Amstel: aos 42 anos Rebellin ainda pensa no triunfo

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Poucos falam dele, a sua timidez sempre o afastou da ribalta, mesmo nos tempos áureos em que dominou a Fléche Wallone em 2004,2007 e 2009 e quando em 2004 venceu as três clássicas das Ardenas.

Com 42 anos, Davide Rebellin ainda pensa no triunfo amanhã, na Amstel Gold Race e tem razões para isso. Na verdade, o italiano tem sido de uma regularidade competitiva e os resultados obtidos já este ano, indiciam que está num bom momento de forma. Sétimo na Fléche Brabançonne, a clássica que antecede a prova holandesa, Rebellin deu como que um aviso á navegação que, apesar da idade há que contar com ele.

No pelotão mundial, e da geração dos anos 70 ( 1971 para ser mais preciso ), estão em atividade apenas três ciclistas: Rebellin, Voight e  Chris Horner, todos eles com resultados que fazem inveja a muitos jovens, depois de 22 anos de intensa atividade.

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Pertencente a uma geração marcada pela EPO, Rebellin teve problemas como quase todos os ciclistas dessa época. Foi apanhado com EPO-Cera, nos JO de 2008 e esteve suspenso entre 2009 e 2011. Após esses dois anos, teve alguma dificuldade em encontrar uma equipa de algum nível. Passou por equipas modestas, como a Miche, mas encontrou refúgio na CC Polsat, uma equipa polaca que, gradualmente tem vindo a subir de nível, e é hoje uma equipa continental profissional, cuja principal estrela é, evidentemente, o próprio Rebellin.  

Calmo, pouco dado a conversas, passa discreto no meio do pelotão, onde a sua presença não é muito conhecida, pelo menos dos ciclistas das ultimas gerações. A sua vida é feita em torna do ciclismo e da bicicleta, a sua paixão, vivendo intensamente a sua profissão, com o mesmo entusiasmo de um jovem neo-pro.

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Apesar da idade, Rebellin ainda não sabe quando deve parar: “Ainda estou muito motivado. Sim ainda tenho muito prazer em correr. É um pouco estranho, porque quase já não conheço ninguém no pelotão. Alguns jovens vêm pedir-me conselhos, dizendo que sou o seu ídolo.”

A reforma, apesar da provecta idade ainda está para durar :” Ainda tenho pernas e corpo também. Não sei até onde poderei ir.”- afirmou Rebellin que, aos 42 anos, ainda pensa que amanhã pode ser o vencedor surpresa da Amstel Gold Race.

Experiência, sagacidade, capacidade de sofrimento são pontos importantes que definem o chefe de fila da equipa polaca da Polsat que, graças a ele, e só a ele ainda vai tendo as portas abertas de algumas das mais competições mundiais.