Luis-León Sánchez foge para a camisola amarela no Paris-Nice

O campeão de Espanha de contra-relógio, Luis-León Sánchez (Caisse D’Epargne), fez hoje uso dos seus dotes para correr em solitário e desferiu um ataque que lhe valeu a vitória na sétima etapa do Paris-Nice, assumindo também a liderança da competição. O anterior camisola amarela, Alberto Contador (Astana), teve uma súbita perda de forças a quatro quilómetros da chegada, acabando por cortar a meta a quase três minutos de Sánchez, estando agora a 1m50s de diferença do novo comandante da prova.

Numa etapa de 191 quilómetros, parecida com um carrossel entre Manosque e Fayence, a dureza foi muita desde o começo. Além da orografia, as acelerações, que chegaram a partir o pelotão ao quilómetro 33, também controibuíram para as dificuldades. Um dos mais activos nas primeiras movimentações foi Tony Martin (Team Columbia-High Road), que aproveitou para somar alguns pontos à sua liderança da montanha. Depois formou-se a fuga do dia, que prevaleceu até que os melhores resolveram puxar pelos galões.

A Caisse D’Epargne endureceu o ritmo e segmentou a corrida, reduzindo o grupo dos melhores a cerca de uma dúzia de elementos. A cerca de 30 quilómetros da meta foi a vez de Antonio Colom tentar o ataque, levando consigo dois compatriotas. Luis-León Sánchez e o camisola amarela, Alberto Contador. Após alguns quilómetros na frente, o trio foi alcançado por outros três ciclistas: Sylvain Chavanel, Frank Schleck e Jens Voigt. O sexteto não funcionou coordenadamente, surgindo ataques e contra-ataques constantes. O mais sério foi de Luis-León Sánchez, que obrigou o próprio Alberto Contador a responder, o que não impediu a diferença de se aproximar de um minuto.

A quatro quilómetros do final, com a vantagem de Sánchez a crescer, sucedem-se as movimentações no grupo de Contador e o madrileno não consegue responder, ficando irremediavelmente para trás e deixando escapar ali a camisola amarela, sendo inclusive ultrapassado pelo primeiro pelotão.

Na frente, Luis-León Sánchez não perdeu o ritmo e ganhou isolado, tendo cumprido uma dificílima etapa à excelente média de 40,410 km/h. A 50 segundos chegou o grupo de perseguidores, encabeçado por Antonio Colom.

O único português em prova, Sérgio Paulinho (Astana), foi o 106º a terminar a etapa, tendo gasto mais 21m33s do que o vencedor Na geral, o corredor luso ocupa o 113º lugar, a 57m42s do camisola amarela.

A jornada de hoje provocou uma reviravolta na classificação e mostrou que Alberto Contador não é imbatível. A etapa de amanhã, 119 quilómetros com partida e chegada a Nice, é propícia a uma resposta do espanhol e às últimas tentativas de quem ainda tiver aspirações de chegar ao lugar mais alto do pódio. As três contagens de montanha de primeira categoria existentes no percurso servirão para testar a ambição e as forças dos melhores.

Classificações
7ª Etapa: Manosque – Fayence, 191 km

Média: 40,410 km/h
1º Luis-León Sánchez (Caisse d’Epargne) 4h43m34s
2º Antonio Colom (Katusha), a 50s
3º Frank Schleck (Saxo Bank), mt
4º Sylvain CHavanel (Quick Step), mt
5º Jens Voigt (Saxo Bank), a 56s
6º David Moncoutié (Cofidis), a 1m31
7º Hubert Dupont (Ag2R), mt
8º Jurgen van den Broeck (Silence-Lotto), mt
9º Christophe Moreau (Agritubel), mt
10º Amaël Moinard (Cofidis), mt
33º Alberto Contador (Astana), a 2m53s
106º Sérgio Paulinho (Astana), a 21m33s

Geral Individual
1º Luis-León Sánchez (Caisse D’Epargne), 28h05m45s
2º Sylvain Chavanel (Quick Step), a 1m09s
3º Frank Schleck (Team Saxo Bank), a 1m21s
4º Alberto Contador (Astana), 1m50s
5º Jens Voigt (Team Saxo Bank), a 1m59s
6º Antonio Colom (Katusha),a 2m16s
7º Kevin Seeldrayers (Quick Step), a 2m29s
8º Jonathan Hivert (Skil-Shimano), a 2m57s
9º Yury Trofimov (Bbox Bouygues Telecom), a 3m37s
10º Christophe le Mevel (Française des Jeux), a 4m00s
113º Sérgio Paulinho (Astana), a 57m42s

Foto: ASO

2 comentários a “Luis-León Sánchez foge para a camisola amarela no Paris-Nice”

  1. O que o Armstrong disse sobre Contador: “Unfortunate day for Alberto. Amazing talent but still a lot to learn.”

  2. Hoje foi um exemplo de que um corredor por muito bom que seja, sem a equipa não vai a lado nenhum. Contador depois de responder a muitos ataques teria que quebrar tal como veio a acontecer. Popovych já começa a revelar a desgraça da época anterior, e Zubeldia (um super-domestique) também não se viu!! Felizmente para o Contador que no Tour, em princípio terá a melhor equipa… Grande etapa!!

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