Guldhammer defendeu amarela com nova vitória no GP Portugal

Imperial, o dinamarquês não tem dado hipóteses
Imperial, o dinamarquês não tem dado hipóteses

O dinamarquês Rasmus Guldhammer deu provas de invencibilidade no GP Portugal, conquistando a segunda vitória consecutiva, desta feita em Paços de Ferreira, após percorridos 136.1 quilómetros desde Castelo de Paiva. Numa chegada com ligeira subida, que funcionou como autêntica rampa de lançamento para o sprint em força do camisola amarela, os ciclistas portugueses conheceram a desilusão: Ricardo Vilela e Domingos Gonçalves, os dois representantes nacionais no “top-ten” quedaram-se cortados no pelotão cedendo preciosos segundos e, eventualmente, comprometendo uma classificação entre os primeiros malgrado as dificuldades que amanhã, dada a selectividade da chegada a Felgueiras, poderão ditar um outro destino e atribuir à selecção nacional a vitória que tarda em chegar.

Guldhammer, que provou ser um líder a toda a prova – caiu a menos de 20 quilómetros da chegada e cortou o risco com sinais da queda – e com uma equipa coesa em seu torno, capaz até de inverter a marcha, ao arrepio do regulamento, para o ajudar a recolocar-se no pelotão, já só teme um adversário: o luxemburguês Ben Gastauer, actual terceiro classificado. “A minha equipa apoiou-me a 100 por cento, fizemos uma corrida perfeita e a minha vitória é-lhes inteiramente dedicada. A prova ainda não está ganha, mas enquanto equipa estamos fortes. Ben Gastauer é quem mais temo”, avaliou o dinamarquês.

Questionado sobre o papel dos corredores portugueses na prova, Guldhammer, que correu esta corrida no ano transacto e já conhece o desfecho de Santa Quitéria e as subidas que a antecedem, disse que “Portugal tem equipas fortes e algumas individualidades, mas falta-lhe o Vítor Rodrigues. Não é a mesma coisa”, referiu.

O sprint da chegada – o espanhol Pedro Merino foi segundo e subiu ao mesmo lugar da geral individual –  permitiu a Marco Cunha o sétimo lugar, uma consolação menor, face ao corte de tempo que “apanhou” Vilela e Gonçalves, ambos com 18 segundos de atraso no risco. O lugar entre os primeiros, no entanto, permitiu a Marco Cunha subir ao 10º posto.
“Não consegui melhor colocação no sprint. Foi uma etapa mais dura do que pensava sobretudo pelo vento. O camisola amarela mostrou estar forte, tal como a sua equipa, mas amanhã creio que irá ficar mais desprotegido e vulnerável a ataques”, resumiu, por seu turno, Marco Cunha.

A etapa foi bastante animada por sucessivas ofensivas, entre as quais Portugal provou a sua sorte. Nélson Oliveira, saído ao quilómetro 73 alcançou rapidamente a frente de corrida passando inclusive em primeiro na meta-volante de Lordelo. Esgotadas as opções de Oliveira, foi a vez de Ricardo Vilela e Domingos Gonçalves passarem a um ataque duplo. A ofensiva foi acompanhada pelo sobrevivente francês Arthur Vichot mas a consistência da perseguição dinamarquesa – a que acresceu o esforço extra de recolocar no pelotão o seu líder – neutralizou a ofensiva a três quilómetros do risco, já Vilela se apresentava como único resistente luso.
O perfil ondulado e técnico dos últimos quilómetros, a que acresce o desgaste do ataque próximo do fim, revelou-se prejudicial às forças de Vilela e Gonçalves que assim falharam melhor colocação no pelotão, cedendo ambos 18 segundos.

Na geral individual, Guldhammer lidera com 25 segundos de avanço sobre o espanhol Pedro Merino e sobre o luxemburguês Ben Gastauer, ao passo que Marco Cunha dista 35 segundos para o dinamarquês.

A terceira etapa liga Lousada a Felgueiras, na distância de 136.1 quilómetros e assinala a entrada em terreno montanhoso. A primeira dificuldade – alto da Lameira (3ª Cat) – surge ao quilómetro 35, seguindo-se, na parte final, a subida ao Outeiro (2ª Cat.) antes da chegada selectiva a Felgueiras no monte de Santa Quitéria (3ª Cat., 14h30).

