J.Agostinho: Ricardo Mestre repete num dia grande de ciclismo

Ricardo Mestre foi o vencedor do Prémio J. Agostinho, depois de uma cavalgada louca, proporcionando o melhor momento de ciclismo na presente temporada.

A ultima etapa começou logo com um ataque de Filipe Cardoso ( Efapel) e Francisco Pacheco ( Gios), a quem se juntou mais tarde um ciclista da Lokosphinx, juntos rolaram na frente da corrida até à entrada do Montejunto, faltavam na altura cerca de 45 kms para meta. O trio chegou a ter 4,30 de avanço, com a Endura Racing e a equipa grega na frente do pelotão a controlarem, numa marcha que convinha ao camisola amarela. No Bombarral, a equipa da Carmim-Prio tomou a liderança da corrida, reduzindo drasticamente a vantagem, preparando o terreno para mais tarde atacarem no Montejunto.

Na entrada do Montejunto os tavirenses aceleraram, formando-se na frente um grupo de quatro ciclistas. Ricardo Mestre, Nelson Vitorino, José Gonçalves ( Onda) e um ciclista russo, passando no alto da subida com 35 segundos de avanço, sobre o pelotão, ou melhor o primeiro grupo formado por apenas 12 ciclistas, onde vinha integrado o camisola amarela.

Com uma equipa reduzida,os ingleses tinham visto três dos seus ciclistas serem eliminadas na etapa anterior, as coisas complicavam-se para Camaño. Na frente, os dois homens do Tavira, mais interessados puxavam em todo o tipo de terreno, enquanto Gonçalves puxava a rolar.

A vantagem a 25 kms para a meta aumentou substancialmente, 1,45 vantagem máxima dos fugitivos. Cá atrás fazia-se a junção de vários ciclistas atrasados, formando um pelotão de cerca de 30 unidades.

O ritmo era diabólico, a cerca de 15 kms para a meta, Nelson Vitorino abriu para o lado , cabendo agora a Mestre e a Gonçalves imporem a passada, enquanto atrás, Efapel e a Endura davam tudo por tudo, começando a diminuir a vantagem.

Na viragem para a subida final, com 2,5 kms de extensão, uma rampa inclinada, os dois da frente entram com cerca de 30 segundos. César Fonte dava tudo , e foi o primeiro dos perseguidores a ficar.

Em plena subida, José Mendes atacou mas ficou a meio das empreitada, enquanto Mestre num arranque mais forte deixa para trás José Gonçalves.

Cem metros separava a frente da corrida dos perseguidores, impotentes para alcançarem Mestre e Gonçalves. Camaño perdia o Prémio numa etapa diabólica, de grande espetáculo de ciclismo. Mestre afirma-se como o melhor ciclista da actualidade, enquanto Gonçalves justificava o facto de ser considerada a revelação da temporada.

O Prémio Joaquim Agostinho terminava em grande apoteose, desta vez com muito público, no rol dos vencedores, a Onda-Boavista ganhava por equipas, com três homens nos sete primeiros da etapa, Mikhail Antonov, na Montanha, César Fonte nas metas volantes ,Sérgio Ribeiro por pontos e José Gonçalves na Juventude.

Classificação da 3.ª Etapa
Atouguia da Baleia – Parque Eólico da Carvoeira, 165,3km
1.º Ricardo Mestre (Carmim-Prio-Tavira), 4h11m23s (Média: 39,454 km/h)
2.º José Gonçalves (Onda-Boavista), a 20s
3.º Sérgio Ribeiro (Efapel-Glassdrive), a 26s
4.º Daniel Silva (Onda-Boavista), mt
5.º Iker Camaño (Endura Racing), mt
6.º José Mendes (LA-Antarte), mt
7.º Célio Sousa (Onda-Boavista), mt
8.º Ioannis Tamouridis (SP Tableware), a 33s
9.º Sergey Belykh (Lokosphinx), a 42s
10.º Hugo Sancho (LA-Antarte), a 44s

Geral Individual
1.º Ricardo Mestre (Carmim-Prio-Tavira), 11h42m45s
2.º Iker Camaño (Endura Racing), a 20s
3.º José Gonçalves (Onda-Boavista), a 27s
4.º Sérgio Ribeiro (Efapel-Glassdrive), a 37s
5.º Ioannis Tamouridis (SP Tableware), a 40s
6.º José Mendes (LA-Antarte), a 49s
7.º Daniel Silva (Onda-Boavista), a 56s
8.º António Carvalho (Mortágua), a 1m03s
9.º Edgar Pinto (LA-Antarte), a 1m05s
10.º Célio Sousa (Onda-Boavista), a 1m14s

Geral Colectiva
1.º Onda-Boavista, 35h10m43s
2.º La-Antarte, a 21s
3.º Lokosphinx, a 5m23s

