” Calcule-se o que seria, se uma equipa nacional, a dois ou três dias da Volta a Portugal tivesse um ciclista lesionado, e não o substituísse “

Escrevia Jornal Ciclismo no dia 18 do corrente, em relação aos Campeonatos da Europa é à prestação da Seleção Nacional, na referida competição:

Rui Costa esteve entre os primeiros, foi sexto, num grupo algo heterógeneo, composto por sprinters, trepadores e roladores.

Alinhando desfalcada , a prestação da seleção nacional acabou por ser positiva, com um honroso sexto lugar.  Os restantes componentes da seleção obtiveram os seguintes lugares: Sérgio Paulinho foi 33.º, a 57 segundos, Tiago Machado foi 59.º, a 3m43s, o mesmo tempo em que chegaram André Cardoso, 62.º  e José Gonçalves, 68.º

No dia seguinte, publicamos uma peça, opinativa questionando-se qual a razão que terá levado a FPC a apresentar na linha de partida apenas cinco ciclistas, quando tinha, por direito próprio, a obrigação de apresentar seis elementos.

O artigo em causa, com o título “PELOS VISTOS ESTÁ PROIBIDA A PARTICIPAÇÃO NOS TRABALHOS DA SELEÇÃO DE CICLISTAS PERTENCENTES ÀS EQUIPAS NACIONAIS CONTINENTAIS”– publicado no dia 19 de setembro, não se referiu, como é lógico à prestação da seleção nacional, já o tinha feito na véspera , mas questionava-se qual a razão que terá levado uma seleção a não prever a substituição de um elemento, por outro no prazo acordado pelas regras estabelecidas pela UCI.

Nada mais, do que isto. Questiona-se e é lógico que assim o seja, que é algo estranho que um atleta que se encontra lesionado participe, a convite de um organismo oficial da modalidade, num evento de lazer, apelide-se-lhe o que quiserem. Mas isso nem era o tema principal da notícia. Mas foi um facto que não pôde ser omitido.

Sobre este assunto, registamos, apenas e somente, os factos emergentes desta participação nacional, que participou amputada numa competição internacional, situação que até hoje não foi justificada pela FPC , conforme o devia ter já feito. Dizer que um ciclista está lesionado é muito pouco. Calcule-se  o que seria, se uma equipa nacional, a dois ou três dias da Volta a Portugal  tivesse um ciclista lesionado, e não o substituísse por um outro elemento. O que diriam os responsáveis dessa equipa ? Que imagem deixaria essa equipa na opinião pública ?

Compreendemos e aceitamos todas as criticas, chamem-nos o que quiserem, já deveriam era ter explicado, porque razão não são selecionados ciclistas nacionais de equipas portuguesas, e porque razão não são dadas oportunidades a um leque de ciclistas jovens com valor para tal, preparando o futuro da modalidade, para eles e para nós   ?

JS