Volta a Portugal a concurso em 2018

A Federação portuguesa de Ciclismo irá colocar em concurso a próxima concessão da Volta a Portugal   assim confidenciou  Delmino Pereira que nos informou que a adjudicação da Volta a Portugal, para 2018 e seguintes, será objeto de um concurso publico.

A decisão tomada a um ano de distancia, em 2017 a organização é da competência da Podium, prevê a possibilidade de abertura do mercado a novas empresas.

Entre as razões que poderão ser apontadas a esta tomada de posição da FPC não deverão ser alheias à constancia dos percursos da prova, sem grandes modificações e inovações, e a diminuição do numero de provas organizadas pela Podium .

Depois do JN  ter perdido a organização da Volta então para a PAD, num concurso recambolesco,   numa decisão apressada da FPC , comandada na altura por Artur Lopes e Francisco Nunes, surge agora a possibilidade de novas estruturas poderem apresentar a sua candidatura, faltando saber se haverão no mercado empresas com capacidades e com conhecimentos para tal.

Falta ainda saber, 2018 é ano de eleições autárquicas, se a Podium terá já assumido alguns compromissos com autarquias para esse período, tendo em linha de conta o tipo de contratos plurianuais que a empresa costumava efetuar quase sempre com as mesmas autarquias.

Esperemos pelo futuro e, na chamada era da comunicação, não será de esquecer o rol importante que o ciclismo poderá desempenhar no futuro, como veículo de transmissão itinerante de ideias e mensagens.

Uma  coisa é certa, as grandes provas estão sob tutela de grandes meios de comunicação social, como o L’ Équipe nas provas organizadas pela ASO, pela Gazetta de lo Sport, nas provas organizadas pela RCS ou pelo jornal belga Het Nieuswblad, nas provas organizadas pela Flanders Classics.  Ao ciclismo nacional tem faltado apenas e só, uma maior visibilidade em termos de comunicação social, o erro que Artur Lopes cometeu e não viu, quando afastou o JN do ciclismo.