Geral Pontos
1.º Sérgio Ribeiro (Efapel-Glassdrive), 61
2.º José Gonçalves (Onda-Boavista), 36
3.º Iker Camaño (Endura Racing), 30

Geral Montanha
1.º Mikhail Antonov (Lokosphinx), 35
2.º Nelson Vitorino (Carmim-Prio-Tavira), 30
3.º Ricardo Mestre (Carmim-Prio-Tavira), 23

Geral Metas Volantes
1.º César Fonte (Efapel-Glassdrive), 19
2.º Filipe Cardoso (Efapel-Glassdrive), 7
3.º Mikhail Antonov (Lokosphinx), 7

Geral Juventude
1.º José Gonçalves (Onda-Boavista)
2.º António Carvalho (Mortágua)
3.º André Mourato (Liberty Seguros/Feira/Specialized

9 comentários a “J.Agostinho: Ricardo Mestre repete num dia grande de ciclismo”

  1. Primeiro é preciso saber ver todos os factos.

    Caro estive la, tenha calma, sim percebo perfeitamente o que esta a dizer, pois estou ligado ao mundo do ciclismo e tenho observado muitos desses casos, que em juniores sao super atletas, e que em sub-23 não o são, mas tambem existem casos que ainda continuam a ser. É verdade que o barbio era rotulado como um ciclista que ganhava tudo e era pouco humilde em junior, mas agora esta completamente diferente, é um ciclista com um potencial enorme (sem duvida nenhuma o ciclista com mais potencial no escalão de sub 23) e vamos ver este corredor num espaço de 2/3 anos numa grande equipa extrangeira (Tal como aconteceu com o NELSON OLIVEIRA., mas tambem com uma humildade que faz inveja a muitas pessoas. Não se pode acusar os ciclistas so pelo seu passado, é preciso ver que todas as pessoas evoluem e com o passar dos anos ficam diferentes.
    Em relacção ao nacional, devia era de ser capaz de dar o merito a um atleta de primeiro ano que consegue ser Vice campeao nacional no contra relogio, como na estrada, onde no de contra relogio venceu o Fabio silvestre, numa equipa profissional, e no de estrada uma equipa do Liberty Seguros com 12 corredores, ao contrario de todas as outras que tem no maximo 9 sub-23. E claro que assim tudo muda, mas para isto não é preciso perceber muito de ciclismo ( como as outras equipas queriam fazer frente a uma equipa Liverty Seguros se não tem tantos corredores nem tem as capacidades deles)?
    Diga.se também que o Campeão Nacional só o foi devido ao Barbio, ele proprio o disse depois do campeonato nacional e tambem le chamou de fenomeno. Eu proprio ouvi numa conversa com um seu apoiante.

    Aproveito para dar os parabens a todos os ciclistas que tudo fazem para dar o seu melhor e assim poderem cumprir os seus sonhos.

  2. resposta ao sºBarbio , não tenha pressa de fazer um atleta , pois o seu dia chegará , eu já ouvi falar de grandes promessas em juniores e agora em sub-23 não se ouve falar deles .
    E ainda vá ver as classificações de 2009 quetem lá 2 ou 3 atletas qe também acabaram a prova com 18 anos .
    e sobre o campeonato nacional ele fez 2º na prova de estrada porque os atletas da liberty à 6ª volta iam 3 + 1 do guimarães , foram burros por não saberem controlar a corrida . porque faria 1º,2º,e 3º como aconteceu na volta a portugal do futuro do ano passado .

  3. Caro PAI BARBIO, tenha dó de todos nós e guarde esses desabafos tristes para quando estiver na casa de banho e não tiver mais em que pensar. É que já não há paciência …

  4. Grnade vitória do Ricardo Mestre!!
    Espero que a historia de 2011 se volte a repetir: dobradinho Joaquim Abostinho/Volta a Portugal…
    Parabéns a toda a equipa da Carmim/Prio/Tavira e em especial ao Vitorino e ao Mestre.

  5. Penso que seria justo destacar a presença e a classificação do mais jovem do pelotão, António Barbio do Mortágua. Com apenas 18 anos foi o mais novo ciclista, em 35 anos de Troféu Joaquim Agostinho, a chegar ao fim e o único sub-23 de primeiro ano.
    De destacar também, penso, o seu 28º lugar na Geral Individual, o 10º Lugar no Prémio da juventude e o 5º lugar entre os sub-23.
    Por último, lembrar que na última etapa obteve o 26º lugar chegando mais de 13 minutos à frente do pelotão…

  6. Exmo. Diretor
    Os meus melhores cumprimentos.

    .Agradecemos que actualize o nome da equipa L.A. ALUMINIOS / ANTARTE ( conforme inscrição na Federação)

    Atentamente
    Luis Almeida

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