Volta ao Algarve: desorganização organizada

Texto de opinião de José Santos*

INTRODUÇÃO

Para muitos a Volta ao Algarve é a melhor competição nacional. Na verdade, a “ algarvia” faz-nos sentir noutro mundo, tal o número de equipas e o valor dos seus ciclistas. Neste aspecto estamos todos de acordo. Mas daí a ser a melhor competição nacional tem que se lhe diga. O inverso também pode ser verdade.
Ter uma boa estrutura organizativa e um leque menos distinto de participantes, também pode ser penalizante, mas… perdõem-nos o incomparável: entre a Volta a Portugal e a Volta ao Algarve ainda há um fosso distante.
O que mais admiro, porém, é como duas distintas figuras conseguem pôr de pé uma prova desta envergadura, sem os grandes apoios de outras entidades, é digno da nossa admiração e apreço.
O Rogério Teixeira e o Bernardino Caliço merecem-nos uma palavra de alento e de gratidão.
Como alguém disse : “ A Volta ao Algarve é uma desorganização organizada .”
Pensamos que produzida com esforço, com carolice, sem grandes vaidades e sobretudo sem grandes apoios que, pelos vistos por estas paragens estão destinados apenas às elites do ténis, hipismo e golfe.

O PERCURSO
Dura, selectiva esta edição da Volta ao Algarve foi uma contínua repetição do mesmo tipo de percurso e dificuldades. Um constante sobe e desce repetitivo, sem grande imaginação, com algumas incursões bastante sinuosas que, para além de apertadas apresentavam perigos em todos os cantos e esquinas.
Foi, pois, um itinerário a gosto dos especialistas de clássicas, útil para tempos futuros, mas que se tornou indigesta para os participantes portugueses, onde foi nítida a falta de argumentos, o que não seria caso para menos, para todos, com excepção de Tiago Machado.
Tenhamos a noção da realidade, o orçamento de uma equipa portuguesa representa praticamente o custo médio de um ciclista mediano de uma equipa ProTour, e o orçamento de todas juntas semelhante ao que melhor ganha um cabeça de cartaz de uma equipa de 1ª divisão.

ONDA-BOAVISTA
Confesso que esperava um pouco de mais atrevimento por parte dos ciclistas da ONDA – BOAVISTA, mas bem vistas as coisas não era tarefa fácil. A atuação foi discreta, mas de alguma forma consistente.
O Alexandre Marques foi o melhor classificado das equipas lusas, assumiu a chefia da equipa, conseguindo uma boa posição na chegada ao Alto do Malhão, ele que não é um especialista a trepar, fazendo um contrarrelógio de grande recorte técnico, mas ainda um pouco distante do seu real valor.
O Ricardo Vilela esteve presente em quase toda a corrida no pelotão da frente, muito regular, o mesmo se passando com o Alberto Morras, que fez grande evolução nos percursos montanhosos.
Quanto aos restantes, estamos ainda no início de temporada e, tal como a grande maioria dos ciclistas de outras equipas, cumprem um programa de preparação que não aponta para o início de época, face á ausência de competições e programa competitivo quer nacional, quer internacional.

AS COMUNICAÇÕES
Fazer uma corrida sem rádio de comunicação entre director desportivo e ciclistas é inovação , mas sem que o director consiga ter permissão para falar com os seus ciclistas no seio do pelotão, já é falta de respeito pela função.
Pergunto-me a mim próprio, como é que estes directores aceitam de ânimo leve esta decisão de um organismo internacional, caduco e sem inspiração para conduzir a modalidade a um lugar de destaque desportivo internacional.
Como é possível um patrocinador investir milhões de euros, deixando ao acaso da sorte a decisão de uma corrida.
Dizem eles, os da UCI, que é para privilegiar o espetáculo, mas foi para privilegiar o espectáculo que o ciclismo está como está. É que no espectáculo vale tudo e no desporto há regras.
Será bom perguntar nesta altura, se o ciclismo é meramente um espectáculo, ou é um desporto.
Mutas das informações que os directores desportivos receberam ao longo da corrida era para alertas de estrada perigosa, carros mal estacionados, curvas apertadas e pontes sem protecção.
Mas como é que os directores poderiam transmitir estas informações aos seus ciclistas ?
Não tenho duvidas que muitas das quedas registadas, poderiam ter sido evitadas, se os ciclistas tivessem sido avisados via rádio.
Será que as quedas também fazem parte do espectáculo ?