CLASSIFICAÇÃO
2ª etapa: Castelo de Paiva – Paços de Ferreira, 113.6 km
Média de 38.476 km/h
1º Rasmus Guldhammer (Dinamarca), 2h57m09s
2º Pedro Merino (Espanha), a 1s
3º Jaco Wenter (UCI), mt
4º Sander Maasing (UCI), mt
5º Jan Tratnik (Eslovénia), mt
6º Roman Chuchulin (Ucrânia), mt
7º Marco Cunha (Portugal A), a 4s
8º Andres Vigil (Espanha), mt
9º Daniel Ania (Espanha), mt
10º Blaz Furdi (Eslovénia), mt
15º Marco Coelho (Portugal B), mt
19º Bruno Silva (Portugal B), mt
29º Ricardo Vilela (Portugal A), a 18s
32º Carlos Baltazar (Portugal A), mt
41º Domingos Gonçalves (Portugal B), mt
45º João Pereira (Portugal A), mt
47º Amaro Antunes (Portugal A), a 29s
50º Vasco Pereira (Portugal B), a 30s
57º Guilherme Lourenço (Portugal B), a 37s
63º Alcides Almeida (Portugal B), a 52s
64º Nélson Oliveira (Portugal A), a 53s

Geral individual
1º Rasmus Guldhammer (Dinamarca), 5h35m01s
2º Pedro Merino (Espanha), a 25s
3º Ben Gastauer (Luxemburgo), mt
4º Sergio Henao (Colombia), a 27s
5º Jaco Wenter (UCI), a 28s
6º Jan Tratnik (Eslovénia), a 32s
7º Roman Chuchulin (Ucrânia), mt
8º Sander Maasing (UCI), mt
9º Blaz Furdi (Eslovénia), a 35s
10º Marco Cunha (Portugal A), mt
14º Marco Coelho (Portugal B), mt
17º Bruno Silva (Portugal B), mt
25º Ricardo Vilela (Portugal A), a 45s
28º Domingos Gonçalves (Portugal B), a 48s
34º Carlos Baltazar (Portugal A), a 59s
45º Vasco Pereira (Portugal B), a 1m15s
46º Guilherme Lourenço (Portugal B), a 1m18s
50º Nélson Oliveira (Portugal A), a 1m29s
59º Amaro Antunes (Portugal A), a 9m17s
62º João Pereira (Portugal A), a 10m35s
68º Alcides Almeida (Portugal B), a 11m25s

Geral equipas
1º UCI, 16h46m42s
2º Espanha, 16h46m45s
3º França, 16h46m56s
4º Eslovénia, 16h47m01s
5º Portugal – B, 16h47m02s

Geral montanha
1º Arthur Vichot (França), 6 pontos
2º Rasmus Guldhammer (Dinamarca), 5 pontos
2º Ben Gastauer (Luxemburgo), 4 pontos

Geral pontos
1º Rasmus Guldhammer (Dinamarca), 25 pontos
2º Ben Gastauer (Luxemburgo), 20 pontos
3º Alexander Petrouskiy (Rússia), 18 pontos

Geral juventude
1º Rasmus Guldhammer (Dinamarca),
2º Jan Tratnik (Eslovénia)
3º Roman Chuchulin (Ucrânia)

3 comentários a “Guldhammer defendeu amarela com nova vitória no GP Portugal”

  1. Guldhammer é excelente corredor esta provar isto cá em portugal, ciclista k ja no ano passado mostrou o seu valor em provas como o giro regioes,frança do futuro, ou mesmo ca em portugal. No k diz respeito a no nossa selecçao, estamos a correr muito mal em termos tacticos, r.vilela é um ciclista k mostra poder para estar com os da frente, nao compreendo pq ele anda as duas primeiras etapas a tentar saltar para as fugas, de se poupar au maximo para os ultimos kms de cada etapa para nao perder segundos, e para a ultima etapa onde tenhe todas a condiçoes e capacidades para estar nos primeiros postos, com 12 ciclistas da muito bem para controlar as etapas e poupar pelo menos 3ciclistas para a discultir as chegadas au sprint(ex;m.cunha ou m.coelho) e geral(ex;r.vilela). Mas ainda falta uma etapa e tudo é possivel FORÇA PORTUGAL

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