
O empresário João Lagos, a cuja empresa está concessionada, até 2013, a Volta a Portugal, admite que a empresa João Lagos Sports passa por dificuldades financeiras e que deve dois meses de ordenado aos funcionários. No entanto, desmente a notícia do Jornal de Negócios, segundo a qual teria perdido o controlo da sociedade para o principal credor, o Banco Espírito Santo (BES).
Apesar dos problemas que hoje assumiu em conferência de imprensa, João Lagos assegura que se mantém ao leme da João Lagos Sports e que os eventos que a empresa organiza não estão em perigo. O empresário disse ainda que convidou Pedro Rebelo Pinto para gerir a sociedade, desmentindo o gestor, que, segundo o Jornal de Negócios, afirmara que fora convidado para as funções pelo BES.
Informação anterior:
O Banco Espírito Santo (BES) passa a ter papel activo na gestão da João Lagos Sports, empresa à qual está concessionada, até 2013, a Volta a Portugal e grande parte do calendário profissional. O Jornal de Negócios revela que as dificuldades financeiras da organizadora de eventos desportivos levou o BES, principal credor, a transformar a dívida da João Lagos Sports em capital, nomeando Pedro Rebelo Pinto para a gestão da firma. O Jornal de Negócios corrigiu a informação inicial, segundo a qual o banco passava a ser maioritário no capital da sociedade.
O BES é um patrocinador tradicional do ténis, uma das áreas de negócios da empresa. Falta apurar qual o papel que reserva para o ciclismo e para a Volta a Portugal.
As dificuldades financeiras da empresa são há muito conhecidas e estão na base de diversos incumprimentos no mundo do ciclismo. Os atrasos nos pagamentos estendem-se dos prémios de corridas até aos valores contratualizados com a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) pela concessão da Volta a Portugal. O orçamento da FPC para 2011 conta com 390 mil euros de transferência da João Lagos Sports por este negócio.
João Lagos garantiu hoje à tarde, em conferência de imprensa, que a sociedade e os eventos que promove são viáveis, apesar de estar em curso um processo de reestruturação empresarial. Como exemplo da saúde operacional da firma, Lagos garantiu que o número quatro do ranking mundial de ténis, o sueco Robin Soderling, vai participar no Estoril Open, que se realiza entre 23 de Abril e 1 de Maio.
Foto: João Lagos Sports
Que me desculpem os ciclistas sérios mas cada vez que vejo uma prova de ciclismo, e eu gosto imenso de ciclismo, hoje em dia o que consigo ver é apenas uma palavra a pedalar “Doping”… É um desporto lindo mascompletamente falseado precisamente porque tem imenso dinheiro associado.Para completar o ramalhete faltava mesmo um banco… Está lá tudo agora…
Boa atitude por parte do BES, se o sr. João Lagos não consegue gerir então que coloquem lá alguém que o saiba fazer o quanto antes!
Isto é mais ou menos como o governo, grande parte dos políticos só fazem porcaria, porém ninguém os tira do poder. Acabará por o FMI ter de deitar a mão a isto!!
Já agora, custa-me a crer que o dito sr. João Lagos tenha o seu vencimento em atraso há já dois meses…
Grande parte da vida do senhor Lagos, pode ser contada em paralelo com as suas visitas á instituição bancária.
O senhor bon vivant, gasta o que tem,e depois vai ter com
O Espirito Santo, pedir mais dinheiro. Este senhor tem uma relação familiar com este banco. Sempre foi assim.
O senhor Lagos quando se meteu no projecto Benfica, foi só depois de o Sporting ter rejeitado o ciclismo.
Precisamente porque, o BES, tem muitas mais conexões com o Sporting, o projecto Lagos, foi primeiramente apresentado
Ao Sporting.
O BES, não quer o ciclismo para nada.
Um dos maiores accionistas do BES, teve uma equipa de ciclismo, até há pouco tempo: Credit Agricole
Sinceramente espero que a organização da Volta a Portugal volte para o Norte de onde nunca deveria ter saido.
Bem! Se a Lagossport falir, lá se vai o Volta a Portugal, o open do Estoril, e o Lisboa-Dakar, assim de repente é o que me lebro, mas há mais.
Como eles se metem em tudo, fez-me querer que eles nadavam em dinheiro, visto isso estava enganado. Espero que o BES dê andamento há volta, porque ao ciclismo só falta mesmo um recuo dos organizadores para acabar de vez. Era uma pena, agora não se deixem enganar por sentimentalismos, para o BES, ou dá lucro ou acaba, e se a Volta não der lucro é esse o seu fim. Ainda assim acho que deve haver mais interessados em organizar a Volta. Pelo menos assim o espero.
ja tenho saudades de quando o JN tinha a concessao da volta, desde que a largou ela tem perdido valor. =(
De mal o menos, que saudades eu tenho do “coelhinho montado na vassoura”…
…ou então não, o que seria errado do ponto de vista comercial tendo em conta aqueles milhares de portugueses que não dispensam a Volta a Portugal antes de se banharem nas águas do Atlântico.
Pode ser que este grande grupo se vire para o ciclismo e que traga com ele outros investidores. Seria muito bom
o bes tambem da milhoes para o futebol, que ajude o ciclismo pois as empresas em portugal so ve o futebol como a melhor via de publicidade entre desportos