OS APOIOS
Poucas foram as autarquias que aderiram, com partidas e chegadas : Loulé, Albufeira, Lagoa, Portimão, Tavira e Lagos.
A Junta de Turismo do Algarve simplesmente alheou-se de um apoio visível, e não fosse o Crédito Agrícola e mais uma série de pequenos apoios, a prova não sairia do papel.
Muitas promessas de transmissão, mas de notícias televisivas nem vê-las. Para uma prova desta envergadura, de que seve ter um resumo televisivo, misturada com uma prova ou duas de BTT, passados oito dias?

* Director desportivo da ONDA-Boavista

21 comentários a “Volta ao Algarve: desorganização organizada”

  1. P.S. quanto a um comentador que falava em alterar a data da Volta a Portugal, parece-me difícil que esta competição tenha muito espaço para crescer… repare-se que a prova mais “in” do momento (para os executivos e para os lobbies, pelo menos) é a Volta à Califórnia, e mesmo esta está sendo feita durante o Giro… é complicado porque as 3 grandes Voltas estão bastante bem colocadas temporalmente o que limita bastante o aparecimento de outras grandes voltas (há quem fale em um USA Tour mas… em que calendário?). Parece-me a mim que, atendendo a estes e outros factores (sendo que o mais importante para mim é mesmo a qualidade do pelotão pois são os ciclistas que correm que fazem as provas grandes ou não, penso eu), parece-me que a “algarvia” é já a melhor prova do calendário português, sendo que ainda tem (devido à data em que é disputada) algum espaço de manobra em termos de crescimento…

  2. Questão aos srs. José Santos, Rogério Teixeira e Bernardino Caliço: porque não negociar uma partida da Volta ao Algarve (1ª etapa ou, melhor ainda, em minha opinião, a etapa-rainha?) com partida em Sevilha? Querem apostar que a RTP passava essa “algarvia” com comentários do Marco Chagas? 
    Saudações velocipédicas!

  3. Vejo que na essencia o ciclismo em Portugal continua na mesma,para não dizer pior,é claro que a Volta ao Algarve é a prova mais importate do ciclismo portugues e uma das mais importantes do inicio de epoca em todo o mundo,se assim não fosse não teria a quantidade de equipas que tem todos os anos,ano apos ano.

  4. Sr. José Santos, a critica à UCI é discutivel, agora à organização da volta ao Algarve é de uma irresponsabilidade tremenda. Não se esqueça, o sr. vive do ciclismo(ou não?) e se não fosse o Rogério Teixeira e os seus pares, você nunca teria hipótese de ver os seus atletas ao lado de ciclistas como Contador, Kloden, Krauser,…. O percurso é o que se consegue arranjar e é tão completo que as equipas do ProTour, incluindo o bi-vencedor da Volta à França o preferem para inicio da época. Queixa-se do quê? Da sua equipa não ter vencido nada, nem disputado uma camisola? É fácil criticar, principalmente na comunicação social. Espero ver o Boavista no próximo ano na frente do pelotão e não a passar despercebido como o fez este ano.
    Alvaro Eloi, adepto do ciclismo.

  5. Breves palavras sobre este assunto, que ao lêr este titulo a mim me chocou profundamente pois fui um interveniente directo na organização destegrande evento que com poucos meios penso que esteve a altura de acolher o pelotão de luxo que esteve presente. Algumas linhas que li anteriomente nem se pode dar valor nem credibilidade, porque quem as descreve quando tem ao seu encargo a organização de um evento ai sim parece uma corrida de cavalos onde nem estruturas crediveis têem para promover o bom nome do respectivo patrocinador. Não entendo que coragem tem estas pessoas para ainda ca virem fazer criticas quando são pessoas que nada fazem para melhorar ciclismo nacional (os chamados homens que andam no ciclismo a 20 anos). Em vez de criticarem tentem sim ajudar com ideias inovadoras caso tenham capacidades para isso.

  6. “Rogério, cada ano que passa, gosto mais desta corrida…”

    Será que alguem disse isto sobre a Volta a Portugal nos últimos 5 anos!!!!…
    Do staff do Alberto Contador ou de outro grande ciclista qualquer, de certeza que não! Porque não estão presentas na Volta a Portugal. Mas falo mesmo de qualquer equipa e de qualquer ciclista.

