Existirá sorteio nos controlos médicos?

A Associação Internacional de Ciclistas lamenta as fugas de informação que resultaram num clima de suspeição para cerca de 198 ciclistas, quanto á possibilidade de utilização de produtos dopantes, lembrando aos organismos que regem a modalidade, que as análises efectuadas ao longo de uma prova, se devem basear nas performances alcançadas pelos ciclistas e nunca por valores sanguíneos.

O problema que poderá ficar por aqui, mas com a Associação a intentar uma acção contra o jornal L’Équipe por publicação de dados pessoas e intransmissíveis, vem agudizar o tema, não sendo despropositado que o mesmo esteja relacionado com o pico alto da modalidade, normalmente período em que este tipo de notícias mais disparam na Imprensa.
A pergunta coloca-se neste momento: Será que os dados em posse da UCI estarão em posse segura?

A resposta, face aos últimos acontecimentos, demonstra leviandade por parte dos dirigentes internacionais, pois tais dados deverão ser utilizados por um número restrito de pessoas, a quem se possa ser pedida responsabilidade em caso de fugas de informação como foi o caso.

Ao fornecer uma lista, classificando os ciclistas, segundo dados contidos no passaporte biológico a uma série de agentes, a UCI perdeu o controlo da situação, demonstrando não estar à altura dos acontecimentos.

Este tipo de classificações e suspeições coloca sérias dúvidas quanto à seriedade dos referidos controlos, face à forma como os ciclistas são submetidos ao controlo anti-doping, onde um determinado número de ciclistas é convocado por sorteio, o que pelos vistos nem sempre assim acontece, o que pode induzir a várias interpretações e conveniências.

José Santos

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