QUANDO É QUE A VOLTA PASSA POR AQUI?

Desde sempre, por razões familiares, pedalo com alguma frequência na zona interior do Alentejo, mais concretamente no norte alentejano.

Há uns anos, quinze, vinte, talvez, quando parava em algum local da zona numa volta de bicicleta, as perguntas eram sempre as mesmas. Antes da Volta a Portugal: “Andas a treinar para a Volta?”. Depois da Volta a Portugal: “Andas a treinar para quê? A Volta a Portugal já foi!”.

Nos tempos que correm tanto pela gordura corporal (apesar de ainda não ser muita!) como pelo hábito que foi sendo criado de ver ciclistas na zona (embora não sendo muitos), já ninguém me pergunta se ando a treinar para a Volta, poupando-me ao esforço de dizer que não.

As perguntas hoje são diferentes. Antes da Volta: “A Volta a Portugal vai passar por aqui?”. Depois da Volta: “Quando é que a Volta a Portugal passa por aqui?”.

A segunda versão foi hoje, mais uma vez, a questão que me fizeram em Nisa (tal como podia ser no Crato, em Alpalhão, ou no Gavião), obviamente, não sabendo eu a resposta.

O que se nota, é uma certa saudade do regresso do ciclismo, especialmente da Volta a Portugal, a estas paragens. Há uns tempos até existiu uma meta volante em Nisa, na Volta, e uma chegada da Volta ao Alentejo, penso, ganha pelo Cândido Barbosa, mas o afastamento da modalidade da região interior Sul do país, sobretudo na Volta a Portugal, tem sido demasiadamente notada.
Já se sabe que não está tudo nas mãos da organização, bem pelo contrário, mas as saudades, visivelmente, aumentam.
Luís Gonçalves