Guia da 72.ª Volta a Portugal

José Carlos Gomes

Índice:
– Apresentação dos favoritos
– Lista de inscritos com análise a cada uma das equipas
– Apresentação das etapas: análise a cada uma das tiradas; locais de passagem e horário
– Todas as montanhas da volta: extensão e percentagem de inclinação das subidas pontuáveis
– Lista de vencedores de etapas em todas as localidades onde terminam etapas da Volta’2010
– Palmarés completo: todos os vencedores de todas as classificações desde a primeira edição

A 72.ª edição da Volta a Portugal, nas estradas do Norte e Centro do País de 4 a 15 de Agosto, começa com uma interrogação: irá David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) ganhar a prova e igualar o recorde de Marco Chagas, único corredor com quatro triunfos nesta competição?

Apontado por todos como principal favorito – há mesmo quem diga que não existe no pelotão nacional alguém capaz de batê-lo -, o corredor galego assume a responsabilidade e todos lhe reconhecem capacidade para revalidar o título. Contra ele pende a imprevisibilidade do ciclismo, em que as famigeradas “situações de corrida” raramente permitem que acabe consagrado um vencedor anunciado.

Quem quiser bater Blanco terá de ser o mais regular ao longo dos 1611,9 quilómetros da competição, divididos por um prólogo, um contra-relógio individual e nove etapas em linha. Os pontos decisivos são os do costume. As chegadas à Senhora da Assunção, Senhora da Graça e Torre, e o exercício individual, neste ano antecipado da última para a penúltima jornada.

No pelotão português, os homens capazes de desafiarem o favoritismo de David Blanco são outros dois espanhóis, David Bernabéu (Barbot-Siper) e Santiago Pérez (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow). Ainda que o percurso não lhe pareça favorável, Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira) supera-se na Volta e poderá ser um trunfo usado por Vidal Fitas, tendo em conta a apertada marcação a que Blanco estará sujeito.

Quanto à armada estrangeira, cuja composição definitiva ainda está por conhecer, as atenções voltam-se, por enquanto, para quatro dos pré-inscritos. O italiano Emanuele Sella e o espanhol Sergio Pardilla (CarmioOro-NGC) são temíveis na montanha. O alemão Patrik Sinkewitz e o ucraniano Ruslan Pidgornyy (ISD-Neri) valem pela combatividade e pela regularidade.

Candidatos à camisola amarela
David Blanco (Palmeiras Resort-Prio-Tavira)

Data nascimento: 03.03.1975
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 2
Grau de favoritismo: 5/5
Tem, à partida para a Volta a Portugal, o mesmo estatuto que o compatriota Alberto Contador antes do Tour: é o máximo favorito e (quase) todos acreditam que não tem rival à altura. No entanto, terá de recorrer aos seus melhores dotes de contra-relogista e à qualidade de trepador acima da média se quiser igualar o recorde de quatro vitórias na Volta, ainda pertença de Marco Chagas.

David Bernabéu (Barbot-Siper)
Data nascimento: 09.11.1975
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 1
Grau de favoritismo: 3/5
O valenciano, vencedor da Volta a Portugal em 2004 e segundo em 2009, é um dos mais pendulares ciclistas das equipas portuguesas. Consegue ser regular na montanha e nos contra-relógios. Não se espera dele grandes rasgos ofensivos, mas se prova se desenrolar de modo a premiar a regularidade, será um dos mais sérios candidatos.

Santiago Pérez (CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow)
Data nascimento: 05.08.1977
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 3
Grau de favoritismo: 3/5
Já sabe o que é ser herói na Volta, como quando venceu no alto da Torre, em 2001, e também já experimentou o sabor acre da desistência, 2010. A equipa de Loulé espera ter na corrida o lado luminoso do trepador asturiano. Se isso suceder, teremos etapas de montanha animadas, já que Pérez terá de ganhar aí o tempo que perderá no contra-relógio, especialidade em que, apesar de tudo, tem estado muito regular ao longo da época.

Emanuele Sella (CarmioOro-NGC)
Data nascimento: 09.01.1981
País: Itália
Vitótrias em 2010: 0
Grau de favoritismo: 3/5
Regressou da suspensão por dopagem em bom nível, discutindo os postos cimeiros sempre que as etapas terminam em alto. O contra-relógio é o seu calcanhar-de-aquiles, pelo que terá de atacar quando a estrada empinar se quiser estar nos primeiros lugares em Lisboa. Forma uma dupla temível com Sergio Pardilla.

Sergio Pardilla (CarmioOro-NGC)
Data nascimento: 16.01.1984
País: Espanha
Vitótrias em 2010: 3
Grau de favoritismo: 3/5
Se dividíssemos um ciclismo em divisões, sendo o ProTour e o Calendário Histórico a primeira, poderíamos dizer que Sergio Pardilla é uma das principais revelações da época na segunda divisão. O espanhol tem vindo a revelar-se um trepador de grande qualidade e está a atravessar um pico de forma. A Volta dirá se não atingiu o “ponto de rebuçado” demasiado cedo.

Patrik Sinkewitz (ISD-Neri)
Data nascimento: 20.10.1980
País: Alemanha
Vitótrias em 2010: 0
Grau de favoritismo: 2/5
É um ciclista que se defende bem a subir, mas que peca nos contra-relógios. Começou tarde a época, pois só em Junho encontrou equipa. Chegar à Volta com pouco “peso” nas pernas pode ser um pau de dois bicos. Simnkewitz é uma das incógnitas da competição.

Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira)
Data nascimento: 31.12.1974
País: Portugal
Vitótrias em 2010: 10
Grau de favoritismo: 2/5
É a eterna esperança dos portugueses para um sucesso luso na Volta. Neste ano, além de eterna é, provavelmente, a única esperança nacional. Como é seu timbre, deverá ganhar etapas ao sprint e conquistar tempo nas bonificações. Estar “tapado” por David Blanco na formação tavirense e um traçado excessivamente montanhoso para as suas características são as principais pechas do “Ciclista do Povo”.

EQUIPAS
Palmeiras Resort-Prio-Tavira

País: Portugal
Vitórias internacionais: 7
CQ Ranking: 64.º
Bicicletas: Jorbi
1 BLANCO, David ESP Ranking: 438
2 BARBOSA, Candido POR Ranking: 568
3 VITORINO, Nelson POR Ranking: –
4 MESTRE, Ricardo POR Ranking: –
5 CARDOSO, André POR Ranking: 458
6 SILVA, Luis POR Ranking: 2374
7 MARQUE, Alejandre ESP Ranking: 804
8 CALDEIRA, Samuel POR Ranking: 2636
9 LIVRAMENTO, David POR Ranking: 1678
DD FITAS, Vidal POR
Os adversários apontam David Blanco como favorito indiscutível e quase sem concorrência. Blanco e Vidal Fitas concordam. Será a constatação do óbvio ou estaremos perante um plano que visa distrair as atenções de Cândido Barbosa, o eterno candidato. Certo é que os tavirenses dispõem de um bloco consistente, provavelmente sem paralelo no pelotão português.

Barbot-Siper
País: Portugal
Vitórias internacionais: 4
CQ Ranking: 77.º
Bicicletas: BMC
11 BARNABEU, David ESP Ranking: 444
12 PIRES, Bruno POR Ranking: 988
13 RIBEIRO, Sergio POR Ranking: 1178
14 SOUSA, RUI POR Ranking: 596
15 OLIVEIRA, Helder POR Ranking: 2207
16 FONTE, Cesar POR Ranking: –
17 AMORIM, António POR Ranking: 2026
18 ORTEGA, Joaquim ESP Ranking: 959
19 BALTAZAR, Carlos POR Ranking: –
DD PEREIRA, Carlos POR
Carlos Pereira prescindiu do sprinter da equipa, montando um colectivo em torno do chefe-de-fila indiscutível, o espanhol David Bernabéu. Rui Sousa, Bruno Pires e Carlos Baltazar serão importantes apoios na montanha. Sérgio Ribeiro tem rapidez suficiente para surpreender numa ou noutra chegada mais rápida.

CC Loulé-Louletano-Orbitur-Aquashow
País: Portugal
Vitórias Internacionais: 3
CQ Ranking: 53.º
Bicicletas: Bianchi
21 PEREZ, Santiago ESP Ranking: 248
22 ZABALLA, Constantino ESP Ranking: 198
23 SILVA, Daniel POR Ranking: –
24 LOPES, Pedro POR Ranking: –
25 DEL NERO, Jesus ESP Ranking: 1808
26 SOEIRO, Pedro POR Ranking: 1577
27 PINHO, Celestino POR Ranking: –
28 PINTO, Bruno POR Ranking: 1317
29 QUITERIO, Cesar POR Ranking: –
DD PIEDADE, Jorge POR
A mais-valia dos louletanos pode ser o calcanhar de aquiles da equipa: a ambição das suas individualidades. Santiago Pérez é um dos mais consistentes trepadores do ciclismo nacional e quer apagar a pálida imagem deixada na edição anterior, quando abandonou a corrida pouco depois da entrada… na montanha. Os outros espanhóis do conjunto, Constantino Zaballa e Jesús del Nero, também têm qualidade. Só que há algo de comum a este trio: a vontade de dar o salto para uma equipa com outras condições. Veremos se esta meta individual não colocará entraves à estratégia colectiva.

