As bicicletas dos ciclistas presentes na Volta a Portugal diferem pouco. Quase todos os quadros têm a mesma origem, e os componentes dividem-se por três marcas, com a Shimano a levar vantagem sobre as restantes, Campagnolo e Sram.
Nas equipas portuguesas, a Carmim-Prio corre com bicicletas Jorbi, marca portuguesa, e com componentes Campagnolo. Os quadros em carbono, fabricados em Taiwan , tal como a grande maioria das grandes marcas, conferem às bicicletas da equipa tavirense rara beleza, patenteada pela diversidade de pinturas diferentes, com que a marca se apresenta na Volta, mostrando as potencialidades das suas cores.
Como marca nacional de referência, a Jorbi já venceu por duas vezes a Volta a Portugal e, sempre é uma marca nacional comercializada em todo o país.
A Efapel-Glassdrive apresenta uma bicicleta de ponta, cuja marca dispensa apresentações. A BMC , a marca de Cadel Evans, equipada com material Sram e cujo peso de algumas bicicletas, equipadas com rodas de carbono Mavic poderá, por vezes baixar aos 6,800 kg, regulamentados pela UCI.
A LA Alumínios – Antarte alinha com a marca americana Scott, equipada com Shimano-Dura Ace, com a pintura típica da marca, assentando numa bicicleta robusta de grande classe, e cujo peso necessariamente é semelhante às restantes.
A Onda-Boavista foi a única equipa que optou por uma montagem própria, com quadros provenientes do continente asiático, e com uma montagem com componentes Shimano Dura Ace. As rodas em carbono da Black Jack, conferem à bicicleta alguma sobriedade, caracterizada com a pintura, condizente com as cores da equipa, ou não se tratasse de uma bicicleta personalizada. Aproveitando sinergias, o patrocinador procurou tirar dividendos acrescidos do ponto de vista de expansão da marca.
De fora do pelotão principal ficaram marcas importantes, e as vantagens da utilização de bicicletas por equipas profissionais tem tido alguma vantagem e que o diga a Jorbi, que conseguiu através do ciclismo de alta competição, uma boa implantação no mercado, com a vantagem de ser uma marca nacional.
Mas os problemas com as bicicletas são também um dos pontos mais importantes das equipas de ciclismo, numa competição como a Volta a Portugal. Se os massagistas se encarregam das pernas dos ciclistas, os mecânicos asseguram a recuperação das bicicletas diariamente, no final das etapas.
É um trabalho meticuloso. Terminada a etapa, cada bicicleta é bem lavada. Mecânico que se preze dispensa as máquinas de jacto, que poderão causar alguns problemas. As zonas de fricção são lavadas com gasóleo, enquanto os restantes componentes com detergente próprio ou um simples lava-loiças é suficiente.
Normalmente um dos mecânicos lava as bicicletas e outro , mais experiente procede a uma vistoria completa. Calços, cabos, verificação de apertos de parafusos, tudo é passado ao pormenor, o mesmo se passando em relação aos pneus ou tubulares. Minuciosamente o mecânico verifica se algum pequeno vidro, por exemplo estará incrustado, o que pode provocar furos no dia seguinte.
Peças que ofereçam duvidas são substituídas, não com a mesma facilidade das equipas estrangeiras, por exemplo, dado que as equipas nacionais não têm patrocinadores que assegurem a sua substituição graciosamente, como acontece com as equipas internacionais.
Lavadas e afinadas as bicicletas, são guardadas no camião da equipa. De seguida, os mecânicos debruçam-se nas viaturas da equipa. Diariamente os carros são lavados e limpos por dentro, dando uma imagem positiva para a equipa e os patrocinadores.
De manhã, o ritual repete-se com as rodas a serem postas à pressão, através de um compressor e são bastantes . 18 rodas para as bicicletas de correr. Uma média de seis/ oito bicicletas suplentes por equipa, mais 12/14 rodas, a que se juntam as rodas suplentes, cerca de cinco pares em cada carro de apoio.
No primeiro carro de apoio são transportadas seis bicicletas, enquanto no segunda carro a grande maioria transporta duas bicicletas, em situação de fuga e quando necessário, o primeiro carro cede uma das bicicletas para o ciclista que vai em fuga, e cuja medida da bicicleta se torna necessário.
No dia de descanso, as bicicletas são cuidadosamente revistas. Substituídos calços e cabos, bem como pneus ou tubulares, que apresentem já algumas duvidas.
Na etapa rainha da Volta, a grande maioria dos ciclistas utiliza como andamento mínimo o 27, com a pedaleira por dentro com o 38 ou 39.
Ao longo da temporada, cada equipa dispõe de uma bicicleta de treino para cada ciclista, enquanto as bicicletas de prova, são apenas destinadas á competição, o que lhe conferem um alto grau de fiabilidade, dado o seu pouco desgaste ao longo da época.
A Scott nasceu americana e naturalizou-se Suíça…
Se as Jorbi são portuguesas as bicicletas da Onda também são.
Só um pequeno reparo, a Scott é SUÍÇA e não americana