Ciclo- Rota da Sopa da Pedra Almeirim, terra de tradições ciclisticas

Conta a lenda que certo frade mendicante que por Almeirim passava, aguçado pela fome e nada tendo para comer, terá convencido os outros a juntar na panela, um pouco ao acaso, o suficiente para fazer um saboroso e nutritivo caldo, contribuindo o espertalhão apenas com uma simples pedra, o qual da feliz comunhão de ingredientes e sabores, surgiu a tão famosa Sopa da Pedra.

E foi por esta terra de tradições que, este domingo 17 de junho, estivemos em mais um passeio de cicloturismo do calendário oficial da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), o 15º passeio de cicloturismo, 9º por equipas denominado “Rota da Sopa da Pedra”, numa organização da Associação 20 Quilómetros de Almeirim.

Almeirim bem cedo começou a receber os ciclistas, que chegavam um pouco de vários locais do país, Grande Lisboa, Algarve, Leiria, Marinha Grande, Bairrada, foram alguns dos locais que mais se destacaram.
Pelas 8 horas tudo estava a postos para dar inicio às pedaladas, os 383 inscritos divididos por 52 equipas iam tomando vez para iniciarem o passeio, a primeira equipa começou a rolar às 8,10, seguindo-se as outras com 2 minutos de intervalo, pela frente 69 quilómetros, com passagem por Tapada, Quinta Nova, Chamusca, Vale de Cavalos, Comenda, Vale da Lama, e Fazendas de Almeirim.

Francisco Sardinheiro, um dos responsáveis pelo evento dizia no final, este continua a ser um passeio diferente, é um passeio para pedalar ao ritmo que cada um quer. Este ano os apoios foram mais reduzidos, a crise obrigou a algumas alterações, em especial o almoço, mas penso que conseguimos satisfazer os participantes, fazendo um balanço muito positivo do evento.

O comentário final:
Almeirim, continua a ser sem dúvida um passeio muito positivo. O trajecto novamente excelente, quase o podíamos considerar de dificuldade baixa, se não fosse dois topos de maior inclinação na zona da Chamusca e Vale de Cavalos, caso contrário seria totalmente para rolar, mas podemos dizer que se tornou acessível a todos.

A organização, essa temos mais uma vez de a elogiar, pela forma que organiza e orienta o evento, e aqui temos de referir alguns pontos, organização à partida na confirmação das inscrições, rigor nas partidas, assistência ao longo do trajecto, já que todos os cruzamentos que pudessem dar em engano estavam sinalizados por elementos da Associação, duas ambulâncias colocadas em pontos estratégicos para o caso de ser necessário, à chegada abastecimento sólido e líquido, e ainda um miminho para os mais debilitados, as massagens, para relaxar as pernas das fortes pedaladas, e por fim, a simpatia e a maneira de bem receber das gentes de Almeirim.

Num domingo com uma temperatura agradável, mais uma vez a organização se esmerou por acolher todos da melhor forma, os quais puderam conviver de forma salutar, desfrutando do mais importante, a bicicleta, nas muitas e fortes pedaladas que fizeram, no final, não poderia faltar o grande convívio tarde dentro, um convívio que habitualmente junta não só os ciclistas, mas também os seus familiares, o que faz deste evento ainda uma festa melhor, onde após uma apetitosa “Sopa da Pedra”, a qual não poderia faltar já que a mesma dava nome ao passeio, existiu ainda tempo para a entrega das lembranças alusivas, e ainda um pezinho de dança, para alegrar ainda mais este grande evento.
No próximo domingo, as pedaladas irão ser diferentes, com mais uma Travessia da Ponte Vasco da Gama.

Texto e fotos: José Morais