LA-Paredes Rota dos Móveis
País: Portugal
Vitórias internacionais: 1
CQ Ranking: 130.º
Bicicletas: Scott
31 SABIDO, Hugo POR Ranking: –
32 SANTOS, Vergilio POR Ranking: –
33 BROCO, Hernâni POR Ranking: 1405
34 PINTO, Edgar POR Ranking: –
35 CANDIL, Miguel ESP Ranking: –
36 MENDES, José POR Ranking: 922
37 BARBOSA, Marcio POR Ranking: –
38 CARDOSO, Filipe POR Ranking: –
39 SANCHO, Bruno POR Ranking: 2198
DD ROCHA, Mário
Desfalcada do corredor que deveria ser a aposta para a geral, a formação do Vale do Sousa terá de apostar na regularidade de Hugo Sabido, que poderá valer posto entre os melhores. Para as chegadas em pelotão, Mário Rocha dispõe de duas setas apontadas às vitórias, Filipe Cardoso e Bruno Sancho.

Madeinox-Boavista
País: Portugal
Vitórias internacionais: 1
CQ Ranking: 94.º
Bicicletas: Viner41 PETROV, Danail BUL Ranking: 628
42 SOUSA, Sergio POR Ranking: 947
43 BENTA, João POR Ranking: –
44 SOUSA, Celio POR Ranking: 844
45 SAMPAIO, Joaquim POR Ranking: 2137
46 PINHEIRO, Luis POR Ranking: 1203
47 MORRAS, Alberto ESP Ranking: –
48 VILELA, Ricardo POR Ranking: –
49 CUNHA, Marco POR Ranking: –
DD SANTOS, José
Sérgio Sousa é, como diz José Santos, “o corredor português que mais tem evoluído nos últimos anos”, estando motivado para confirmar na Volta a boa temporada. O campeão búlgaro, Danail Petrov, é uma garantia de lugares de honra nas etapas selectivas. Falta saber se algum dos dois conseguirei ter a regularidade e a resistência necessárias para conseguirem uma prestação final de relevo.

Selecção Nacional/Liberty Seguros
País: Portugal
Vitórias internacionais: 0
CQ Ranking: –
51 SANCHO, Hugo POR Ranking: –
52 VINHAS, Rui POR Ranking: 1882
53 LEAL, Hélder POR Ranking: –
54 ANSELMO, Edgar POR Ranking: –
55 COELHO, Marco POR Ranking: –
56 PEREIRA, Vasco POR Ranking: –
57 PEREIRA, João POR Ranking: –
58 BRANDÂO, Joni POR Ranking: –
59 PALMA, Fabio POR Ranking: –
DD POEIRA, José
Equipa jovem. O próprio seleccionador, José Poeira, indica que o principal objectivo é dar experiência aos corredores, que terão liberdade para mostrar qualidade, mas que deverão ter presente a necessidade de gerir as forças para conseguirem chegar ao fim.

Lampre-Farnese Vini
País: Itália
Vitórias internacionais: 16
CQ Ranking: 11.º
Bicicletas: Willier
61 KASHECHKIN, Andrey KAZ Ranking: 2641
62 GRENDENE, Andrea ITA Ranking: 1610
63 MAGAZZINI, Enrico ITA Ranking: 1283
64 MARZANO, Marco ITA Ranking: 466
65 PIETROPOLLI, Daniele ITA Ranking: 204
66 PONZI, Simone ITA Ranking: 1268
67 BALLONI, Alfredo ITA Ranking: 1797
68 RIGHI, Daniele ITA Ranking: 656
69 RABOTTINI, MATTEO ITA Ranking: 2013
DD TEBALDI Valerio ITA
A única equipa ProTour do pelotão voltista só traz um nome sonante, o cazaque Andrey Kashechkin, contratado no início de Julho e, por isso, carente de ritmo. As maiores expectativas estão apontadas para o que poderá fazer Daniele Pietropolli nos sprints.

ISD-Neri
País: Itália
Vitórias internacionais: 14
CQ Ranking: 27.º
Bicicletas: Cipollini
71 SINKEWITZ, Patrik GER Ranking: 696
72 GRABOVSKY, Dmytro UKR Ranking: 400
73 KONDRUT, Vitaly UKR Ranking: 2136
74 KOSTYUK, Denys UKR Ranking: 919
75 KRIVTSOV, Dmytro UKR Ranking: 1424
76 SCOGNAMIGLIO, Carlo ITA Ranking: 624
77 PIDGORNY,Ruslan UKR Ranking: 231
78 KVACHUK, Oleksandr UKR Ranking: 776
79
DD CANCIANI, Leonardo ITA
O alemão Patrik Sinkewitz foi um dos mais regulares na Volta a Portugal do ano passado, esperando-se mais uma boa exibição em 2010. Veremos se suficiente para chegar ao pódio. O ucraniano Ruslan Pidgornyy também deu indicações positivas em 2009.

CarmioOro-NGC
País: Grã-Bretanha
Vitórias internacionais: 8
CQ Ranking: 29.º
Bicicletas: De Rosa
81 PARDILLA, Sergio ESP Ranking: 47
82 SELLA, Emanuele ITA Ranking: 86
83 RATTO, Daniele ITA Ranking: 354
84 PERUFFO, Enrico ITA Ranking: 588
85 TIZZA, Francesco ITA Ranking: –
86 TONTI, Andrea ITA Ranking: 1364
87 TAMAYO, Diego COL Ranking: 2063
88 BERTHOU, Eric FRA Ranking: 1246
89 BEURET, Laurent SUI Ranking: 664
DD PELLICONI, Roberto
Os nomes de quem todos falavam confirmaram-se. Os trepadores Emanuele Sella e Sergio Pardilla estão inscritos e podem constituir uma dupla ameaça para os interesses das equipas portuguesas.

Caja Rural
País: Espanha
Vitórias internacionais: 0
CQ Ranking: 46.º
Bicicletas: BH
91 HERRADA, Jose ESP Ranking: 220
92 REIG, Ruben ESP Ranking: –
93 CHUZHDA, Oleg UKR Ranking: 910
94 PEÑA, Aketza ESP Ranking: 903
95 SOBRINO, Joaquim ESP Ranking: 823
96 RODRIGUES, Vitor POR Ranking: 2447
97 GARCIA, Egoitz ESP Ranking: 1049
98 FERRARI, Fabricio URU Ranking: 777
99 LANA, Guillermo ESP Ranking: 1057
DD GOIKOETXEA, Eugenio ESP
Sem presença na Vuelta, a Caja Rural investe muito na Volta a Portugal, principal competição do seu calendário. José Herrada, uma das esperanças do ciclismo espanhol, é o chefe-de-fila de uma equipa que conta com um português, Vítor Rodrigues, como membro de um colectivo homogéneo.

Xacobeo Galicia
País: Espanha
Vitórias internacionais: 1
CQ Ranking: 38.º
Bicicletas: BH
101 OLIVEIRA, Nelson POR Ranking: 290
102 DOMINGUEZ, Gustavo ESP Ranking: 748
103 ESTEVEZ, ASER ESP Ranking: –
104 FERNANDEZ, Alberto ESP Ranking: –
105 GARCIA, Rodrigo ESP Ranking: 1439
106 DE SEGOVIA, Jose ESP Ranking: 758
107 ISAYCHEV, Vladimir RUS Ranking: 1112
108 RODRIGUEZ, Gustavo ESP Ranking: 1077
109 PACHECO, Francisco ESP Ranking: 894
DD VIDAL, José Ángel ESP
O jovem Nelson OLiveira é a principal referência do bloco galego, que atravessa a fronteira com a segunda linha de opções. O sprinter Francisco Pacheco vai tentar reeditar o sucesso conquistado na Volta de 2008, naquela que é uma das últimas oportunidades para corrigir uma temporada de 2010 para esquecer.

Andalucía-CajaSur
País: Espanha
Vitórias internacionais: 3
CQ Ranking: 40.º
Bicicletas: Orbea
111 VICIOSO, Angel ESP Ranking: 122
112 ROSENDO, Jesus ESP Ranking: 2008
113 RAMIREZ, Javier ESP Ranking: 943
114 ESTRADA, Juan ESP Ranking: 1991
115 CABELLO, Antonio ESP Ranking: –
116 LECHUGA, Pablo ESP Ranking: 2139
117 Lobato, Juan ESP Ranking: –
118 CANO, Jose ESP Ranking: –
119 AGUILAR, Jose ESP Ranking: –
DD CABELLO, Antonio ESP
É candidata ao estatuto de equipa mais débil da corrida. Ángel Vicioso está inscrito como chefe-de-fila, mas é acompanhado por um grupo de corredores sem tarimba, entre os quais estão três estagiários.

