100ª edição da Liège – Bastogne-Liège marca o início de um novo ciclo

LIEGEA

O regresso de  La Roche-aux-Faucons é a principal novidade da Liége – Bastogne – Liége a ultima das três clássicas das Ardenas . Depois de um ano de fora da corrida, devido a obras na estrada, este “mur” aparece de novo para se transformar, mais uma vez, como um ponto importante da corrida.

Para além disso, a quilometragem não sofre grande alteração, a edição deste ano terá mais 5,5 kms, 263,4 no total. O primeiro “mur” está situado ao km 70 ( la Côte de la Roche – en – Ardenne , 2,8 com 6,2% de inclinação), seguindo-se um autêntico sobe e desce : la Côte de Saint-Roch (km.123; 1km com 11.1%); 40 kms depois terá o primeiro troço seletivo :La Côte de Wanne (km.167; 2.8km al 7.2%), segue-se la  Côte de Stockeu (km.173.5; 1km a 12.4%) e a  Côte de la Haute-Levée (km.179; 3.6km a 5.6%) .

Se esta parte do percurso que vai de Liége a Bastogne é praticamente igual a anos anteriores , já a fase seguinte é um pouco diferente do habitual . A Côte de La Redoute (km.218.5; 2km a 8.9%)  perderá algum  protagonismo, afastada que está do local de chegada. Será, contudo, um momento para os primeiros ataques mais sérios, não definirá eventuais vencedores mas, terá o condão de afastar alguns candidatos.

 Depois é um traçado rápido e em La Roche-aux-Faucons (243.5; 1.5km a 9.3%) a corrida já não para e dirige-se à Côte de Saint-Nicolas (km.257.5; 1.2km a 8.6%), daqui até ao final restam apenas 5 ,e já em Ans , ( local de chegada)a 1,5 kms para a meta uma inclinação de 6%  fará a seleção do pequeno grupo que irá discutir a 100ª edição da  Liège – Bastogne – Liège . Mas, vendo bem as coisas, tal como sucedeu na Amstel, será que o triunfo não será celebrado em solitário ?

Entre os muitos favoritos, Philippe Gilbert( vencedor em 2011) perfila-se como  o mais consistente candidato. Um final a seu jeito, e uma forte motivação são razões mais que suficientes para ter ao seu lado toda a equipa da BMC. Joaquim Rodriguez que tem sido o “ rei dos trambolhões” é outro dos grandes candidatos, tal como Alejandro Valverde( vencedor em 2006 e 2008). Igualmente candidatos são Daniel Martin (2013) , Maxim Iglinskiy (2012) , Andy Schleck (2009), Vincenzo Nibali, Michal Kwiatkowski  e mesmo Simon Gerrans  a par com Rui Costa, serão os nomes mais consistentes para poderem discutir um triunfo que marca a entrada de um novo ciclo na temporada.

Na verdade, depois da realização da 100º edição de “ la Doyenne “, é a época das grandes provas por etapas, uma nova era, para novos ciclistas .

Uma palavra para o regresso de Michael Rogers, depois dos seus problemas com o clembuterol, alinhando à partida pela Saxo bank, onde se perfila também, Bruno Pires.

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