Até onde nos leva a roda eletromagnética ? E a esperteza de Lemond

Depois de detetado o primeiro caso de doping tecnológico, estudiosos da modalidade afirmam já que esta técnica fraudulenta está já ultrapassada.

Esconder um motor no quadro, é artesanal é o doping dos pobres “ – isto segundo um artigo publicado no jornal italiano de La Gazzette dello Sport “ os novos métodos técnicos são dez vezes mais cara que a atual, e concentra-se na roda traseira da bicicleta, cujo custo chega aos 200.000 euros por cada uma e com uma lista de espera de seis meses. Os motores são movimentados através do pedaleiro, o segundo é eletromagnética.”

Numa roda em carbono são instalados cabos que permitem uma aceleração sem ser necessário qualquer esforço suplementar. O ciclista pode ativar e desativar o sistema, através do seu pulsómetro. Esta fonte eletromagnética pode produzir entre 20 a 60 watts, pormenor que pode fazer a diferença entre ser um ciclista médio e um ciclista de top mundial.

O arranque fulgurante da belga Femke Driessche no ultimo Tour de Flandres no Mur de Koppenberg, jé deu que poensar na altura.

A fonte do jornalista italiano Claudio Ghisalberti , informou já ter vendido 1200 exemplares de motores, nos últimos anos, explicou que a roda eletromagnética “ é tão perfeita que tenho a certeza que alguns deles a utilizam sem o saber, pensando que estão num dia bom .”

Perante estas informações, a UCI começa a entrar em paranoia, face a uma evolução cada vez mais abrangente e cada vez com maior dificuldade em detetar. Seja como for, os problemas da bicicleta começaram com o peso, com os motores e agora com as rodas.

roda

Mas o primeiro caso de doping tecnonólico, tendo em vista todos estes problemas, não terá sido a utilização do guiador de triatleta, por parte de Greg Lemond, no Tour em que derrotou Laurent Fignon no C/RI final, vencendo a prova por escassos oitos segundos de diferença? Hoje , feitas as contas, a esperteza de Lemond não teria sido possível, face ao rigor com que a UCI condiciona a apresentação de inovações a uma prévia autorização. Naquele Tour, nem todos os concorrentes correram aquele C/RI em igualdade de circunstancias, ora para o puritanismo de Lemond, isto não deveria ter acontecido.

Fontes : La Gazetta delo Sport ; L’Équipe ; Bike Radar