Bbox Bouygues Telecom
País: França
Vitórias internacionais: 17
CQ Ranking: 16.º
Bicicletas: Colnago
121 BERNAUDEAU, Giovanni FRA Ranking: 955
122 BICHOT, Freddy FRA Ranking: 511
123 BONNET, William FRA Ranking: 226
124 GENE, Yohann FRA Ranking: 369
125 JEROME, Vincent FRA Ranking: 2101
126 LEFEVRE, Laurent FRA Ranking: 700
127 PICHOT, Alexandre FRA Ranking: 527
128 QUEMENEUR, Perrig FRA Ranking: 1184
DD RODRIGUEZ, Jean François FRA
A equipa francesa tem vindo a coleccionar bons resultados ao longo do ano. Não viaja para Portugal com as principais referências, mas ainda assim poderá sobressarir nos sprints, por intermédio de William Bonnet.

Saur-Sojasun
País: França
Vitórias internacionais: 16
CQ Ranking: 26.º
Bicicletas: Definitive Gitane
131 CASPER, Jimmy FRA Ranking: 205
132 ENGOULVENT, Jimmy FRA Ranking: 460
133 LEMOINE, Cyril FRA Ranking: 355
134 LEVARLET, Guillaume FRA Ranking: 407
135 MARINO, Jean Marc FRA Ranking: 646
136 MARTIAS, Rony FRA Ranking: 451
137 SIMON, Julien FRA Ranking: 263
138 TALABARDON, Yannick FRA Ranking: 420
DD Guille, Nicolas FRA
Jimmy Casper é um dos bons sprinters europeus e a sua presença promete animar as chegadas em pelotão compacto. A equipa gaulesa, que dificilmente conseguirá resultados dignos de nota na geral, vai tentar triunfos parciais. Logo a abrir, conta com o especialista em prólogos Jimmy Engoulvent.

Amore & Vita-Conad
País: Ucrânia
Vitórias internacionais: 3
CQ Ranking: 87.º
Bicicletas: Dynatec
141 METLUSHENKO, Yuriy UKR Ranking: 643
142 DABROWSKI, Jaroslaw POL Ranking: 2033
143 SANDERSON, Nicholas AUS Ranking: –
144 COLEX TEPOZ, Bernardo MEX Ranking: 2048
145 GRETCHYN, Sergy UKR Ranking: 1171
146 BILEKA, Volodymyr UKR Ranking: 1645
147 NOVAK, Jakub SKV Ranking: 1080
148 STARCHYK, Volodymyr UKR Ranking: 548
149 BORISOV, Vladislav RUS Ranking: 1500
DD GAGGIOLI, Roberto
A equipa que se especializou em lançar novos valores e em recuperar corredores que se arrependam de ter-se dopado não tem nomes muito sonantes. O mais conhecido é Volodymyr Bileka, que representou a Discovery Channel e a Silence-Lotto, antes de ser apanhado nas malhas do doping. É um contra-relogista regular, tal como Volodymyr Starchyk. Yuri Metlushenko é rápido nas chegadas em grupo.

Rabobank Continental
País: Holanda
Vitórias internacionais: 14
CQ Ranking: 54.º
Bicicletas: Giant
151 ADAMS, Joeri BEL Ranking: 1862
152 BOL, Jetse NED Ranking: 531
153 BROERS, Remco NED Ranking: –
154 BULGAC, Brian NED Ranking: –
155 KEIZER, Martijn NED Ranking: 921
156 SINKELDAM, Ramon NED Ranking: –
157 SLAGTER, Tom-Jelte NED Ranking: 1035
158 VAN POPPEL, Boy NED Ranking: 996
159 VERMELTFOORT, Coen NED Ranking: 325
DD KUIJS, Piet NED
A juventude e a inexperiência do colectivo holandês fazem adivinhar dias muito duros para estes ciclistas na canícula portuguesa. Em provas de menor dimensão, Coen Vermeltfoort dá cartas nos sprints, Martijn Keizer mostra categoria em contra-relógios curtos e Jetse Bol tem conseguido bons resultados em “cronos” mais extensos. Falta ver como se comportam perante adversários como os que vão encontrar na Volta.

Nota: O CQ Ranking é a tabela de referência, pois contabiliza os resultados em todas as corridas internacionais, dando diferentes pontuações consoante os escalões. É uma classificação que permite uma melhor comparação entre a valia das equipas e dos corredores, pois agrupa todos os resultados na mesma tabela, ao contrários dos Rankings da UCI, espartilhados entre o Ranking Mundial e os Rankings Continentais.

ETAPA A ETAPA
4 Agosto: Prólogo – Viseu – Viseu, 5,5 km (C/R)

Treze rotundas em apenas 5,5 quilómetros mostram quão técnico será este exercício individual. Corredores explosivos e “malabaristas” estão em vantagem. Os principais favoritos deverão optar por uma postura cuidadosa para não deitarem tudo a perder num acidente. Há para diante muitas outras oportunidades para ganhar tempo.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
440 Partida: Av. Europa 0 5,5 14h30*
433 Rotunda Póvoa de Abravezes 1,4 4,1 14h31
431 Rotunda 229 3 2,5 14h33
426 Túnel 4,7 0,8 14h35
433 Meta: Av. Europa 5,5 0 14h36
*Primeiro corredor a partir

5 Agosto: Etapa 1 – Gouveia – Oliveira de Azeméis, 188 km

Oliveira de Azeméis, pela proximidade geográfica, vem substituir em finais de etapa a cidade de São João da Madeira, que já habituara o pelotão a banhos de multidão. O muito público que se espera na recta da meta terá, provavelmente, oportunidade de ver os sprinters em acção, pois a viagem não tem dificuldades que permitam antever que o pelotão se parta pela caminho.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
450 Partida: Piscinas 0 188 12h30
527 Mangualde 19,3 168,7 13h12
448 Maceira do Dão 24,7 163,3 13h20
418 Algeraz 32 156 13h30
348 Parada de Gonta 52,6 135,4 14h00
318 Tondela 63,1 124,9 14h15
298 Meta Volante: Campo de Besteiros 72,6 115,4 14h28
303 Ladeira: Início de subida 73 115 14h29
875 P. Montanha 2.ª Cat. Caramulo 85,5 102,5 14h47
477 Paúl 97 91 15h03
47 Alhandra 116,4 71,6 15h31
29 Meta Volante: Águeda 119,8 68,2 15h36
154 Albergaria-a-Nova 141,7 46,3 16h07
207 1.ª passagem na meta, Av. D. Maria I 153,4 34,6 16h23
262 Meta Volante: Nogueira do Cravo 164,8 23,2 16h40
207 Meta: Av. D. Maria I 188 0 17h13

6 Agosto: Etapa 2 – Aveiro – Sr.ª Assunção (Santo Tirso), 152,3 km

A chegada à Senhora da Assunção não é excessivamente dura, mas vai proporcionar a primeira selecção de valores. Surgindo tão cedo no calendário da corrida pode ter efeitos contraditórios. Por um lado, as reservas de energia ainda são muitas, sendo mais difícil marcar diferenças significativas. Por outro, há ciclistas que precisam de mais dias de competição para atingirem os melhores níveis, podendo passar mal na escalada tirsense.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
37 Partida: Centro de Congressos 0 152,3 13h25
30 Cacia 3 149,3 13h44
31 Canelas 10,7 141,6 13h55
48 Avanca 19,1 133,2 14h07
47 Ovar (por fora) 28,6 123,7 14h21
141 Caniço do Espargo 37,6 114,7 14h35
270 Arcozelo 50 102,3 14h53
252 Fagilde 57,9 94,4 15h04
63 Pedorido 70,5 81,8 15h23
49 Início de subida 71,2 81,1 15h24
294 P. Montanha 3.ª cat. 77,4 74,9 15h33
209 Castelo de Paiva 83,4 68,9 15h42
188 Cruz da Agra 88,1 71,2 15h48
126 Torre 93,4 58,9 15h56
250 Galegos 100,1 52,2 16h06
211 Meta Volante: Paredes 109,7 42,6 16h20
307 Baltar 113,3 39 16h25
340 Vandoma 115,8 36,5 16h29
261 Rebordosa 119 33,3 16h34
252 Meta Volante: Lordelo 124,5 27,8 16h42
197 Agrela 131,3 21 16h52
141 Água Longa 133,5 18,8 16h55
166 Lamelas 135,4 16,9 16h58
102 Meta Volante: Santo Tirso 144 8,3 17h10
80 Início de subida 146 6,3 17h13
470 Meta e P. Montanha 2.ª cat. Sr.ª Assunção 152,3 0 17h22

