Volta com final diferente

Se a Vuelta começa a ficar afinada, a nossa Volta a Portugal ganha alguns contornos, em especial na sua parte final. Conforme já é do conhecimento público, mais uma vez a competição terá um longo c/relógio, caraterística que faz parte da ADN do atual organizador, pouco inclinado a mudanças no figurino da prova. De Vila Franca a Lisboa, com mais de 30 kms de extensão, num percurso plano, propício a roladores.

No dia anterior a penultima etapa terminará em Setúbal, onde  a  Volta regressa passados 44 anos, com o ultimo triunfo a pertencer a Joaquim Agostinho. Com a Serra da Arrábida nas proximidades, e apesar de fortes restrições de trânsito nas redondezas, devido ao período de veraneio, esta chegada à cidade de Bocage poderá proporcionar um bom espetáculo desportivo, assim o queira a organização, pois dificuldades não sobram na região, com duas possíveis subidas à Serra da Arrábida.

Mas se Setubal é já uma certeza, o restante percurso estará já quase delineado, conformadas que estão várias cidade/etapa, devido aos vários contratos plurianuais, que a organização estebelece uma série de autarquias. O  que faltará confirmar é o final em alto da etapa da Torre,  cuja chegada poderá ser desviada para a cidade da Guarda, face à pouca colaboração da Câmara Muncipal da Covilhã e da junta de turismo local.

De referir ainda que a etapa final d Volta a Portugal  será abrilhantada com a realização de um grande Fundo, bem capaz de provocar um numero elevado de participantes, o que a concretizar-se será uma boa noticia para os amantes deste tipo de competições , um misto de lazer, turismo e competição, conforme o grau de preparação dos participantes .