo retraimento, a que o tempo também ajudou.

Uma prova que se esperava competitiva, com uma boa quilometragem, com um percurso um pouco descaraterizado: as principais dificuldades estavam centradas a meio da prova, o que causou alguns contratempos aos menos preparados. Que o diga a equipa da Trofa, que nem sequer figurou no mapa classificativo por equipas. Um problema, também, pela falta de segurança, na retaguarda do pelotão, que os ciclistas, em numeroso grupos atrasados acentuam, não só para eles próprios como para o trânsito. Um problema a rever em termos de futuro, pois numa prova de um dia, não se justificam atrasos superiores entre   sete a dez minutos. O ciclismo, dito moderno, deverá ir neste sentido.

Um percurso bem sinalizado, com estradas amplas, o que foi meio caminho andado, também, para evitar quedas.

Uma direção de corrida sóbria ,autoritária, e com barragens assertivas e muito pouco complicativa.

Uma chegada em grande, com público, aqui sim em grande numero, uma reta enorme e ampla, e um sprint emotivo, mas sobretudo algo inesperado. Os amadores suplantaram os profissionais, o que é sempre uma nota positiva.

Uma presença agradável, no final da corrida,  de individualidades importantes, como os presidentes das Câmaras de Ovar e Aveiro, a que não será alheia a sinergia que Delmino Pereira tanto tem desenvolvido, para uma cada vez maior afirmação da modalidade, junto do poder local.

Com uma imprensa cada vez mais afastada,  o KaKá  foi um dos poucos que marcou presença, sempre de microfone na mão, para o que der e vier. Valha ao ciclismo, os  numeroso blogs e sites da especialidade, que levam um caudal noticioso a milhares de entusiastas.

Depois de muitos anos radicada no Algarve, a prova de Abertura tem todas as condições para ” armar tenda” por longos anos, numa zona que ganha cada vez mais preponderância, no panorama do ciclismo nacional . Uma prova de Abertura que, no contexto restrito, poderia e , porque não utilizarmos o verbo, deveria, ser apenas para equipas e clubes nacionais.