7 Agosto: Etapa 3 – Santo Tirso – Viana do Castelo, 173,7 km

Na véspera da primeira abordagem mais profunda à montanha, os roladores e os velocistas quererão mostrar serviço. Seria uma surpresa se fosse consentida uma fuga que impedisse os finalizadores de assumirem o protagonismo.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
75 Partida: Pç. 25 de Abril 173,7 12h45
122 Santiago de Antas 1,5 172,2 13h02
148 Brufe 5,2 168,5 13h07
91 Viatodos 9,5 164,2 13h14
111 Rio Covo 14,6 159,1 13h21
57 Midões 17,5 13h26
72 Lama 35,6 138,1 13h53
61 Soutelo 46,2 127,5 14h09
100 Meta Volante: Vila Verde 52,1 121,6 14h18
109 Geme 53 120,7 14h19
92 Início de subida 55,4 118,3 14h23
319 P. Montanha 3.ª cat. Portela do Vade 62,4 111,3 14h33
111 Vade S. Pedro 67,8 105,9 14h41
101 Aguiã 83,2 90,5 15h04
90 Rio Moinhos: Início de subida 85,3 88,4 15h07
660 P. Montanha 2.ª cat. Extremo 101,7 72 15h32
471 Cabeluda 106,2 67,5 15h39
418 Meta Volante: Paredes de Coura 111,4 62,3 15h45
577 Rendufe 117 56,7 15h55
252 Barrió 123,7 50 16h05
86 Arcozelo 129,2 44,5 16h13
63 Paço Lanhezes 141,6 32,1 16h32
91 Santa Marta de Portuzelo 150,2 23,5 16h45
55 Viana do Castelo 152,2 21,5 16h48
61 Meta Volante: Meadela 154,1 19,6 16h51
24 1.ª passagem na Meta: Av. Campos Castelo 157,4 16,3 16h56
24 Meta: Av. Campos Castelo 173,7 0 17h20

8 Agosto: Etapa 4 – Barcelos – Senhora da Graça, 175,8 km

A etapa da Senhora da Graça viria a revelar-se decisiva no desfecho da edição transacta da Volta, porque os ataques deram-se na penúltima subida, no Alvão. Em 2010 não há Alvão, mas surge no cardápio a difícil escalada para o Alto de Campanhó, cujas características e colocação no percurso permitem, se alguma equipa tiver capacidade para isso, endurecer e a corrida e quebrar o pelotão ainda longe da escalada final ao monte Farinha, até à ermida da Senhora da Graça.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
65 Partida: Largo da Feria 0 175,8 12h30
92 Lama 5,4 170,4 12h48
96 Cabanelas 9,7 166,1 12h59
64 Vila do Prado 12,6 163,2 12h59
67 Soutelo 16 159,8 13h05
103 Rendufe 20,9 154,9 13h13
121 Carrazedo 22,5 153,3 13h15
120 Amares 24,2 151,6 14h18
147 Goães 30,7 145,1 13h28
167 Dornas 38,7 13h41
282 Rio Caldo 46,1 129,7 13h52
187 Início de subida 49,7 126,1 13h58
542 P. Montanha 3.ª cat. Caniçada 56 119,8 14h08
420 Meta Volante: Vieira do Minho 60,5 115,3 14h15
361 Vila de Rossas 66,6 109,2 14h25
574 Bucos 77,3 98,5 14h42
346 Cabeceiras de Basto 86,7 89,1 14h56
271 Meta Volante: Arco de Baúlhe 95,6 80,2 15h10
288 Seixo – Corgo 103,8 72,1 15h23
280 Início de subida 122,2 53,6 15h52
1005 P. Montanha 1.ª categoria Alto Campanhó 135,3 40,5 16h13
385 Ermelo 148,2 26,1 16h36
234 Meta Volante: Mondim de Basto 164,1 11,7 16h59
320 Início de subida 167,6 8,2 17h04
950 Meta e P. Montanha 1.ª categoria Sr.ª Graça 175,8 0 17h17

9 Agosto: Descanso

10 Agosto: Etapa 5 – Fafe – Lamego, 172,4 km

Esta tirada pode ser uma caixinha de surpresas. Um carrossel com cinco contagens de montanha irá, certamente, causar problemas, sobretudo se o calor abafado da região não der um dia de tréguas. As maiores dificuldades encontram-se pelo caminho, pois, apesar de a meta coincidir com uma contagem de montanha de segunda categoria, a subida propriamente dita termina a cerca de dois mil metros da chegada.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
405 Partida: Pavilhão Multiusos 0 172,4 12h50
465 Início de subida 1,4 171 13h02
709 P. Montanha 3.ª categoria Lameira 9,5 162,9 13h14
599 Gandarela de Baixo 11,6 160,8 13h17
455 Quintela 15,3 157,1 13h22
264 Arco de Baúlhe 21,9 150,5 13h32
260 Carrapata 24,6 147,8 13h36
233 Ponte de Cavez 33,3 139,1 13h49
221 Início de subida 34,2 138,2 13h51
704 P.Montanha 3.ª categoria Portela Samta Eulália 46,6 125,7 14h10
913 Carrazede do Alvão 54 118,4 14h21
916 Meta Volante: Paredes do Alvão 57,8 114,6 14h26
734 Início de subida 64,2 108,2 14h36
1020 P. Montanha 3.ª categoria Guilhado 71 101,4 14h46
889 Campo de Jales 74,4 98 14h51
787 Cortinhas 79,8 92,6 14h59
731 Fiolhoso 88,1 84,3 15h12
682 Levandeira 90,6 81,8 15h15
749 Pópulo 92,7 79,7 15h19
630 Meta Volante: Alijó 108,1 64,3 15h42
166 Pinhão 122,6 49,8 16h03
132 Folgosa do Douro 137,8 34,6 16h26
127 Início de subida 140 32,4 16h30
575 P. Montanha 2.ª categoria Armamar 146,6 25,7 16h40
505 Meta Volante: Parada do Bispo 152,4 20 16h48
126 Início de subida 160,4 12 17h00
298 Quintião 164,3 8,1 17h06
303 Sande 164,6 7,8 17h06
523 Meta e P. Montanha 2.ª Cat. Av. Alfredo Sousa 172,4 0 17h18

11 Agosto: Etapa 6 – Moimenta da Beira – Castelo Branco, 221,1 km

A segunda metade da Volta é extremamente dura. Depois de uma ligação de permanente sobe-e-desce, é a vez de uma maratona de 221,1 quilómetros pelo habitualmente quente interior do país. Formando-se um grupo de fugitivos sem corredores perigosos para a geral, é previsível que o pelotão tire uma “folga” e permita que os aventureiros cheguem à meta adiantados.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
700 Partida: Pavilhão Municipal 0 221,1 11h40
613 Prados de Cima 4,3 217,9 11h54
611 Prados de Baixo 4,7 216,8 11h56
593 Vila da Ponte 9,3 211,8 12h03
636 Ponte do Abade 17,8 203,3 12h16
654 Benevende 24,1 197 12h26
799 Rio de Mel 28,9 12h33
872 Meta Volante: Trancoso 36,9 184,2 12h45
576 Freches 45,2 175,9 12h57
480 Celorico da Beira 55,6 165,5 13h13
513 Lageosa do Mondego 59,8 161,3 13h19
486 Porto da Carne 64,9 156,2 13h27
518 Início de subida 66 155,1 13h29
1005 P. Montanha 3.ª categoria Guarda 78,8 142,3 13h48
918 Catraia do Sartelhão 91,7 129,4 14h07
859 Adão 95,3 125,8 14h12
801 Pêga 99,3 121,8 14h18
781 Meta Volante: Sabugal 109,3 111,8 14h33
796 Santo Estevão 118,3 102,8 14h47
674 Torreiro das Bruxas 121,7 99,4 14h52
532 Meimoa 130,3 90,8 15h05
420 S. Miguel Acha 164 57,1 15h56
415 Escalos de Cima 176,8 44,3 16h15
436 Meta Volante: Castelo Branco (Portas do Sol) 191,8 29,3 16h37
433 1ª passagem Meta: Av. das Palmeiras 202,9 18,2 16h54
433 Meta: Av. das Palmeiras 221,1 0 17h21

12 Agosto: Etapa 7 – Idanha-a-Nova – Torre, 168 km

Os corredores chegam à Torre pela vertente de Seia, mais longa mas menos exigente do que a escalada desde a Covilhã. Mas quando se trata de chegar a quase dois mil metros de altitude não há facilidades. Se não ficar encontrado o vencedor da Volta, pelo menos será reduzido o lote de ciclistas com aspirações.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
415 Partida: Terminal Rodoviário 0 168 12h30
353 Oledo 5,1 162,9 12h48
396 Orca 22 146 13h16
493 Vale de Prazeres 30,8 137,2 13h31
535 Meta Volante: Fundão 43,9 124,1 13h53
452 Telhado 50 118 14h03
423 Barco 57,7 110,3 14h16
510 Paúl 62,2 105,8 14h23
521 Taliscas 66,6 101,4 14h31
661 Meta Volante: Unhais da Serra 75 93 14h45
658 Início de Subida 77,6 90,4 14h49
856 P. Montanha 3.ª categoria Alto Teixeira 94,3 73,7 15h17
468 Ribeira 106,6 61,4 15h37
313 Início de subida 112,6 55,4 15h47
971 P. Montanha 1.ª categoria Alto Carrazedo 122,3 45,7 16h03
592 São Romão 135,2 32,8 16h25
557 Meta Volante: Seia 136,9 31,1 16h28
556 Início subida 139,5 28,5 16h32
738 Aldeia da Serra 142,1 25,9 16h36
1081 Sabugueiro 148,8 19,2 16h48
1562 Lagoa Comprida 157,4 10,6 17h02
1961 Meta e P. Montanha cat. Especial 168 0 17h20