  7. Eu seria a favor do radio se os directores o utilizassem para jogadas tacticas mas de ataque não de passividade e de falta de coragem, e atrevimento , aguardando até ao ultimo momento para atacar , sendo esse momento quase sempre os ultimos 2/3 km da etapa , permitindo a ciclistas que sigam disfarçar momentos de fraqueza , e assim perder o minimo possivel

  8. Meus amigos (peço perdão por este tratamento informal) deixem-se tecer algumas considerações breves: 1 – A associação de Ciclismo do Algarve, uma entidade sem nenhum profissional ao seu serviço, organiza a Volta ao Algarve – 2.1 e mais 5 dias 2.12 para o ciclismo de estrada – 10 dias da nossa exclusiva responsansabilidade, quase tanto como organizador profissional; Hoje mesmo, depois de muitas deligências, acabámos de garantir o Troféu José Martins/Volta a Albufeira e acabaremos por conseguir mais 2 ou 3 dias no final do ano, o que, com a abertura, somará os 10 referidos dias; 2 – a ACA lidera, ou estará proximo de liderar, a organização de provas de BTT, BMX e DH e inscrição de atletas; 3- Na minha opinião, cabe às Associações promoverem corridas para que o Ciclismo sobreviva, nas suas diversas vertentes e que o façam mesmo com o risco de perder algum dinheiro ou de, pelo menos, não ganharem nada, como aconteceu em alguns eventos organizados pela nossa Associação, durante o último ano; 4- a Volta ao Algarve em Bicicleta partiu praticamente do zero em 2003, depois do abandono da PAD; daí para cá, com a ajuda de muitos amigos, tem dado passos muito seguros no sentido de atigir os objectivos que traçámos e que fomos sucessivamente aperfeiçoando; 5 – melhor do que ninguém, eu sei o que falta à organização.. E uma coisa que falta, certamente, é a televisão, porque todo o contexto desportivo, desculpem a minha imodéstia, é de altíssimo nível! 6 – Para concluir vou citar um importantíssimo membro do staff de Alberto Contador que, durante a edição deste ano, se abeirou de mim para me dizer “Rogério, cada ano que passa, gosto mais desta corrida…”

  9. aqui concordo plenamente com o professor e o Sr. Manuel Correia. Entao se em termos de control anti-doping o ciclismo é o desporto que vai na vanguarda, pois aí é aplicada toda a tecnologia de ponta, nos equipamentos, (desde a roupa, os sapatos, capacetes, oculos, bicicletas, rodas, componentes, etc etc) tambem é aplicada toda a tecnologia, qual a razão que impede o uso de rádios? Unicamente para melhorar o espétaculo? Mas onde está qualquer lógica nesse argumento? O uso dos rádios fomenta o espétaculo, pois permite a jogadas tácticas fabulosas por parte dos directores e ciclistas, ajuda na prevenção de acidentes, (como referiu o professor) e permite a crucial troca de informação entre ciclista e director para coisas básicas como informar de um furo, uma avaria mecânica, etc, permitindo ao carro de apoio preoceder e agir mais rapida e eficientemente. Não concordo claro com o uso de rádios por exemplo em cadetes, aí não, mas em sub-23, elites~esta proibição nao passa de um perfeito disparate.

  10. Espero que pensem bem é no que a Volta a Portugal era e naquilo que se transformou e não comparem uma volta de âmbito nacional com uma volta regional. Portugal é um país que começa no Norte e acaba no Algarve, e tem algumas ilhas pelo meio e o Algarve começa no Baixo Alentejo e acaba no Mar. Portanto se o mundo dá importância à Volta ao Algarve e esqueceu a Volta a Portugal, é porque alguma coisa está mal.

  11. Caros amigos, comentários e mais comentários, quando começam a ver de uma vez por todas a ver que o ciclismo português está nas últimas onde ninguém quer apostar. O José Santos nada disse de mal, apenas focou pontos importantes, e como ele disse, “Não houve luxos, nem pessoas a acotovelar-se exibindo crachats sem funções”, isso é positivo, o que se lamenta, é por vezes o que fazem com a comunicação social, colocando a mesma em locais inacessíveis para fazer o seu trabalho, onde infelizmente muito são escolhidos, uns tem acessos a todo o lado, outros apenas a alguns pontos, e dou um exemplo, no inicio da Volta a Portugal de 2009 no prologo em Lisboa na Av. da Liberdade, alguma comunicação social podia estar na pista, outra tinha um lugar reservado na meta, onde na sua frente estavam os senhores “exibindo crachats sem funções”, que impossibilitavam o trabalho dos fotógrafos, que quase estavam às costas uns dos outros, por isso que se importa depois com o ciclismo…

