Colombiano Henao trepou para a vitória no GP Portugal, Vilela foi segundo

Depois de Vítor Rodrigues, duplo vencedor da prova, foi a vez do colombiano Sergio Henao inscrever o seu nome no palmarés do GP Portugal após a disputa da terceira e última etapa, a mais selectiva do programa da corrida que teve o nortenho Vale do Sousa e sua Rota Românica como cenário.  Henao, 21 anos, corredor Elite da equipa continental Colombia Es Passion, tomou a acção decisiva da corrida a 26 quilómetros do termo, ao saltar para a fuga no alto do Outeiro, contagem de montanha de 2ª categoria e principal dificuldade de toda a corrida, colhendo os louros de uma estratégia que o fez aproveitar as ofensivas portuguesas e lançar a sua cartada na subida final.
“Estou muito feliz. É a minha primeira corrida do ano, após uma época quase todo parado por uma lesão no joelho. É muito bom ganhar em Portugal. Tinhamos aaspirações à geral individual, e o meu colega Pantano sacrificou-se por mim nas últimas subidas. Foi sensacional”, avaliou Henao que confirmou a aposta colombiana na Taça das Nações “Vamos correr na Europa com mais regularidade”.

Tal como em anos anteriores, foi o Outeiro que primeiramente seleccionou os candidatos à vitória, não passando na selectiva malha o camisola amarela Dasmus Guldhammer, sensacional vencedor das duas etapas anteriores. Na base da subida de segunda categoria, Henao atacou quando seguia já um grupo alargado de corredores na dianteira na qual se incluiam, entre outros Ricardo Vilela, Domingos Gonçalves, Vasco Pereira e Carlos Baltazar numa ofensiva que tinha, para já, colocado em xeque a liderança do dinamarquês. A chegada de Henao ao grupo da frente foi simultânea da aceleração do seu colega de equipa Jarlisson Pantano em plena subida, que isolou um grupo de quatro corredores que se apresentou com confortável avanço no alto da subida, ultrapassada primeiramente  por Henao, com Vilela na sua roda. Para o final, já com a corrida dinamarquesa definitavemente hipotecada, as decisões deram-se entre os fugitivos na subida à Santa Quitéria, onde Henao não conheceu adversário à altura.

Com uma pedalada forte e segura distanciou Ricardo Vilela – tanto Pantano como o francês Yoann Bichot, vítima de queda na descida, tinham sido afastados – para o seu primeiro sucesso do ano, curiosamente na primeira competição que fez em 2009. Ricardo Vilela cruzou o risco com 25 segundos de atraso, na segunda posição, igualando a ascensão de Vitor Rodrigues em 2007, mas que, desta feita, não lhe valeu a vitória à geral, mas o segundo posto da geral.

“O Henao já se tinha evidenciado na primeira etapa, trata-se de um bom corredor. Fiz o que me era possível e embora satisfeito com o segundo lugar, naturalmente que gostava de ganhar e dedicar esta vitória. Agradeço aos meus colegas o esforço para me colocarem nas melhores condições. Perdi tempo na segunda etapa e a vantagem sobre Henao e por isso fui obrigado a correr atrás do prejuízo”, avaliou Vilela, que deverá liderar a selecção nacional nas próximas provas da Taça das Nações. A fechar o pódio, repetindo igualmente o lugar na chegada a Santa Quitéria terminou o dinamarquês Rasmus Guldhammer.

Classificações

3ª Etapa: Lousada – Alto de Santa Quitéria (Felgueiras), 136,1 km
Média: 38,677 km/h
1º Sergio Henao (Colômbia), 3h31m08s
2º Ricardo Vilela (Portugal A), a 25s
3º Rasmus Guldhammer (Dinamarca), a 1m41s
4º Pedro Merino (Espanha), mt
5º Nicolas Edet (França), a 1m44s
6º Romain Hardy, a 1m48s
7º Sander Maasing (UCI), a 1m52s
8º Jaco Venter (UCI), mt
9º Sergiu Cioban (UCI), mt
10º Siarhei Papok (Bielorrússia), mt
11º Bruno Silva (Portugal B), mt
24º Domingos Gonçalves (Portugal B), a 3m16s
35º Amaro Antunes (Portugal A), a 6m16s
41º Carlos Baltazar (Portugal A), a 7m18s
42º Guilherme Lourenço (Portugal B), mt
43º Nelson Oliveira (Portugal A), mt
51º Marco Cunha (Portugal A), a 8m48s
52º Marco Coelho (Portugal B), mt
53º João Pereira (Portugal A), mt
54º Alcides Almeida (Portugal B), mt
55º Vasco Pereira (Portugal B), mt

Geral Individual
1º Sergio Henao (Colômbia), 9h06m23s
2º Ricardo Vilela (Portugal A), a 48s
3º Rasmus Guldhammer (Dinamarca), a 1m23s
4º Pedro Merino (Espanha), a 1m52s
5º Jaco Venter (UCI), a 2m06s
6º Romain Hardy, a 2m09s
7º Sander Maasing (UCI), a 2m10s
8º Sergiu Cioban (UCI), a 2m13s
9º Bruno Silva (Portugal B), mt
10º Jan Tratnik (Eslovénia), a 2m15s
23º Domingos Gonçalves (Portugal B), a 3m49s
39º Carlos Baltazar (Portugal A), a 8m03s
40º Guilherme Lourenço (Portugal B), a 8m22s
42º Nelson Oliveira (Portugal A), a 8m33s
43º Marco Cunha (Portugal A), a 9m09s
44º Marco Coelho (Portugal B), mt
45º Vasco Pereira (Portugal B), a 9m49s
54º Amaro Antunes (Portugal A), a 15m19s
64º João Pereira (Portugal A), a 19m09s
67º Alcides Almeida (Portugal B), a 19m59s

Geral Equipas
1ª UCI, 27h25m42s
2ª França, a 1m07s
3ª Eslovénia, a 1m32s
8ª Portugal B, a 7m10s
9ª Portugal A, a 9m05s

Geral Pontos
1º Rasmus Guldhammer (Dinamarca), 66 pontos
2º Sergio Henao (Colômbia), 36
3º Pedro Merino (Espanha), 34

Geral Montanha
1º Sergio Henao (Colômbia), 15 pontos
2º Ricardo Vilela (Portugal A), 11
3º Gabor Kasa (UCI), 9

Geral Juventude
1º Rasmus Guldhammer (Dinamarca)
2º Jan Tratnik (Eslovénia)
3º Andrei Krasilnikau (Bielorrússia)

Foto: PAD/JLS

4 comentários a “Colombiano Henao trepou para a vitória no GP Portugal, Vilela foi segundo”

  1. Ricardo Orgulho dos Transmontanos. Sempre em frente os teus tios,primos,avós estão felizes com a tua coragem, força e pelo amor ao ciclismo

  2. Parabéns Ricardinho estou orgolhosa por ti. Um beijo da tia São. Para a proxima quero Vitória

  3. Parabéns Ricardo!!
    foi 2° e mas e bom para dar confianca as proximas corridas internacionais…
    e Bruno Silva a fazer 9° foi muito bom um no podio e dois no TOP 10. Desmostra que o nosso ciclismo tem grandes valores e cada ano que passa temos sempre jovens valores. E pena que certas pessoas a frente do nosso ciclismo nao invista no apoio nas equipas principalmente em sub-23 e Profissionais certamente eramos mais competitivos a nivel internacional.

  4. Parabéns ao Vilela… E para a próxima se gerir melhor o esforço ganha de certeza.

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