UCI agrava medidas contra doping tecnológico – multas podem chegar ao milhão de euros

Devido às fortes suspeitas de utilização de pequenos motores nas bicicletas de competição, situação que foi extrapolada, devido a uma reportagem efetuada pelo jornal francês L’ Équipe, a UCI avançou com medidas duras, alterando a legislação em vigor, para o que é agora apelidado de doping tecnológico.

O agravamento das multas em dinheiro pode chegar ao milhão de euros, conforme o grau de gravidade, o potencial do ciclista em causa, e o grau de importância da prova e escalão em que a possível infração for cometida.

O novo artigo do regulamento, 12.1.013 bis, com o título de Fraude tecnológica, onde é detalhado que todas as equipas devem alinhar com bicicletas em quer todos os seus componentes estejam homologados, medidas , peso, não sendo permitida melhorias a não ser a utilização de travões de disco.

As penas fixadas prevêm desqualificação imediata, seis meses de suspensão e uma multa que varia entre 19.265 a 192.230 euros, e para as equipas o valor aumenta para 96.315 a 963.160 (um milhão de francos suiços). As câmaras endoscópicas, que registam o interior dos quadros é o método utilizado para a deteção de motores nos quadros . Antes, as bicicletas eram “radiografadas “por un scanner, mas o custo deste procedimento era elevado (60.000 euros pelo seu aluguer).

Já foram efetuadas duas ações de vistoria ( Milão S. Remo e Paris-Nice), mais são esperadas, mas poucos serão agora, os que se atreverãoá sua utilização. Diz quem sabe, que o método terá sido muito utilizado entre os anos 2006 a 2010.