  12. DESORGANIZAÇÃO ORGANIZADA

    “ A Volta ao Algarve é uma deliciosa desorganização organizada (…) O improviso, às vezes é total (…) “ Assim escreveu Jon Rivas, do jornal espanhol El Mundo. O texto que apareceu ontem assinado pelo autor destas linhas , foi confundido com a pretensa ligação da organização da prova a uma desorganização da mesma.
    Ora, primeiro não foi isso que aconteceu, nem tão pouco aquilo que pretendi transmitir.
    Antes pelo contrário, continuo a admirar como foi possível os amigos Caliço e RogérioTeixeira conseguiram pôr de pé com tão pouco dinheiro, uma prova desta envergadura. Não houve luxos, nem pessoas a acotovelar-se exibindo crachats sem funções, a prova quase que se desenrolou sem darmos por isso e, quando assim acontece, é porque tudo corre sobre esferas.
    Aliás uma das características da Volta ao Algarve é que todos colaboram com a organização, quer equipas nacionais quer estrangeiras, porque todos compreendem o esforço feito pelos organizadores.
    Os percursos, aí sim podiam ser mais inovadores, mas as próprias incursões pelas cercanias mais recônditas tornaram a prova mais deliciosa, embora em alguns troços mais perigosa, pelo tamanho do pelotão, 170 ciclistas.
    Se alguém entendeu na anterior crónica uma crítica negativa à organização, não foi isso que procurei transmitir.
    O que está mal. Isso sim. E aqui não retiro uma vírgula, é a impossibilidade de comunicação dos directores desportivos com os ciclistas, mais isso não é culpa da organização da prova .

  13. A mim, como já disse, agrada-me a simplicidade com que é organizada a Volta ao Algarve, sem pretensiosismos bacocos; As etapas são o que são, o Algarve, excluindo a nacional 125 e pouco mais na costa marítima, tem estradas sinuosas e montanhosas (já vi etapas da Volta a Itália bem piores); A falta de rádios/comunicação não traz nada de bom ao ciclismo sendo, claramente, uma medida idealizada por gente antiquada e que pouco perceberá de ciclismo, salvo o devido respeito; E salvo também o devido respeito por quem anda no btt, vertente que conheço (perdoem-me a falta de modéstia!) muito bem, e pela qual tenho um carinho especial, não faz sentido transmitirem na rtp2, no sábado à tarde salvo erro, (repetição de!!) resumos de maratonas, com vencedores anónimos para a maioria que, pela reacção na chegada, concerteza foram campeões do mundo, para além de outros… e não transmitirem, nem que fosse por boa vontade, 20 minutos, da chegada a Tavira.

  14. Dpois de ler atentamente todos os comentários , verifiquei que quase todos não passam de comentários que em nada esclarecem o que quer que seja!
    Quero também dizer que estou plenamente de acordo com o Professor José Santos em relação aos retrogados que estão na UCI, está na hora de dizer basta a estes Senhores que todos nós sustentamos” que a unica coisa que tem feito é fazer e alterar regulamentos quase todos os dias, na maior parte dos casos,sem qualquer nexo. Quanto á Volta ao Algarve na minha modesta opinião tudo que sejam criticas construtivas para que se possa melhorar são bem vindas.Já agora gostaria que este espaço fosse aproveitado para promover esta modalidade e não para aqueles comentários tristes que na maior parte dos casos aqui são escritos. E já agora que todos se identifiquem, quem não deve não teme.Manuel Correia D.Desportivo Liberty Seguros/Santa Maria da Feira.

