Os mais e os menos fortes

O Tour terminou em apoteose, com uma naipe de resultados esperados já há dias. Soube-se muito cedo que Froome seria o vencedor, que Sagan seria , mais uma vez, o vencedor por pontos e que Madjka seria o triunfador da montanha. Outro prémio interessante será o de Super combativo, acertadamente atribuído a Peter Sagan.

Quer isto dizer que, neste Tour as duas grandes formações foram, sem duvida a Sky e a Tinkoff, e a equipa revelação a sulafricana da Dimension Data,com cinco triunfos, qualquer coisa de memorável.

Em termos coletivos, a Movistar, apesar de ter sido a vencedora salvou a honra do convento, ontem com o triunfo de Izaguirre, mas o opascismo de NaiRO Quintana a apagou a equipa.

Hoje, na chegada aos Champs Elisées, a chegada que todos os sprinters querem ganhar, André Greipel foi inapelável e mostrou  a razão porque é e continuará a ser um dos melhores sprinters mundiais.

Mas se em termos coletivos Sky e Tinkoff foram, quanto a nós as melhores formações, em termos individuais o realce vai  naturalmente para Froome, que teve em Wouter Poels um fiel lugar tenente e, quem sabe,o homem mais forte deste Tour. Depois Sagan esteve genial, menos interventivo que em 2015, mas mais vencedor, no qual só foi batido pela outra grande “revelação” o renascido Marc Cavendish.

Na hora de recordarmos nomes  interventivos, o realce vai para Bardet, o mais inconformado do leque de favoritos e meritoriamente o segundo classificado. Depois temos as revelações protagonizadas por Adam Yates e por Louis Mintjes.

Mais nomes em positivo, talvez Valverde pelo que sofreu e hipotecou em trabalho inglório para o seu chefe de fila e  Richie Porte pelo tremendo esforço para estar nolote dos melhores, depois daquela maldita avaria. Nem todos teriam o estofo mental para reagir desta forma.

Em termos de desilusões, à cabeça Quintana, seguido por Pinot e Fabio Aru, os três foram uma desgraça neste Tour. Mas não nos esqueçamos de Kittel, de Coquard, por exemplo.

Uma palavra para as equipas de segunda divisão: nenhuma delas lá mereceu estar. Não contribuiram em nada, para a corrida.

Quanto  aos nossos representantes, Nelson Oliveira esteve muito bem. Foi importante no triunfo da Movistar por equipas, Foi mestre no C/R. Já Rui Costa dececionou, por vezes querer não é suficiente,e a sua opção, forçada ou não, não foi a melhor solução. Ganhar uma etapa no Tour, depois de dois ciclistas, só eles, terem ganho sete etapas, era uma missão muito dificil e pouco concretizável em fugas.

Pronto, o Tour chegou ao fim, felizmente sem bombas e sem actos que pudessem colocar em perigo a prova.  Mas o Tour precisa de inovar se quer ganhar um maior interesse competitivo.