André Carvalho troca Liberty por Itália, por influência de empresário

Um dos melhores sub-23 nacionais, em 2016, André Carvalho trocou a Liberty Seguros, equipa com a qual já tinha assumido comprimisso escrito, por uma equipa italiana amadora do mesmo escalão.

Manuel Correia, diretor desportivo da equipa de Oliveira de Azemeis, mostrou-se surpreendido pela decisão do ciclista, mas preferiu abria mão do ciclista:

O André apesar de ter assinado pela nossa equipa para 2017, veio pedir-nos que queria ir correr para o estrangeiro. Lamentamos o facto, não queremos ninguém contrariado na equipa, e abrimos mão do ciclista, mas lamento a postura do seu empresário , que apenas se serve do nosso ciclismo e nada traz de positivo.”

A debandada de jovens ciclistas para o estrangeiro, qual El Dorado velocipédico,  tem sido uma realidade, infelizmente cada vez mais prematura. Alguns chegam mesmo a passar de junior para sub-23 sem passarem pelo ciclismo nacional, e para formações cujos métodos de trabalho ficam muito a dever às melhores equipas nacionais da respetiva categoria.

A forma como alguns ciclistas,  são contratados, levanta uma questão pertinente: onde serão obtidas as referências desportivas e físicas para que possam ser tão precocemente contratados ?

JS

 

 

3 comentários a “André Carvalho troca Liberty por Itália, por influência de empresário”

  1. Em vez de disparar para todos os lados já experimentou refletir sobre o motivo que faz com que os jovens ciclistas portugueses queiram fugir a sete pés das equipas portuguesas? O problema é capaz de não ser dos ciclistas…

  2. Continuo a aguardar noticias sobre o Sporting Tavira e Louletano. O regresso do Fábio silvestre a Portugal e a entrada do Joni Brandão não justificam um artigo?
    Claro que existem lobbies!

  3. parece que em Portugal um sub23 só é bom para passar a profissional quando não tem idade para sub23, parece que andam todos a pastar nos sub23 com um calendario diminuto e depois na hora de chegar a profissional lá vão eles para serem gregarios das equipas profisisonais portugueses (porque na mentalidade de um director portugues um corredor que sobe a profissional por idade nao pode aspirar a mais) Temos varios exemplos no mundo do ciclismo que quando um corredor é bom aparece logo no 1º ano, logo no 2º, logo com um calendario importante (sem forçar) o que por exemplo o gastar gonçalves ou o martingil ganham em ficar mais um ano nos sub23? quando o ano passado se provou que foram dos melhores portugueses e até conseguiram resultados de relevo no estrangeiro?

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