13 Agosto: Etapa 8 – Oliveira do Hospital – Oliveira do Bairro, 169,9 km

Dia para os sprinters voltarem a dar nas vistas, caso ainda estejam em condições de o fazer, depois da dureza que já terá sido deixada para trás. Não é de excluir a possibilidade de haver uma fuga vencedora.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
574 Partida: Largo da Feira 0 169,9 13h00
553 Venda Galizes 2,7 167,2 13h18
504 Venda da Esperança 6,8 163,1 13h24
397 Venda do Porco 12,7 157,2 13h38
347 Gândara de Espariz 16,2 153,7 13h38
305 Catraia do Mouronho 19,5 150,4 13h42
303 Venda da Serra 21,6 148,3 13h45
298 Ramal de Pombeiro 27,1 142,8 13h53
240 S. Martinho da Cortiça 31,4 138,5 13h59
229 Sobreira 33,8 136,1 14h03
111 Início subida – Ponte da Mucela 38,2 131,7 14h09
313 P. Montanha 3.ª categoria Lavegadas 43,1 126,8 14h16
208 S. Miguel de Poiares 46 123,9 14h20
233 Lamas 72,3 97,6 14h58
230 Bruscos 77,8 92,1 15h06
165 Casa Novo 81 88,9 15h10
62 Sebal 88,3 81,6 15h21
28 Casével 91,3 78,6 15h25
19 Paniça 98,1 71,8 15h35
34 Alfarelos 100,6 69,3 15h38
21 Montemor-o-Velho 105,2 64,7 15h45
81 Casal dos Moutinhos 113 56,9 15h56
99 Amieiro 116,3 53,6 16h01
119 Lemede 124,2 45,7 16h21
75 Meta Volante: Cantanhede 129,8 40,1 16h20
97 Fonte Errada 136,5 33,4 16h30
77 Meta Volante: Mamarrosa 145,6 24,3 16h43
82 1.ª passagem na Meta: Câmara Municipal 157,2 12,7 16h59
100 Meta Volante: Sangalhos 161,7 8,2 17h06
82 Meta: Câmara Municipal 169,9 0 17h17

14 Agosto: Etapa 9 – Pedrógão – Leiria, 32,6 km (C/R)

Diz-se que um contra-relógio em final de Volta se ajusta melhor a quem chegue em boa condição física do que aos especialistas mais puros. No entanto, o percurso deste, em estradas planas, favorece os mais fortes contra-relogistas. A passagem por zonas junto à praia, onde o vento poderá ser um adversário ou um aliado de peso, é mais um argumento a favor dos corredores que se sentem como peixe na água na luta contra o tempo.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
16 Partida: Rua da Maré Viva 14h15*
7 Praia da Vieira 4,1 28,5 14h20
42 Boco 10,3 22,3 14h28
45 Carvide 12,2 20,4 14h30
50 Granja 14,3 18,3 14h33
34 Ortigoza 20,9 11,7 14h43
25 Regueira de Pontes 24,7 7,9 14h48
32 Meta: Largo Cónego Maia 32,6 0 14h57
*Primeiro corredor a partir

15 Agosto: Etapa 10 – Sintra – Lisboa, 152,6 km

À semelhança das grandes provas internacionais, a Volta a Portugal recupera em 2010 a tradição de uma etapa de consagração. Ainda por cima fá-lo no coração da capital do país, levando o espectáculo do ciclismo a Lisboa. Os mais velozes ditarão leis na chegada, à sexta passagem pela meta, instalada na Avenida da Liberdade.

Altitude/Local/Km percorridos/Km a percorrer/Hora
60 Edifício Urbanismo CM Sintra 0 152,6 13h05
13 Colares 3,4 149,2 13h20
13 Praia das Maçãs 7 145,6 13h26
18 Azenhas do Mar 8,1 144,5 13h27
79 Janas 11,1 141,5 13h32
69 Nafarros 15,5 137,1 13h39
114 Morelinho 16,8 135,8 13h41
162 Aldeia Galega 20,4 132,2 13h47
134 Fação 28,5 124,1 14h00
145 Meta Volante: Pêro Pinheiro 31 121,6 14h03
162 Montelavar 31,5 121,1 14h04
57 Início subida 34,9 117,7 14h10
213 P. Montanha 3.ª categoria 37,4 115,2 14h14
227 Meta Volante: Mafra 43,2 109,4 14h23
239 Murgeira 46,7 105,9 14h28
104 Gradil 53,5 99,1 14h39
109 Vila Franca do Rosário 56,8 95,8 14h44
243 Venda do Pinheiro 64,2 88,4 14h56
178 Lousa 68,6 84 15h03
124 Casal das Oliveiras 73,5 79,1 15h11
186 Monfirre 76,2 76,4 15h15
231 Casal das Corgas 80 72,6 15h21
252 Sabugo 86,4 66,2 15h31
227 Belas 92 60,6 15h40
45 Cruz Quebrada 105,8 46,8 16h02
27 Avenida da Índia 108,7 43,9 16h06
26 Meta Volante: Lisboa, Av. 24 de Julho 113,3 39,3 16h13
24 Cais do Sodré 116 36,6 16h18
26 Ribeira das Naus 116,2 36,4 16h18
25 Praça do Comércio 116,7 35,9 16h19
26 Rua da Prata 116,9 35,7 16h19
30 Rossio 117,5 16h20
33 Restauradores 117,9 34,7 16h21
67 1ª passagem na meta: Av. da Liberdade 119,1 33,5 16h23
76 Rotunda Marquês de Pombal 119,2 33,4 16h23
94 Pç. Saldanha 120,3 32,3 16h24
99 Inversão cruzamento Av. Elias Garcia 120,9 32,3 16h24
76 Rotunda Marquês de Pombal 122,6 30 16h28
33 Restauradores 123,8 28,8 16h30
30 Rossio 124,2 28,4 16h31
67 2.ª passagem na meta: Av. da Liberdade 125,8 26,8 16h33
67 3.ª passagem na meta: Av. da Liberdade 132,5 20,1 16h44
67 4.ª passagem na meta: Av. da Liberdade 139,2 13,4 16h54
67 5.ª passagem na meta: Av. da Liberdade 145,9 6,7 17h05
67 Meta: Avenida da Liberdade 152,6 0 17h15

As 19 contagens de montanha da corrida
De todas as etapas da edição 72 da Volta a Portugal, só o prólogo e o contra-relógio individual da nona etapa não têm qualquer contagem de montanha.

No total, os corredores que chegarem ao fim da competição, terão escalado 19 subidas pontuáveis para a classificação dos trepadores: uma de categoria especial, três de primeira categoria, cinco de segunda e dez de terceira. Somando a quilometragem de todos os prémios de montanha, chegamos aos 198 quilómetros em ascensão.

Há quatro tiradas com final coincidente com contagens para o prémio da montanha. A segunda, na Senhora da Assunção (2.ª categoria), a quarta, Senhora da Graça (1.ª categoria), a quinta, Lamego (2.ª categoria), e a sétima, Torre (categoria especial). A ligação com mais metas pontuáveis para a tabela dos escaladores é a quinta, que inclui duas de segunda categoria e três de terceira.

A subida mais extensa é aquela que vai levar os corredores de Seia até à Torre, tecto de Portugal Continental, com 28,5 quilómetros de extensão. A escalada com maior inclinação média é a Senhora da Graça, com uma pendente média de 7,683 por cento.