  15. Rui, foste no mínimo desconcertante agora. Na lógica jogar-se-á Cycling Manager se não houver possibilidades de dar instruções aos ciclistas como pretende a UCI. Menos trabalho mais tempo disponível, entendes? Na minha opinião. nem será necessário haver carros de directores desportivos que poderão dar lugar a outros intervenientes tais como malabaristas ambulantes, montanhas russas e outros que tais. Com sorte, este circo não será ofuscado pela passagem de indivíduos que se deslocam em bicicletas, que, se não tiverem o azar de cair em algum precipício e só poderem comunicar o facto diretamente das portas vigiadas por S.Pedro, serão equiparados a ratos surdos que não precisam de compreender o que se está a passar na corrida, o que interessa é pedalar, pedalar, pedalar. Fazendo analogia com o futebol faz lembrar aqueles jogos onde não há técnicos e em que cada um tenta levar a bola o mais longe possível sem a endossar a ninguém e, por sorte, alguém a consegue introduzir numa das balizas. O mesmo futebol que os directores da Françaises des Jeux e da Cofidis jogaram, pois são eles dos poucos a defender essa ideia estapafúrdia, Este ano vou ter o cuidado de gravar todas as emissões de ciclismo, porque para o ano não garanto a minha continuidade como amante dessa nova (velha) modalidade.

  16. O professor nao sabe o nome dos seus ciclistas? É “Alejandro Marque”, professor. Não é “Alexandre Marques” LOOOOOL

  17. Aceita-se quem faça melhor, porque criticar não falta voluntarios.
    Quanto ás comunicações entre director e ciclista , é natural que os directores sejam contra , torna-se um pouco mais dificil jogar cycling manager.
    A desculpa que os acidentes são causados pela falta de radio, é o mesmo que dizer que os acidentes de carro são causados pela falta de cinto !!!!!!!!!!!!
    Se há acidentes é resolver as suas causas , não é usar as mesmas para desculpas.

  18. mal organizada? desculpem la, fazer omeletes sem ovos ainda ninguem descobriu a receita, por isso, dentro das possibilidades que existem, e muito bem organizada. nao se pode por no mesmo patamar da volta a portugal, porque para fazer uma comparaçao seria, faz-se mediante os orçamentos de cada uma, e aí com toda a certeza que a “algarvia” e bem mais organizada. as comparaçoes têm muito que se lhes diga. concordo plenamente quando o professor fala da regiao de turismo do algarve em que deixa passar um evento destes sem sequer entrar com um euro. isso sim, tem que ser revisto. porque de resto, organizar e levar um evento destes para a estrada com “trocos” que a associaçao arranja graças ao gosto pela modalidade de alguns, isso sim, e de louvar.

  19. OH JOSE SANTOS MAL ORGANIZADA DIZ VOCE E AS PROVAS QUE O SENHOR ORGANIZA ACHA BEM ORGANIZADA METE OS CICLISTAS POR CAMINHOS DE CABRAS E AS CHEGADAS PARA OS PASSARINHOS VEREM ESSAS Q O SENHOR ORGANIZA ESTAO BEM NAO É ………. SANTO DEUS PORQUE NAO OLHAR PRIMEIRO AO ESPELHO ANTES DE DEITAR ESSAS PALAVRAS CÁ PARA FORA DEVERIA SER PENSE BEM……………

  20. Concordo com as críticas à UCI, pois o ciclismo é uma modalidade que não ganho espetacularidade alguma com as restrições às comunicações introduzidas.
    Mas não concordo com a crítica à organização da Volta ao Algarve.
    Primeiro acho que não devemos confundir o melhor pelotão de sempre em terras Lusitanas com a melhor corrida, porque essa distinção está guardada para a Volta a Portugal, que se realiza de Coimbra para cima, e com um pelotão de fraquíssima qualidade.
    Em relação ao percurso, acompanho a três grandes voltas a nível mundial e a maior parte das clássicas, não me parece que as estradas da zona do Ameixial ou de Cachopo, sejam o fim do Mundo, e se o percurso não fosse interessante não havia tanto interesse das equipas estrangeiras nesta corrida.
    Penso que nesta corrida ficou patente as diferenças entre o ciclismo nacional e o internacional. Por isso penso que deviam ser promovidas mais provas com equipas deste nível, para que os nossos jovens valores tenham mais visibilidade e os patrocinadores apareçam.
    Não é com pelotão como o da Volta a Portugal deste ano que iremos dar mais visibilidade a esta modalidade.
    Falta apoio, mas temos trabalhar mais para eles aparecerem e penso que está na hora de ponderar a hipótese de mudar a data da Volta a Portugal, por no Verão há calor em toda a Europa.

  21. Está bem que foi mal organizada e não teve cobertura televisiva mas já chega de bater no ceguinho. 
    para o ano pode ser que corra melhor. 

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