Tiago Machado: vou tentar fazer uma boa Vuelta

Tiago Machado - RadioShack.
Tiago Machado - RadioShack.

APRESENTAÇÃO:

Tiago Machado - Carvalhelhos Boavista.
Tiago Machado - Carvalhelhos Boavista.

Tiago Machado nasceu em Vila Nova de Famalicão em 18 de Outubro de 1985, tendo iniciado a sua carreira na Escola de Ciclismo Carlos Carvalho, passou pelo CC. de Barcelos, Escola de Ciclismo Fernando Carvalho, passando a profissional em 2006, então na equipa Carvalhelhos-Boavista, onde se manteve até final de 2009.

Tem 178,5 de altura e 64 quilos de peso.

Foi campeão nacional de c/relógio sub-23 em 2006 e em 2009 no escalão elite.

Vencedor do Prémio da Juventude na Volta a Portugal (2007 – 2008 e 2009).

Em 2008 venceu o Prémio Joaquim Agostinho.

Melhor classificação na Volta a Portugal 5º em 2009., ano em que ficou em segundo lugar na Vuelta a Astúrias.

Em 2010 entre na alta roda do ciclismo mundial com uma série de lugares entre os dez primeiros da geral individual, não participando na Volta a Espanha, para onde estava escalado, devido ao facto da sua equipa não ter sido aceite pela organização.

Tiago Machado - Riberalves Boavista.
Tiago Machado - Riberalves Boavista.

2010
2ª no, Circuit de la Sarthe
3º na Volta ao Algarve (vencedor do Prémio da Juventude).
3º no Critérium International (vencedor do Prémio da Juventude)
4º da Volta à Austria
6º da Volta à Romandia
7º da Volta a Castilla Leon
10º da Volta à Polónia

2011
2º do Giro del Trentino
5º do, Critérium International
6º, Volta ao Algarve.
7º Tirreno–Adriatico
20º Giro de Itália

Tiago Machado.
Tiago Machado.

TIAGO MACHADO: VOU TENTAR FAZER UMA BOA VUELTA

Tiago Machado é uma das referências do ciclismo nacional, personalizando uma geração de ciclistas, que tem obtido importantes êxitos internacionais, sendo uma das esperanças para uma renovação que tarda em surgir.

Pela primeira vez, teve a oportunidade de correr uma grande volta e, simultaneamente assumir a chefia de uma das mais renomadas formações mundiais. A Rádio Shack confiou-lhe a missão mas, se para muitos não terá corrido da melhor maneira, para outros a sua participação terá sido positiva.

Jornal Ciclismo decidiu escutar Tiago Machado e não é difícil entender, estarmos em presença de um atleta mais personalizado, mais racional, deixando um pouco para trás a sua veia temperamental, que tanto o caracterizou.

E começamos a entrevista pelo Giro:
Entrei bem no Giro. As sensações no prólogo foram boas, mas logo a seguir tive alguns dias menos bons e a cabeça deixou de funcionar. Não serve de desculpa, mas tive algumas quedas sem consequências, passei uns dias menos bons de saúde e desanimei um pouco. Valeu-me, na altura, o apoio dos meus directores, que me apoiaram e incentivaram. Quando perdi aquele tempo todo na etapa do Etna, não estava bem de saúde e alimentei-me mal durante a etapa, fiquei muito em baixo psicologicamente. No dia de descanso o Bruynel notou a minha frustração e incentivou-me, afirmando confiar nas minhas capacidades e isso motivou-me muito

Não terás entrado no Giro um pouco justo em termos de peso ideal?
O peso era o mesmo quando corria em Portugal, era o adequado e não entrei com as reservas em baixo. O que acontece agora é que tenho uma maior definição muscular, o que leva as pessoas a pensarem que estava mais magro.

Dificuldades para o final do Giro?
Perdi apenas um quilo no final em relação ao peso da primeira etapa. Conseguia alimentar-me bem, e o facto é que na última semana me senti muito bem, como o comprova o 9º lugar no c/ relógio de Milão. “

São grandes as diferenças do Giro para a Volta a Portugal?
O que mais me impressionou para além do gigantismo da organização era o público. Sensibilizava-me o facto de chamarem pelo meu nome durante as etapas e nas partidas me pedirem para tirar fotos com as pessoas. Os nossos emigrantes, então, são incríveis, ficam orgulhosos do nosso desempenho. A Volta a Portugal é uma prova bem organizada no seu escalão não se encontra melhor cá por fora, mas para o Giro as diferenças são grandes. Nas partidas e chegadas os autocarros das equipas ficavam a 3/ 4 kms desses locais e tínhamos de ir de bicicleta para assinar o livro de ponto e era uma loucura. O que noto é que sinto mais carinho cá fora que em Portugal.