Etapa 1: Gouveia – Oliveira de Azeméis, 188 km
2.ª Categoria Caramulo (km 88,5) – 12,5 km de subida, inclinação média 4,576%

Etapa 2: Aveiro – Sr.ª Assunção (Santo Tirso), 152,3 km
3.ª Categoria (km 77,4) – 6,2 km de subida, inclinação média 3,952%
2.ª Categoria Senhora Assunção, Meta, (km 152,3), 6,3 km de subida, inclinação média 6,190%

Etapa 3: Santo Tirso – Viana do Castelo, 173,7 km
3.ª Categoria Portela do Vade (Km 62,4) – 7 km de subida, inclinação média 3,243%
2.ª Categoria Extremo (km 101,7) – 16,4 km de subida, inclinação média 3,476%

Etapa 4: Barcelos – Senhora da Graça, 175,8 km
3.ª Categoria Caniçada (km 56) – 6,3 km de subida, inclinação média 5,635%
1.ª Categoria Campanhó (km 135,3) – 13,1 km de subida, inclinação média 5,534%
1.ª Categoria Semhora da Graça, Meta (km 175,8) – 8,2 km de subida, inclinação média 7,683%

Etapa 5: Fafe – Lamego, 172,4 km
3.ª Categoria Lameira (km 9,5) – 8,1 km de subida, inclinação média 3,012%
3.ª Categoria Santa Eulália (km 46,6) – 12,4 km de subida, inclinação média 3,895%
3.ª Categoria Guilhado (km 71) – 6,8 km de subida, inclinação média 4,206%
2.ª Categoria Armamar (km 146,6) – 6,6 km de subida, inclinação média 6,788%
2.ª Categoria Lamego, Meta (km 172,4) – 12 km de subida, inclinação média 3,308%

Etapa 6: Moimenta da Beira – Castelo Branco, 221,1 km
3.ª Categoria Guarda (km 79,8) – 13,8 km de subida, inclinação média 3,529%

Etapa 7: Idanha-a-Nova – Torre, 168 km
3.ª Categoria Teixeira (kn 94,3) – 16,7 km de subida, inclinação média 1,186%
1.ª Categoria Carrazedo (km 124,1) – 9,7 km de subida, inclinação média 6,783%
Categoria Especial Torre, Meta (km 168) – 28,5 km de subida, inclinação média 5,028%

Etapa 8: Oliveira do Hospital – Oliveira do Bairro, 169,9 km
3.ª Categoria Lavegadas (km 43,1) – 4,9 km de subida, inclinação média 4,122%

Etapa 10: Sintra – Lisboa, 152,6 km
3.ª Categoria Cheleiros (km 37,4) – 2,5 km de subida, inclinação média 6,24%

Saiba quem já ganhou nos locais onde chegam as etapas deste ano
Alves Barbosa é o corredor com mais vitórias de etapa na Volta a Portugal, somando 34 triunfos, mais dez do que os ciclistas que estão mais perto neste ranking, Joaquim Agostinho e Cândido Barbosa. O ciclista do Palmeiras Resort-Prio-Tavira tentará aproximar-se da marca na edição 72 da corrida. Embora matematicamente possível, não é de crer que o natural de Rebordosa alcance ou ultrapasse Alves Barbosa.

No pelotão da Volta deste ano haverá, tudo indica, seis corredores que poderão ganhar em locais onde já venceram. David Blanco já sabe o que é triunfar em Viseu, em Castelo Branco e na Torre (aqui ganhou por desclassificação de Nuno Ribeiro em 2009). Cândido Barbosa já ergueu os braços na Senhora da Assunção e em Lisboa. Rui Sousa e Santigo Pérez já foram os reis na Torre. André Cardoso venceu a Senhora da Graça em 2009 por desclassificação de João Cabreira e de Nuno Ribeiro. O espanhol Francisco Pacheco, que representa uma das equipas convidadas embora ainda se desconheça se vai correr ou não a Volta, dá-se bem com os ares das Beiras e já foi o mais veloz em Viseu e em Castelo Branco.

Viseu
1927 Anibal Carreto
1932 Alfredo Trindade
1933 Ezequiel Lino
1934 Ezequiel Lino
1935 Ezequiel Lino
1938 César Luis
1940 Longo Louis
1946 Fernando Moreira
1948 Império dos Santos
1949 Mário Fazzio
1950 Dalmacio Langarica
1952 Manuel Polido
1955 Ribeiro da Silva
1958 Américo Raposo
1959 Pedro Júnior
1960 Sousa Cardoso
1964 Alberto Carvalho
1966 Pedro Moreira
1967 Mário Silva
1968 Leonel Miranda
1969 António Teixeira
1977 João Sampaio
1981 Venceslau Fernandes
2003 Claus Möller
2004 Jose Cayetano Julia
2005 Claus Möller
2006 Martín Garrido
2007 Héctor Guerra
2008 Francisco Pacheco
2009 David Blanco

Oliveira de Azeméis
2010 – Estreia

Santo Tirso
1994 Pedro Silva
2005 Cândido Barbosa
2007 Cândido Barbosa (Sr.ª Assunção)
2008 Nuno Ribeiro (Sr.ª Assunção)
2009 Rubén Plaza (Sr.ª Assunção)

Viana do Castelo
1931 João Francisco
1932 José Maria Nicolau
1941 João Lourenço
1946 Custódio dos Reis
1949 Fernando Moreira
1950 Joaquim Pascual
1956 Onofre Tavares
1985 Manuel Neves
1990 Pedro Silva
1992 Pedro Silva

Senhora da Graça
1978 João Costa
1979 Marco Chagas
1981 Benjamim Carvalho
1983 Venceslau Fernandes
1984 Manuel Cunha
1985 Marco Chagas
1986 Carlos Moreira
1987 Manuel Vilar
1988 Carlos Moreira
1989 Santiago Portillo
1990 Joaquim Gomes
1991 Jorge Silva
1992 Cássio Freitas
1993 Quintino Rodrigues
1994 Felici Puttini
1995 António Correia
1996 Massimiliano Lelli
1997 Zenon Jaskula
1998 Jose Luis Aguado Rebollo
1999 Michele Laddomada
2000 Claus Moller
2001 Jose Luis Aguado Rebollo
2002 Joan Horrach
2003 Pedro Arreitunandia
2004 David Arroyo
2005 Adolfo Garcia
2006 João Cabreira
2007 Eladio Jimenez
2008 Juan José Cobo
2009 André Cardoso

Lamego
1979 Venceslau Fernandes
1981 José Pereira
1984 Benjamim Carvalho
1989 Joaquim Gomes
1990 José Sanchez Valencia

Castelo Branco
1927 Manuel Seixas
193l António Augusto Carvalho
1932 José Maria Nicolau
1939 José Albuquerque (Faísca)
1940 Eduardo Lopes
1941 João Lourenço
1946 Onofre Tavares
1947 Max André
1948 Fernando Moreira
1949 Joaquim Apolo
1950 Dalmacio Langarica
1952 Joaquim Carreto
1956 Alves Barbosa
1957 Ribeiro da Silva
1958 João Marcelino
1959 Artur Coelho
1964 Gomes del Moral
1965 Gevaert
1966 Mário Silva
1978 João Lourenço
1980 Francisco Miranda
1993 Pedro Silva
2002 Alexis Rodriguez
2003 Victoriano Fernandez
2004 Jose Miguel Elias
2005 Rui Lavarinhas
2006 David Blanco
2007 Francisco Pacheco
2008 Danilo Napolitano
2009 Manuel Cardoso

Torre
1971 Joaquim Agostinho
1973 Joaquim Agostinho
1974 Dinis Silva
1992 Joaquim Gomes
1994 Joaquim Gomes
1995 Orlando Rodrigues
1996 Roberto Moretti
1997 Francesco Secchiari e Michele Laddomada
1998 Wladimir Belli
2000 Vítor Gamito
2001 Santiago Pérez
2002 Claus Möller
2003 Nuno Ribeiro
2004 David Arroyo
2007 Eladio Jiménez
2008 Rui Sousa
2009 David Blanco

Oliveira do Bairro
1982 Fernando Carvalho
1983 Belmiro Ribeiro

Leiria
1933 Alfredo Trindade
1938 Ildefonso Rodrigues
1939 Ildefonso Rodrigues
1940 Joaquim Sousa
1946 Fernando Moreira
1948 Délio Rodriguez
1958 Sousa Cardoso
1965 Francisco Suñe
1978 Manuel Oliveira
1979 Flávio Henriques
1980 José Martins
1981 Carlos Santos
1984 Paulo Ferreira
1999 Fulvio Frigo
2000 Ángel Edo

Lisboa
1927 Santos Almeida
1931 João Francisco
1932 José Maria Nicolau
1933 Alfredo Trindade
1934 Filipe de Melo
1935 José Marquez
1938 César Luís
1939 Fernando Lesguillon
1940 Luís Longo
1940 Luís Longo
1941 João Lourençp
1946 Driss Ben Abdesselem
1947 Eduardo Lopes
1947 Fernando Moreira
1948 Rudolfo Atílio
1948 António Maria
1949 Atílio Lambertini
1950 Guilherme Jacinto
1951 Dalmácio Langarica
1952 Inácio Ramos
1955 Alves Barbosa
1956 Pedro Polainas
1956 Américo Raposo
1956 Alves Barbosa
1957 Ribeiro da Silva
1957 Gabriel Mas
1957 José Carvalho
1958 Alves Barbosa
1958 Carlos Carvalho
1958 Alves Barbosa
1959 Américo Raposo
1959 Alves Barbosa
1960 Oreste Magni
1960 António Pisco
1961 Roberto Morales
1961 José Pacheco
1961 José Pacheco
1962 Vítor Tenazinha
1962 Lima Fernandes
1962 José Pacheco
1963 Peixoto Alves
1963 Francisco Marinho
1964 Vítor Tenazinha
1964 João Rosa
1964 Walter Boucquet
1965 Fernando Cerveira
1966 Pedro Moreira
1966 Leopold van den Neste
1966 Leopold van den Neste
1967 Sporting
1967 Jorge Corvo
1968 Leonel Miranda
1968 Pedro Moreira
1968 Romain Furnière
1969 Leonel Miranda
1969 Emiliano Dionísio
1969 Joaquim Agostinho
1970 Joaquim Agostinho
1970 Leonel Miranda
1970 Joaquim Agostinho
1971 Joaquim Agostinho
1971 Joaquim Agostinho
1972 Leonel Miranda
1972 Joaquim Agostinho
1972 Joaquim Agostinho
1973 Joaquim Agostinho
1973 Joaquim Agostinho
1974 Agustin Tamames
1974 José Amaro
1974 Fernando Mendes
1976 Marco Chagas
1977 Joaquim Andrade
1982 FC Porto
1984 António Fernandes
1989 Pedro Silva
1990 Paulo O. SIlva
1991 Orlando Rodrigues
1992 Aser Guenetxea
1993 Pedro Silva
1994 Pedro Silva
1995 Sicasal
1996 Massimiliano Gentilli
1998 Jeremy Hunt
2000 Salius Sarkauskas
2005 Javier Chacón
2006 Manuel Cardoso
2009 Cândido Barbosa

