Pelotão amador para 2016 aumenta nível competitivo

Lentamente o ciclismo nacional vai projetando a sua espinha dorsal, confirmada que está a permanência do Clube de Ciclismo de Tavira como equipa profissional, a manutenção das outras restantes cinco formações e o alargamento do pelotão sub-23 com equipas cada vez mais bem estruturadas.

Com uma supremacia patenteada nas últimas temporadas, a Liberty Seguros e a formação da Anicolor, têm dominado o panorama velocipédico, dito amador, mas para 2016 um salto qualitativo de outras formações, poderá pôr em causa esta hegemonia.

A equipa da Anicolor 2016.
A equipa da Anicolor 2016.
José Neves é o nome mais sonante do GoldWin-CCJMN em 2016.
José Neves é o nome mais sonante do GoldWin-CCJMN em 2016.

Do Cartaxo vem uma resposta que nos parece sólida, isto se tivermos em, linha de conta, que a equipa de José Nicolau, tem sido uma das formações nacionais que mais tem trabalhado, em prol da modalidade, sem que tenha tido os apoios condizentes com o esforço feito pelo clube, nas camadas amadoras. A próxima temporada irá permitir à equipa cartaxense aproximar-se em termos qualitativos das duas melhores formações, apresentando José Neves como chefe de fila, à frente de uma equipa renovada, disposta a discutir corridas.

A formação da Liberty em 2015 foi uma das mais ganhadoras.
A formação da Liberty em 2015 foi uma das mais ganhadoras.

Se tivermos em linha de conta que permanecerão no pelotão mais três equipas, normalmente com boa estrutura, como o caso da equipa do UC Maia, S.João de Ver e Sicasal-Constantinos, o pelotão amador começa a ganhar uma nova e consistente força, bem capaz de proporcionar um novo impulso ao ciclismo nacional.

Mas se estas equipas demonstram capacidades estruturais, organizativas e apoio técnico bastante similares, a inclusão de equipas que, em 2015, deixaram muito a desejar nestes pontos, bem como a nível competitivo, é um embaraço para a FPC, que tarda em desenvolver um ranking nacional que permita às melhores formações, desfrutarem de uma calendário em igualdade de condições com as equipas profissionais.

A exemplo do que existe no escalão profissional, a FPC deveria criar um caderno de encargos para as equipas amadoras, com critérios, técnicos, administrativos, estruturais e desportivos, de forma a condicionar o acesso de equipas sem o mínimo de condições para correrem em provas do escalão 1.12 ou 2.12. O ranking nacional, no final de cada temporada criaria espaço para a participação das melhores equipas, nas melhores provas, do ano seguinte, uma forma de premiar o trabalho desenvolvido por cada uma das equipas.

De uma coisa é certa, o ciclismo nacional, apesar da crise, vai aos poucos ressurgindo e reagindo, com a paixão e o interesse de um cada vez mais alargado naipe de pessoas. Das habituais quatro equipas, que durante anos asseguraram o pelotão amador, o número alargou para seis, agora só falta saber é se haverá massa humana para preencher as vagas existentes. É que, nesta temporada que passou, haviam equipas com boas estruturas, com boas condições, mas a quem faltava o melhor: ciclistas.

3 comentários a “Pelotão amador para 2016 aumenta nível competitivo”

  1. Para que se há-de apostar numa carreira em Portugal se as equipas, nem todas felizmente, vão buscar ciclistas espanhóis, neo-profissionais, quando em Portugal existe tanta qualidade no escalão Sub-23?

    O caso do Louletano é uma completa vergonha.

    A UVP devia fazer alguma coisa nesse sentido senão qualquer dia corre-se o risco de não haver categorias jovens.

    Jorge, mas os profissionais recebem ordenado? Não sabia…

  2. “É que, nesta temporada que passou, haviam equipas com boas estruturas, com boas condições, mas a quem faltava o melhor: ciclistas.”
    Já no ciclismo dito profissional o que se passa é que existe bons ciclistas com um enorme potencial mas o que falta é que hajam equipas que deixem de explorar (€) esses mesmos atletas. Obviamente que não interessa para muitos o que escrevo mas é importante dizer que um ciclista de uma equipa continental sujeita-se, se é que me faço entender ,a uma renumeração mensal pouco mais que o ordenado mínimo nacional.
    Algo está mal…

  3. tem se perdido mtos valores porque nao tem havido equipas e as que aparecem so querem qeum ganha mas o que mais custa ver é os que mtas vezes trabalham para a vitoria esses ficam de fora no ver de mta gente esses nao prestam

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