Aposta internacional começa a ganhar forma e resultados

O ciclismo nacional tem vindo, nos ultimos anos a obter excelentes resultados, a nível internacional, muito pela aposta de uma crescente internacionalização das equipas e ciclistas, que têm incrementado a sua participação além fronteiras.

Os resultados têm aparecido, fruto de um trabalho planificado, resultante da aposta que algumas continentais nacionais  têm feito numa participação , que cada vez se torna mais dificil. Na verdade não é fácil a uma equipa nacional apostar em corridas no estrangeiro, primeiro porque os convites são poucos, segundo porque uma campanha internacional de meia duzia de provas  fica bastante onerosa.  A todas estas dificuldades acresce, uma falta de informação , através dos meios de comunicação social ,que suportem  estas mesmas participações.

Mesmo assim, os resultados têm aparecido, apesar do ostrascismo ser geral, começando pela própria FPC que continua a ostracizar os ciclistas que correm em equipas nacionais, pelo simples facto de não os considerarem selecionáveis. Voltamos a um tema que já deveria ter sido devidamente equacionado , e que nunca se obteve uma justificação. Uma justificação que nos esclareça, por exemplo, porque é que Sérgio Sousa, quando corria em Portugal, nunca foi selecionado e agora, que corre numa equipa com o mesmo estatuto das nacionais, ter sido pré-convocado para um grupo de dez ciclistas, de onde sairão os quatro para os JO. Naturalmente que temos a Volta pelo meio mas, em anos anteriores não havia a Volta nem os JO.

Não se sabe, nunca se soube as causas de tão douta medida, se será pelo medo de que algum ciclista possa eventualmente ter problemas com o controlo anti-doping, se os ciclistas são fracos demais, ou se as provas em que participam não lhe dão esse estatuto.

O que importa, contudo realçar, é que de  ano para ano, os resultados e o nível competitivo das nossas equipas, em compita internacional têm vindo  em crescendo, e se pensarmos que o orçamento de uma equipa normal nacional, ” vale ”  os modestos custos de dois ciclistas médios  de uma formação do  World Tour, é caso  pensarmos os esforços de todos quantos têm vindo a apostar a nível internacional.

 

 

 

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