Procura-se CERA

A União Ciclista Internacional (UCI) anuiu ao pedido do Laboratório de Análises e Dopagem (LAD) para que as 18 amostras de sangue recolhidas durante a Volta a Portugal sejam analisadas pelo laboratório suíço com tecnologia capaz de detectar CERA, a EPO de efeito prolongado com que foram apanhados vários ciclistas no último Tour.
As referidas amostras já foram submetidas a outros testes, todos eles negativos. Os ciclistas aos quais foram recolhidas aquelas amostras orgânicas não viram detectadas transfusões de sangue com outros indivíduos nem a utilização de hormona de crescimento ou de hemoglobinas sintéticas.
“Mesmo que os resultados sejam negativos, os atletas vão perceber que há sempre a possibilidade de virem a ser efectuados novos testes”, afirmou o director do LAD, Luís Horta, citado pela Agência Lusa. O mesmo responsável afirmou que o tipo de análises que agora serão feitas costuma permitir a obtenção de resultados ao fim de dez dias.
Os testes antidopagem realizados durante a Volta a Portugal não encontraram qualquer caso positivo. O Estado investiu 50 mil euros para a realização dessas análises e procedimentos necessários ao controlo antidoping.