Volta ao Rwanda: uma luta entre africanos

Janvier Hadi , 22 anos, provocou o entusiasmo nos rwandeses, no prólogo inicial do Tour do Rwanda, vencendo de forma sensacional, o que para muitos seria impensável alguns anos atrás.

Jonathan Boyer, antigo companheiro de Hinault, nos seus tempos de La Vie Claire, é o responsável técnico da selecção africana e o trabalho desenvolvido tem dado alguns frutos, numa nação que começa a encontrar a reconciliação, depois de 20 anos de guerras interinas.

O Rwanda, não se sabe bem porquê, talvez as sempre permanentes influências belga e francesa tem uma predilecção pelo ciclismo, a exemplo de outros países africanas, começando agora a dar os primeiros frutos, há cerca de meia dúzia de anos. Provas já vão havendo, com alguma qualidade organizativa, atendendo ao meio envolvente. Apontado como um país exemplar em termos de desenvolvimento, o ciclismo é uma das modalidades mais populares e a sua Volta atrai a atenção dos locais que ocorrem em multidões para ver os ciclistas.

O triunfo de Hadi, no prólogo, é tanto mais valorizante, atendendo ao nível dos ciclistas estrangeiros em compita.

CLassificação do prólogo:
1. Janvier Hadi (RWA), les 3,5km en 4’5’36’’ (Moy. : 51,35km/h)
2. Lefrançois (FRA, Novo Nordisk Development), à 3’’
3. Meintjes (AFS, MTN-Qhubeka), m.t.
4. Van Zyl (AFS, MTN-Qhubeka), à 4’’
5. Girdlestone (AFS, Equipe Nationale Afrique du Sud), à 5’’
6. Debrabandiere (BEL, Avia-Crabbe), à 6’’
7.Planet (Novo Nordisk Development), à 7’’
8. Thomson (AFS, MTN-Qhubeka), 8’’
9. Ihlenfeldt (AFS, Equipe Nationale Afrique du Sud), m.t.
10. Jim (AFS, MTN-Qhubeka), 10’’

Já hoje, Robert Thomson da MTN venceu a primeira etapa, triunfo obtido em solitário, no final de 130 kms, atacando a 20 kms da linha de chegada e conquistando a camisola amarela.
Eritreus e quenianos foram os mais entusiastas na perseguição ao ciclista da equipa sul africana, mas não foi suficiente para neutralizar a escapada.

pelotão

Jay Robert Thomson, recorde-se, é o atual campeão sul africano e os poucpos segundos de vantage que detém, não são uma grande vantagem, de uma prova que apresenta algumas etapas com grandes dificuldades.
A etapa de amanhã levará os ciclistas às cercanias da reserva dos grandes gorilas das montanhas, uma das grandes atrações do país, etando no menu 2400 metros de desnível.

Classificação 1ª etapa (Kigali-Kirehe)
1. Thomson (AFS, MTN-Qhubeka), les 129,9km en 3h12’2” (Moy.: 40,59km/h)
2. Eyob (ERY, AS.BE.CO Cycling Team), à 7”
3. Meintjes (AFS, MTN-Qhubeka), m.t.
4. Njoroge (KEN, Equipe nationale du Kenya), à 9”
5. Girdlestone (AFS, Equipe nationale d’Afrique du Sud), m.t.
Geral:
1. Thomson (AFS, MTN-Qhubeka), en 3h16’15”
2. Meintjes (AFS, MTN-Qhubeka), à 2”
3. Girdlestone (AFS, Equipe nationale d’Afrique du Sud), 6”
4. Eyob (ERY, AS.BE.CO Cycling Team), à 10”
5. Njoroge (KEN, Equipe nationale du Kenya), à 17”

As etapas:

Prologue – 17 Noviembre : Kigali ITT, 3.50 km
Stage: 1 – 18 Noviembre : Kigali – Kirehe, 129.90 km
Stage: 2 – 19 Noviembre : Rwamagana – Musanze, 151.50 km
Stage: 3 – 20 Noviembre : Rubavu – Kinigi, 62.00 km
Stage: 4 – 21 Noviembre : Musanze – Muhanga, 128.00 km
Stage: 5 – 22 Noviembre : Muhanga – Nyamagabe, 102.40 km
Stage: 6 – 23 Noviembre : Huye – Kigali, 125.70 km
Stage: 7 – 24 Noviembre : Kigali, 94.20 km