E a nível competitivo?
É diferente. Aqui o nível é muito elevado, qualquer ciclista que alinha à partida de uma prova tem condições para a ganhar, e os percursos, bem, isso nem se fala. Então neste Giro…

O que foi mais difícil as montanhas ou as longas quilometragens?
Eu gosto de etapas longas. Sinto-me bem em cima da bicicleta. Mas foi um exagero tantas etapas com mais de duzentos kms. E então aquela última semana foi penosa. Felizmente que estava bem senão ia ser difícil. Tínhamos pouco tempo para recuperarmos.

Ciclista regular, já o era em Portugal, onde invariavelmente assumia a liderança da sua equipa em quase todas as provas, discutindo mas, faltando sempre qualquer coisa para que os triunfos surjam.
Este ano tem-me faltado um pouco de sorte, podia ter ganha algumas vezes. Dir-se-ia que não tenho tido azares mas falta-me sorte. O meu tempo, tenho esperanças nisso, há-de chegar, pelo menos tenho essa fé e é para isso que trabalho diariamente. Tenho de quebrar este enguiço.

Apesar de alguma racionalidade ainda atacas muitas vezes e, nalgumas situações com algum destempo. Verdade?
Se ataco é porque ataco senão ataco deveria sair mais vezes. Este ano nas corridas que mais ataquei, o Tirreno e o Trentino, foi por pouco que não tirei partido disso. Gosto de atacar, por vezes sinto que tenho de refrear os meus ímpetos mas defendo-me bem. Se as pessoas estiverem atentas verificam que já modifiquei um pouco. Habituei-me a estar mais atento nas corridas e ver o que se passa no pelotão. Isto é importante.”

No final do ano termina o contrato já pensaste neste tema:
Para ser sincero não costuma pensar muito nisso, nem tão pouco vou stressar por causa disso. Até o final de época alguém há-de falar no assunto, mas isso não me preocupa. Normalmente sou fiel a quem me trata bem. Acredito no valor que tenho, estou bem onde estou e agradecido a quem me deu esta oportunidade. Na RádioShack também estão satisfeitos comigo, por isso não será difícil um acordo.

Programa para o resto da época?

Estou no lote de ciclistas para a Vuelta, e é quase certa a minha participação. Para já terei o regresso à competição na Volta à Austria, seguindo-se a Volta à Polónia. Em Junho vou relaxar um pouco, recuperar bem para tentar fazer uma boa Vuelta.

E o Mundial?
Não sei. Só depois da Vuelta é que saberei como estou. Para já não está nada acordado.

Continuas sentido com a Federação?
São águas passadas. Nesse ano penso que poderia ter ganho aquele mundial de sub-23, pelo menos ia discuti-lo. Senti que me tiraram essa possibilidade.

9 comentários a “Tiago Machado: vou tentar fazer uma boa Vuelta”

  1. Perder uns kilinhos ?? quanto acha que ele pesa ? Se perder uns kilinhos o moço evapora ..

  2. E sempre bom ver o Tiago numa grande volta, eu como portugues tenho muinto orgulho em ti como amigo e ciclista

    E bom saber que vais estar na vuelta…força

  3. Tiago  vou torcer por ti em todas as provas que estiveres !! Não ligues a vozes que não percebem nada desta modalidade..

    Força Tiago !!

  4. o tiago e bom ciclista ninguem tem duvidas disso e vai longe agora tudo depende das oportunidades k lhe forem dadas! e deem mais valor aos ciclistas portugueses porque são taõ bons ou melhores que os outros !forca a todos os ciclistas tugas

  5. Parabéns ao Tiago pela pessoa e ciclista que é.
    Espero que continue na alta roda do ciclismo mundial por muitos anos e que dê muitas alegrias aos portugueses!

  6. Eu já disso isso.O Tiago Machado vai ser um dos Top Ten do ciclismo mundial.

    Talvez já para o próximo ano ele esteja no Top Five.. E não se impressionem se ainda este ano ele possa ganhar alguma prova importante.

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