O APURAMENTO OLÍMPICO NO XCO

Se a Volta ao Alentejo foi, de alguma forma, dominada por ciclistas estrangeiros, arrebatando, para além das etapas, várias classificações finais, o fim de semana passado também fica marcado pelo domínio forasteiro na segunda prova da Taça de Portugal de XCO que decorreu em Marrazes, Leiria.

Já se sabe que, em anos de apuramento olímpico, sobretudo as provas do escalão internacional C1, como era o caso, têm sempre forte presença de equipas estrangeiras e, em muitos casos, selecções nacionais, que procuram amealhar o máximo número de pontos possível, com vista à presença de atletas nos Jogos Olímpicos.

Em Elites masculinos, ressalvando David Rosa (quinto) e Mário Costa (oitavo), o top-ten foi inteiramente internacional. Neste aspecto, e tendo em conta a prova portuguesa, convém realçar que começa a aparecer uma nova geração no xco personificada essencialmente no espanhol Pablo Rodriguez, vencedor em Marrazes, e pelo alemão Maximillian Brandl.

Apesar disso, é bom referir a presença do trintão espanhol Carlos Coloma, em quarto lugar, precedido do francês Hugo Drechou, dez anos mais novo. Tal facto, passa, ou deveria passar, uma boa mensagem aos veteranos (ou masters, se preferirem) portugueses, bem mais novos que Coloma.

Se em masculinos, contamos com dois representantes nacionais no top-ten, nas Femininas, apenas Ana Vale, aparece em décimo lugar.
Com isto não quero dizer que os portugueses estiveram mal, pelo contrário. O texto apenas pretende reflectir a dificuldade do apuramento olímpico, prestes a terminar, e a luta que terá de ser travada, em várias frentes, nos meses mais próximos, em união de esforços.

Ou seja, primeiro o apuramento com dois ou, tendencialmente, um lugar, depois a selecção, que já serão contas de outro, não rosário, mas Vigário!  –  Luís Gonçalves