Laboratório de Colónia acusa outro ciclista português de danificar amostra

O Laboratório de Análises e Dopagem de Colónia garante que João Cabreira não foi o único ciclista português a utilizar uma protease para danificar a amostra de urina para impedir a eficácia do controlo antidopagem. Um dos responsáveis pelo referido laboratório, Matthias Roels, citado pelo jornal A Bola, afirma que “a situação verificou-se há algum tempo com dois casos que foram idênticos. Em qualquer deles a substãncia utilizada foi a mesma, cujo objectivo era viciar o controlo. Trata-se de dois atletas de nacionalidade portuguesa, mas desconheço nomes. Só trabalhamos com códigos”.

O especialista germânico explica diversas formas de utilizar a protease de modo a viciar o controlo. Uma técnica simples passa por colocar o pó sob as unhas, urinando nos dedos aquando da recolha da amostra, de modo a misturar a protease com o líquido orgânico, destruindo traços de EPO e de hormona de crescimento humano que eventualmente estivessem no organismo do atleta. No caso dos ciclistas portugueses, de acordo com a informação de Matthias Roels, o método seria mais sofisticado.

A técnica passará por colocar vaselina na glande do pénis, seguindo-se a aplicação da protease. Cobrindo-se a glande com o prepúcio, a mistura de vaselina com a protease fica retida na pele do pénis. Quando chega a altura do controlo, cobre-se de novo a glande com o prepúcio e retém-se aí a urina por uns instantes, o suficiente para derreter a vaselina e misturar a protease com a amostra, inutilizando-a.

Ainda segundo o jornal A Bola, o recurso de João Cabreira deu ontem entrada nos serviços federativos. O ciclista João Cabreira ainda não apresentou recurso da suspensão de dois anos de que foi alvo, podendo fazê-lo até dia 14.

8 thoughts on “Laboratório de Colónia acusa outro ciclista português de danificar amostra”

  1. Gostaria de saber porque razão após o ciclista Cabreira ter sido inscrito e corrido pelo Centro de Ciclismo de Loulé, acaba agora por ser suspenso por dois anos. Parece uma brincadeira de mau gosto do Sr. Presidente da Federação de Ciclismo Dr. Artur Lopes. Assim pobre ciclismo para onde vais é uma tristeza.

  2. Certamente, para uma total verdade desportiva, esses “casos” serão do domínio público.
    Também, para uma total verdade desportiva, todas as análises realizadas na época transacta e na corrente época, certamente serão enviadas para Espanha, Suiça e Alemanha!
    Para uma total transparência e isenção das nossas prestigiadas e credenciadas instituições!
    Cujos responsáveis vão acumulando cargos…

  3. O Sr. José Carlos Gomes agradeceu a correcção e eu agradeço que o artigo seja corrigido. Aliás este site foi notificado em 1º lugar da inveracidade da noticia logo após o corredor ter enviado o correspondente direito de resposta para o jornal ” A Bola”. A advogada do atleta, Marina Albino

  4. entao explique qual a logica de usare no atletismo e nao no ciclismo… nao acredito que as leis e o protocolo a seguir sejam diferentes nas varias modalidades….
    e sei por mais que um ciclista que ja fizeram controlos e que usaram luvas… na proxima corrida pergunte a alguns deles…

  5. As luvas de látex são usadas no atletismo e não no ciclismo, pelo menos é o que dizem os especialistas da luta antidopagem que têm sido citados.

    Obrigado pela correcção acerca do recurso do ciclista João Cabreira.

  6. ate é engraçado esta historia…. dava um filme…. primeiro:
    para quem nao sabe, quando um ciclista faz um controlo anti-doping é obrigado a usar luvas de latex ( por isso a teoria de urinar para os dedos nao cola), segundo: o ciclista é obrigado a urinar para dentro do copo com o medico a observar….se ele fizesse o tal esquema de tapar a glande com o prepucio e esperar uns instantes o medico via…ou sera que o medico é cego?????? se visse nao considerava a amostra valida….se considerar valida o medico é o responsavel por deixar passar o esquema…

  7. O Sr. João Cabreira não deu entrada de nenhum recurso, nem ontem, nem hoje e para vossa informação tal prazo só expira a 14 de Março. Eu se fosse responsável por este site não me fiava no folhetins que o senhor jornalista F.E. vai publicando no dito jornal. O melhor mesmo é aguardar pelos resultados finais.
    “Legis virtus haec est: imperare, vetare, punire, permittere.”
    A virtude da lei é esta: imperar, vetar, punir, permitir.

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