Volta a Portugal: Palmarés completo
A geral individual é a classificação mais cobiçada e a edição 72 da Volta a Portugal poderá entrar na história se David Blanco ganhar a corrida. O corredor galego é parceiro de Joaquim Agostinho e Alves Barbosa no grupo dos ciclistas com três triunfos na Volta a Portugal. Sendo o único dos tri-vencedores ainda em actividade é ele quem poderá igualar o recorde de vitórias na prova, que é pertença de Marco Chagas, que ganhou quatro edições da corrida.

Tendo em conta os corredores que ainda permanecem em actividade e os respectivos palmarés, só Cândido Barbosa poderá bater um recorde. O “Foguete de Rebordosa” poderá estabelecer um novo máximo de conquistas da camisola da regularidade/pontos. Se for o melhor nesta tabela, Cândido Barbosa fica com nove triunfos nesta classificação secundária, batendo os oito conquistados… por ele próprio. Até 2005, o máximo pertencia a Alexandre Ruas, com seis vitórias por pontos.

Na montanha não há nenhum corredor em actividade que possa, em 2010, igualar ou ultrapassar o recorde em vigor. Pertence ao malogrado José Santiago, que conquistou cinco camisolas azuis.

Geral Individual
1927 Augusto Carvalho Carcavelos
1931 José M. Nicolau Benfica
1932 Alfredo Trindade Rio de Janeiro
1933 Alfredo Trindade Rio de Janeiro
1934 José M. Nicolau Benfica
1935 César Luís Leões Alentejanos
1938 J.Albuquerque C.Ourique
1939 J.Fernandes CUF
1940 J.Albuquerque Sporting
1941 Francisco Inácio Sporting
1946 José Martins Iluminante
1947 José Martins Benfica
1948 Fernando Moreira FC Porto
1949 Dias dos Santos FC Porto
1950 Dias dos Santos FC Porto
1951 Alves Barbosa Sangalhos
1952 Moreira de Sá FC Porto
1955 Ribeiro da Silva Académico
1956 Alves Barbosa Sangalhos
1957 Ribeiro da Silva Académico
1958 Alves Barbosa Sangalhos
1959 Carlos Carvalho FC Porto
1960 Sousa Cardoso FC Porto
1961 Mário Silva FC Porto
1962 José Pacheco FC Porto
1963 João Roque Sporting
1964 Joaquim Leão FC Porto
1965 Peixoto Alves Benfica
1966 Francisco Valada Benfica
1967 Houbrechts Flandria
1968 Américo Silva Benfica
1969 Joaquim Andrade Sangalhos
1970 Joaquim Agostinho Sporting
1971 Joaquim Agostinho Sporting
1972 Joaquim Agostinho Sporting
1973 Jesus Manzaneque Messias
1974 Fernando Mendes Benfica
1976 Firmino Bernardino Benfica
1977 Adelino Teixeira Lousa
1978 Belmiro Silva Coimbrões
1979 Joaquim S.Santos FC Porto
1980 Francisco Miranda Lousa
1981 Manuel Zeferino FC Porto
1982 Marco Chagas FC Porto
1983 Marco Chagas FC Porto
1984 Venceslau Fernandes Ajacto
1985 Marco Chagas Sporting
1986 Marco Chagas Sporting
1987 Manuel Cunha Sicasal/Torreense
1988 Cayn Theakston Louletano/V.de Lobo
1989 Joaquim Gomes Sicasal/Torriense
1990 Fernando Carvalho Ruquita/Feirense
1991 Jorge Silva Sicasal/Acral
1992 Cássio Freitas Recer/Boavista
1993 Joaquim Gomes Recer/Boavista
1994 Orlando Rodrigues Artiach
1995 Orlando Rodrigues Artiach
1996 Massimiliano Lelli Saeco
1997 Zenon Jaskula Mapei
1998 Marco Serpellini Brescialat
1999 David Plaza Benfica
2000 VÍtor Gamito Porta da Ravessa
2001 Fabian Jeker Milaneza/MSS
2002 Claus Moller Milaneza/MSS
2003 Nuno Ribeiro La-Pecol
2004 David Bernabeu Milaneza/Maia
2005 Vladimir Efimkin Team Barloworld
2006 David Blanco Comunitat Valenciana
2007 Xavier Tondo LA/MSS
2008 David Blanco Palmeiras Resort – Tavira
2009 David Blanco Palmeiras Resort-Prio-Tavira

Geral Colectiva
1927 Carcavelos
1931 SL Benfica
1932 SL Benfica
1933 Sporting CP
1934 SL Benfica
1935 Campo de Ourique
1938 CUF
1939 SL Benfica
1940 Sporting CP
1941 Sporting CP
1946 Iluminante
1947 SL Benfica
1948 FC Porto
1949 FC Porto
1950 FC Porto
1951 Sangalhos
1952 FC Porto
1955 FC Porto
1956 Académico do Porto
1957 Académico do Porto
1958 FC Porto
1959 FC Porto
1960 Licor 43
1961 Sporting CP
1962 Sporting CP
1963 SL Benfica
1964 FC Porto
1965 Flandria
1966 SL Benfica
1967 Sporting CP
1968 Sporting CP
1969 FC Porto
1970 Sporting CP
1971 Sporting CP
1972 Sporting CP
1973 Sporting CP
1974 SL Benfica
1976 Sangalhos
1977 Águias de Alpiarça/Clok
1978 Lousa
1980 FC Porto
1981 FC Porto
1982 Bombarralense
1983 Rodovil/Ajacto
1984 Sporting CP/Raposeira
1985 Sporting CP
1986 Lousa/Trinaranjus
1987 Sicasal/Torreense
1988 Louletano/Vale do Lobo
1989 Boavista/Sarcol
1990 Sicasal/Acral
1991 Sicasal/Acral
1992 Sicasal/Acral
1993 Artiach
1994 Sicasal/Acral
1995 Sicasal/Acral
1996 Maia/JUmbo
1997 Recer/Boavista FC
1998 Festina Watches
1999 SL Benfica-Wintethur
2000 LA-Pecol
2001 Porta da Ravessa
2002 MIlaneza-MSS
2003 MIlaneza-MSS
2004 Milaneza-Maia
2005 Comunitat Valenciana
2006 LA Alumínios-Liberty Seguros
2007 Liberty Seguros
2008 Liberty Seguros
2009 Palmeiras Resort-Prio-Tavira

Pontos
1955 Alves Barbosa Sangalhos
1956 Alves Barbosa Sangalhos
1958 José Sousa Cardoso FC Porto
1959 Alves Barbosa Sangalhos
1962 José Pacheco FC Porto
1963 João Peixoto Alves SL Benfica
1964 Georges Vandenberghe Flandria-Romeo
1965 Romain Van Wijnberghe Flandria-Romeo
1966 Pedro Moreira SL Benfica
1967 Emiliano Dionísio Sporting
1968 Leonel Miranda Sporting
1969 Leonel Miranda Sporting
1970 Leonel Miranda Sporting
1971 Joaquim Agostinho Sporting
1972 Fernando Mendes SL Benfica
1973 Fernando Mendes SL Benfica
1974 Fernando Mendes SL Benfica
1976 Alexandre Ruas Costa do Sol
1977 Alexandre Ruas Águias-Clock
1978nAlexandre Ruas Águias-Clock
1979 Alexandre Ruas Coelima
1980 Francisco Miranda Lousa-Trinaranjus
1981 Alexandre Ruas Lousa-Trinaranjus
1982 Alexandre Ruas Lousa-Trinaranjus
1983 Carlos Santos FC Porto-UBP
1984 Paulo J. Ferreira Sporting-Raposeira
1985 Carlos Santos Sporting-Raposeira
1986 Carlos Santos Lousa-Trinaranjus-Akai
1987 Paulo Pinto Ajacto-Morphy Richards
1988 Paulo Pinto Sicasal-Torreense
1989 Paulo Pinto Sicasal-Torreense
1990 Paulo Pinto Avibom-Valouro-Lousa
1991 Pedro Silva Sicasal-Acral
1992 Pedro Silva Sicasal-Acral
1993 Pedro Silva Sicasal-Acral
1994 Pedro Silva Sicasal-Acral
1995 Alessio Di Basco Amore e Vita
1996 Massimiliano Lelli Saeco
1997 Cândido Barbosa Maia
1998 Denis Zanette Vini Caldirola
1999 Cândido Barbosa Banesto
2000 Saulius Sarkauskas LA Pecol
2001 Salvatore Commesso Saeco
2002 Angel Edo Milaneza\MSS
2003 Cândido Barbosa L.A. Pecol
2004 Cândido Barbosa L.A. Pecol
2005 Cândido Barbosa LA Aluminios
2006 Cândido Barbosa LA Aluminios-Liberty Seguros
2007 Cândido Barbosa Liberty Seguros
2008 Francisco Pacheco Barbot-Siper
2009 Cândido Barbosa Palmeiras Resort-Prio-Tavira

