Caso Valjavec: UCI recorre para Tribunal Arbitral do Desporto

A União Ciclista Internacional (UCI) recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) da absolvição do corredor esloveno Tadej Valjavec (Ag2r) pela respectiva federação. A UCI suspendeu provisioriamente o ciclista, pouco antes do início da Volta a Itália, argumentando que Valjavec apresentou valores anómalos no passaporte biológico. Como decorre dos regulamentos, o caso foi endossado para a federação do país de origem do desportista, que o ilibou, alegando que o passaporte biológico não detectou qualquer violação dos regulamentos antidopagem, desvalorizando os indícios que levaram os peritos da UCI a afastar o esloveno da estrada.

Em termos genéricos, o TAD já tem jurisprudência na matéria, pois validou uma suspensão imposta pela federação internacional de biatlo, rebatendo os argumentos de que o passaporte biológico daquela modalidade de desportos de Inverno não detectou qualquer consumo de substâncias proibidas, mas apenas variações nos valores fisiológicos. Tendo isso em conta, a esperança de Valjavec é que os dados específicos do seu passaporte biológico não sejam cientificamente concludentes quanto a provável violação das regras antidopagem.

O recurso da UCI para o TAD era uma obrigação da confederação internacional de ciclismo, pois os fundamentos para a absolvição de Tadej Valjavec colocaram em causa a validade do programa passaporte biológico. Aceitar a decisão eslovena seria o mesmo que considerar o passaporte biológico um instrumento inútil. Agora é o TAD que tem a palavra.

Foto: UCI ProTour

7 thoughts on “Caso Valjavec: UCI recorre para Tribunal Arbitral do Desporto”

  1. Hélder Marinho, ninguém se interessa pelos motivos muy profundos e emocionais que te levam a gostar de ciclismo. É irritante vê-los expostos a cada mensagem cheia de disparates que tu metes.

    Por falar em disparates, a pessoa que assina “Acabar com o Doping” tem sorte de a evolução natural não se fazer eliminando a parvoíce…

  2. A favor do detector de mentiras no ciclismo. todos os ciclistas antes de cada etapa, tinham de se senta na cadeira do detector de mentiras, e só lhes faziam uma perguna, “está dopado?”, era o suficienta para dissuadir ideias erradas. Não vou patentear a ideia, é o meu contributo para o ciclsmo.

  3. Aqui há dias o ciclista da milram acusou, mas foi homem o suficiente para admitir, e não quis contra analise, porque sabia o que tinha feito, apesar da asneira, é de louvar que se responsablize pelos seus actos.
    O Oscar Sevilha vem agora dizer que está inocente: “Eu não sei como esta substância entrou no meu corpo. Eu não conheço essa substância. Esta é a primeira vez que eu ouvi dela, desde que eu ando no ciclismo “, disse ele a um site. Mais um que teve azar, sabotaram-lhe a sopa.
    Errar é humano, tentar esconder o que está a vista é estupido.

  4. Em relação ao doping já não sei o que diga, sou adepto do ciclismo não sei bem porquê, pois não tenho tradição na familia, nem sequer ninguem que partilhe este meu gosto, é das coisas inexplicaveis até porque sempre gostei de Futebol e agora estou mais virado para o ciclismo, mas o doping deixa-me a pondertar, eu comecei a apoiar o Nibali desde que ele disse: “com que cara encararia o pai”, e que se se dopa-se o pai não o deixava entrar mais em casa, muito bem.
    E agora, numa situação hipotetica, se o Nibali, que eu tanto torci por ele nesta Vuelta, acusa-se doping, acho que perdia o interesse pelo ciclismo, é claro que eu só não faço diferença, mas como eu, há muitos outros a pensar da mesma forma, somos os adeptos puros e sem interesses, foi só um desabafo..
    Alguem me sabe dizer como é que está o Caso João Cabreira? Se quando é que pode voltar há competição? Isto é, se voltar.

  5. querem ver que a Eslovénia vai ter uns ciclistas naturalizados….tipo brasileiros no futebol…que passam a Vietnamitas,japoneses….turcos….Portugueses…etc..etc…

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