Tyler Farrar ganha corrida pirata em Palma de Maiorca

Tyler Farrar (Garmin-Cervélo) venceu hoje o Troféu de Palma, primeira corrida do Chalenge de Maiorca, que ficou marcada pelo abandono do colégio de comissários, devido ao protesto das equipas contra a proibição dos auriculares. Grande parte dos ciclistas alinharam com os auriculares colocados, desrespeitando os regulamentos e as orientações dos comissários. Perante a situação, a equipa de arbitragem fez aquilo que tem previsto fazer em qualquer corrida do mundo em que se verifiquem incidentes semelhantes: saiu da corrida, tornando-a “pirata”. Ou seja, as classificações não são desportivamente válidas e os prémios monetários anunciados não serão entregues.

Apesar de não ser oficial, a prova desenrolou-se forma animada. Sete homens atacaram cedo e, de entre eles, acabaram por destacar-se dois, Oleg Chuzhda (Caja Rural) e Javier Ramírez (Andalucía-CajaGranada). Os aventureiros foram absorvidos à entrada para a última das dez voltas ao circuito. No final dos 116 quilómetros, o pelotão apresentou-se compacto para lutar pela vitória, guiado pela RadioShack, que comandou as operações nos últimos quilómetros.

O trabalho da equipa de Robbie McEwen e Manuel Cardoso acabou por ser inglório, já que o mais veloz foi Tyler Farrar (Garmin-Cervélo). Marcel Kittel (Skil-Shimano) foi o segundo e Francisco Ventoso (Movistar) o terceiro. Manuel Cardoso acabou em 47.º e Bruno Pires (Leopard-Trek) em 126.º,ambos integrados no pelotão.

Entre as estrelas previstas, houve baixas de última hora. Andy Schleck (Leopard-Trek), André Greipel (Omega Pharma-Lotto) e Thor Hushovd (Garmin-Cervélo) não alinharam na primeira das cinco corridas do Chalenge de Maiorca.

Amanhã corre-se a segunda corrida do Chalenge de Maiorca, o Troféu de Calla Millor. O traçado de 172,4 quilómetros não apresenta grandes dificuldades orográficas, pelo que é de esperar nova discussão ao sprint. Nesta prova vão estar três portugueses da RadioShack, Manuel Cardoso, Sérgio Paulinho Nelson Oliveira.

Foto: Chalenge de Maiorca

13 comentários a “Tyler Farrar ganha corrida pirata em Palma de Maiorca”

  1. Acho graça quando leio alguns comentários contra o uso de rádios por parte dos ciclistas.Meus senhores estamos em pleno século 21 em que a tecnologia faz parte dia a dia de cada um . Imaginem-se privados de telemoveis da informação que nos chega a casa atravez da internet ,tv,etc.Imaginem se os senhores comissarios tivessem que fazer o seu trabalho sem os «malditos» rádios heim era um enorme problema nao era . os ciclistas são seres humanos e em esforço têm de ter alguem que os oriente e nada melhor que os rádios para que isso aconteça.
    Um abraço a todos.

  2. claro que os rádios sao beneficos para o espectaculo… claro, quem nao percebe patavina de ciclismo diz que nao, mas ainda nao percebi o problema de usar o radio. o radio e importante para haver a comunicaçao entre o ciclista e o carro, se ha um furo, uma avaria mecanica, o corredor pode informar de imediato o seu carro de apoio, tacticamente claro que o radio e fundamental, e naturalmente que e benefico para o espectaculo. acho muito bem que os ciclistas se unam, pois sem eles nao havia uci´s, e estes parasitas, que se dizem senhores do ciclismo tem de uma vez por todas respeitar e ouvir os ciclistas, nao e so fazer o que lhes apetece e se lembram.

  3. Eh pá, que aborrecido estas coisas piratas… Será que não dá para fazer corridas sem ciclistas…?

  4. Sou 100% a favor do uso de radio desde k se prove que não exista qualquer perigo para os atletas.
    primeiro porque o ciclismo ao contrario do futebol e outros desportos de recinto os treinadores tem possibilidades de estabelecer comunicação com os atletas, os ciclista tambem tem de ser corrigidos, não se deve se obrigar um ciclista a ser prefeito, desse aspecto os ciclistas era patrocinados individualmente e existia equipas de 3, 5, 7 ciclista por equipa.
    Segundo ponto, o aspecto de táctico para mim gosto muito mais de ver trabalho de equipa, jogo de equipa, que ataques precipitados onde muitas o espectáculo e sinonimo de falta de estratégia(esperiencia).

  5. Se o radio é assim tão importante para avisar de possíveis perigos, então já não é necessário pessoal a avisar dos mesmos e mais, então já não é necessário sinalizar o percurso já que o mesmo deve ser do conhecimento dos atletas e se esses não tiverem conhecimento do mesmo os directores que o indiquem via radio.
    Pessoalmente acho que quem defende o uso do mesmo sofre de falta inteligência ou não a sabe usar, e os directores deveriam jogar menos cycling manager.

  6. Via os Ciclista!!
    Parece k uma vez na vida se uniram e ditaram as suas próprias regram… em vez de seguirem as regras de quem está de fora…
    Agora só falta fazerem o mesmo com os controlos anti-diping… recusarem-se a faze-los fora e competiçao a horas improprias

  7. Tem coisas boas e coisas más, mas o essencial é que seja igual para todos, ou todos com radio ou todos sem radio, é logico que se for para avisar de possiveis perigos na estrada, aí é util, mas pelo contrário, se fôr para um director mandar um ciclista parar quando ele se preparava para atacar, isso é muito mau para a corrida, como tal volto a dizer que tem coisas boas e coisas más.

  8. corridas piratas! desde que acabaram com elas em portugal o ciclismo morreu! graças a quem?!

  9. é uma vergonha a UCI ficar se preucupando com rádios…tem que liberar logo o uso de tecnologias que só tem a ajudar o esporte.

  10. Estas prima donas queixam-se por tudo e por nada.

    Ciclismo sem rádios é mais interesante. 

  11. Estou completamente solidário com esta luta dos ciclistas e respectivas equipas. Em todos os desportos se discute a introdução da tecnologia para melhorar as condições da modalidade, neste pretende-se fazer marcha atrás numa atitude completamente irracional e disparatada. Se há algo que empolga os amantes do ciclismo é a observação do tacticismo variável ao longo da corrida e o trabalho de equipa e dos équipiers em prol de um líder. Tudo isto sob a batuta de um técnico à semelhança de todas as modalidades pois todas permitem a comunicação com os seus atletas em plena competição. Sem isto tornaremos esta corrida uma pura corrida de ratos cegos e a modalidade perderá toda a sua magia.
    Mas o aspecto mais importante a considerar até se prende com razões de segurança e neste particular ninguém pôde ficar insensivel às argumentações da Rabobank quando afirmou que, sem rádios, Pedro Horillo teria morrido no fundo daquele precipício.

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