Montanha
1935 Filipe Melo Carcavelos
1947 Fernando Moreira FC Porto
1949 João Rebelo SL Benfica
1950 Dalmácio Langarica Académico
1951 Emilio Rodriguez Sangalhos
1952 Manolo Rodriguez Sangalhos
1955 Carlos Carvalho Fc Porto
1956 Alves Barbosa Sangalhos
1957 Ribeiro da Silva Académico
1960 Carlos Carvalho Fc Porto
1961 Carlos Carvalho Fc Porto
1962 Mário Silva Fc Porto
1963 João Peixoto Alves SL Benfica
1964 Sérgio Páscoa Sporting
1965 Leonel Moreira Sporting
1966 Sérgio Páscoa Ginásio de Tavira
1967 Leonel Miranda Sporting
1968 Leonel Moreira Sporting
1969 Joaquim Andrade Sangalhos
1970 Firmino Bernardino Sporting
1971 Joaquim Agostinho Sporting
1972 José-Luís Abilleira Caves Messias
1973 José-Luís Abilleira Caves Messias
1974 Joaquim Leite SL Benfica
1976 Luís Teixeira Coelima
1977 Joaquim Andrade Coimbrões-Arbo
1978 Firmino Bernardino Lousa-Trinaranjus
1979 Venceslau Fernandes FC Porto-UBP
1980 Floriano Mendes Sangalhos-Vinho da Bairrada
1981 Jacinto Paulinho Campiense-Belarus
1982 António Fernandes Rodovil-Isuzu
1983 Venceslau Fernandes Rodovil-ajacto
1984 Manuel Cunha Ovarense-Herculano
1985 José Santiago Selecção do Norte-Altis
1986 Fernando Carvalho Lousa-Trinaranjus-Akai
1987 José Santiago Boavista-Sportlis
1988 José Santiago Boavista-Sarcol
1989 José Santiago Boavista-Sarcol
1990 José Santiago Recer-Boavista
1991 Edgar Corredor Sicasal-Acral
1992 Joaquim Gomes Recer-Boavista
1993 Carlos Pinho Sicasal-Acral
1994 Carlos Pinho Sicasal-Acral
1995 Delmino Pereira Recer-Boavista
1996 Carlos Teixeira Recer-Boavista
1997 Michele Laddomada Amore e Vita
1998 Paolo Lanfranchi Mapei-Bricobi
1999 Pedro Cardoso Maia-Cin
2000 Felix Cardenas Kelme-Costa Blanca
2001 Pedro Martins Gresco-Tavira
2002 Gonçalo Amorim Milaneza/MSS
2003 Rui Lavarinhas Milaneza/MSS
2004 David Arroyo LA Pecol
2005 Krasimir Vasilev Duja-Tavira
2006 Ricardo Mestre Duja-Tavira
2007 André Cardoso Fercase/Rota Dos Moveis
2008 Rui Sousa Liberty Seguros
2009 Sérgio Sousa Madeinox-Boavista

Combinado
1969 Fernando Mendes SL Benfica
1970 Joaquim Agostinho Sporting
1971 Joaquim Agostinho Sporting
1972 Joaquim Agostinho Sporting
1973 Joaquim Agostinho Sporting
1977 Adelino Teixeira Lousa-Trinaranjus
1978 Firmino Bernardino Lousa-Trinaranjus
1979 Francisco Miranda Lousa-Trinaranjus
1980 Francisco Miranda Lousa-Trinaranjus
1981 Venceslau Fernandes Rodovil-Isuzu
1982 Marco Chagas FC Porto-UBP
1983 Marco Chagas Mako Jeans
1984 Venceslau Fernandes Ajacto
1985 Marco Chagas Sporting-Raposeira
1986 Marco Chagas Sporting-Laranjina C
1987 Sarafim Vieira Sporting-Vitalis
1988 Fernando Carvalho Ruquita-Feirense
1989 Joaquim Gomes Sicasal-Torreense
1990 Fernando Carvalho Ruquita-Feirense
1991 Alvaro Lozano Pony-Malta-Avianca
1992 Manuel Abreu Tensai-Mundial Confiança
1993 Orlando Rodrigues Artiach
1994 Pedro Silva Sicasal-Acral
1995 Delmino Pereira Recer-Boavista
1996 Davide Dall’Olio Amore e Vita
1997 Wladimir Belli Brescialat
1998 Marco Serpellini Brescialat-Liquigas
2000 José AzevedoMaia-MSS

Juventude
1982 Manuel Zeferino FC Porto-UBP
1983 José Xavier Lousa-Trinaranjus
1985 José Santiago Selecção do Norte-Altis
1986 Carlos Moreira Sangalhos-Recer
1987 Orlando Neves Ruquita-Feirense
1992 Quintino Rodrigues Philips-Etiel-Feirense
1994 José Azevedo Recer-Boavista
1995 José Azevedo Recer-Boavista
1996 Pedro Andrade Recer-Boavista
1997 Cândido Barbosa Maia
1998 Pedro Andrade Recer-Boavista
2000 Juan Mercado Vitalicio Seguros
2003 Rui Pinto Barbot-Torrié
2004 David Arroyo LA Pecol
2005 Vladimir Efimkin Team Barloworld
2006 Ricardo Mestre Duja Tavira
2007 Tiago Machado Riberalves-Boavista
2008 Tiago Machado Madeinox–Boavista
2009 Tiago Machado Madeinox-Boavista

Metas Volantes
1959 Alves Barbosa Sangalhos
1963 António Baptista Sangalhos
1965 Francisco Valada SL Benfica
1967 Pedro Moreira SL Benfica
1968 Pedro Moreira SL Benfica
1969 Pedro Moreira SL Benfica
1970 Leonel Miranda Sporting
1971 Emiliano Dionísio Sporting
1972 Manuel Gomes Sporting
1973 Francisco Miranda Sporting
1974 Fernando Mendes SL Benfica
1980 Elias Campos Lousa-Trinaranjus
1981 José Amaro FC Porto-UBP
1982 Carlos Santos FC Porto-UBP
1983 Carlos Santos FC Porto-UBP
1984 Paulo J. Ferreira Sporting-Raposeira
1985 António Pinto Tavira-Macal Minarelli
1986 Carlos Santos Lousa-Trinaranjus-Akai
1987 Pedro Silva Sangalhos-Recer
1988 Carlos Marta Vigor-Lousa
1989 Carlos Marta Vigor-Lousa
1990 Carlos Marta Orima-Cantanhede
1991 Peter Petrov Bom Petisco-Tavira-Iba
1992 Carlos Marta Bom Petisco-Tavira-Iba
1993 Stancho Stanchev Bom Petisco-Tavira
1994 Walter Castignola Navigare
1995 Gonçalo Amorim Sicasal/Acral
1996 José Barros W52 P.Fib.
2000 Pedro Martins Gresco-Tavira
2001 Pedro Martins Gresco-Tavira
2002 Helder Lopes Porta Ravessa-Zurich

Pontos Quentes
1991 Peter Petrov Bom Petisco-Tavira-Iba
1992 Stancho Stanchev Bom Petisco-Tavira-Iba

Sprints Especiais
1997 Manuel Liberato Troiamarisco
1998 Peter Petrov Gresco-Tavira
1999 Nelson Vitorino Gresco-Tavira

5 comentários a “Guia da 72.ª Volta a Portugal”

  1. Muitos parabéns José Carlos por este excelente Guia da Volta.

    Para mim, que lá vou estar, é uma excelente ajuda.

    À imagem do que fiz no Tour saberei dizer qual a fonte de tanta informação.

    Um grande abraço,
    Pedro Martins

    PS – São trabalhos como este que também ajudam, e muito, ao desemvolvimento do CIclismo.

  2. Espectacular trabalho. Disto sim tem de viver o jornal ciclismo não é desses comentários que só maldizem o ciclismo que são aceites indiscriminadamente.
    Parabéns!

Os comentários estão fechados.