O Nacional do Prémio Carreira

Texto e fotos: Henrique Gomes

Claro, assistir a uma competição de ciclismo na  zona da Feira, é sempre o prazer de reencontrar velhos conhecidos.

Todos nós temos de perceber, que já assistimos a muitas corridas, parecidas com a deste domingo já passámos por situações parecidas. Corridas, por vezes, monótonas, mas estar junto da estrada é estar vivo.

Poucos desportos nos dão tanto tempo para reflexão como o ciclismo: Aquele tempo à espera que os ciclistas regressem ao ponto de passagem é infinitamente curto, para tanta reflexão. Claro, o ciclismo não é um desporto moderno. Na actualidade, ninguém espera por nada, tem de ser tudo imediato. Não deveremos culpar só a modalidade pelo facto de termos menos gente nas bermas da estrada. São sinais do tempo.

Estávamos na fonte do ciclismo nacional. São incomensuráveis os pelotões de ciclistas amadores que encontramos por estes lados. Com elementos mais ou menos conhecidos:

Abraço, Eduardo Correia, das pessoas mais simpáticas que encontrei no ciclismo.
Era domingo, e as pessoas gostam de vestir as suas melhores roupas, como é o caso deste senhor.

Esta imagem dói. Muito mesmo. Ovar, tanto perto da Feira e tão longe na cultura do ciclismo.
Ok. Competição. Vamos lá.

Tive a fortuna de estar perto do local onde se deu a fuga, onde ia já incluído Rui Sousa: Tarei.

Terei a dizer que Rui sempre foi muito cuidadoso no seu posicionamento da fuga. Sempre muito escondido, muito protegido. Vejam vários momentos da fuga e reparem no local onde Rui Sousa se coloca.

Sempre protegido. Astuto, Rui Sousa, aproveitou as várias contingências da corrida para estar no local certo no momento certo. Quando o ataque se deu, ainda era cedo, as antenas não estavam sintonizadas para o castelo ilusão.

2Em certas artes, são atribuídos prémios carreira. No domingo, Rui Sousa teve uma cerimónia parecida. Claro que o prémio não foi atribuído, foi conquistado, mas não deixa de ser bem entregue.

Toda a gente estava satisfeita. Sim, porque este ano tem havido vencedores de etapas e prémios que, normalmente, nem nos cinquenta primeiros de uma competição a sério ficariam. Outro sinal dos tempos: O pelotão está mais debilitado. Havia o receio de a camisola de campeão nacional cair em alguém que não tivesse a moldura atlética que justificasse tal feito.

Poderíamos ter algum campeão a quem tivessemos de esconder, tapar o rosto. Não foi o caso. Pessoalmente, preferia ver esta camisola no próximo Tour.

11Os estrangeirados fizeram parte da corrida competindo uns contra os outros. Sobretudo Rui Costa e Tiago Machado.

No final da corrida, Rui Sousa salientou as suas vitórias mais importantes: Nacional e Serra da Estrela na Volta onde andou de Amarelo.

Para um ciclista profissional, ser campeão nacional é um sonho de miúdo, que se torna realidade.

Rui Sousa, ao iniciar a subida destes degraus, sabia que também poderia apelidar estas escadas como:

Final de festa bonito, cordial, com as trincadelas nas medalhas, já habituais.

Um dia ainda vamos ter as medalhas a trincar os ciclistas, para ver se estes são verdadeiros.

Depois de uma noite de sábado animada, culpa de amigos que só pensam em se divertir, voltei para casa e segui o exemplo deste senhor


Durante o resto da tarde houve uns jogos de futebol com muito ruído de fundo. Juro que não ouvi nada.

HenriqueGomes

13 comentários a “O Nacional do Prémio Carreira”

  1. O senhor de barriguinha foi ciclista do F.C.Porto, chama-se Jose Marques, e que venceu muitas provas de veteranos e incluisivé chegou a ser campeão nacional.

  2. a segunda foto daquele senhor é a melhor barriguinha de umas boas minis:D

  3. “um dia ainda vamos ter as medalhas a trincar os ciclistas para ver se estes sao verdadeiros” q palhaçada, se n aparece se a boquinha do doping eq eu me admirava…

  4. ta uma boa apresentaçao so acho k estao a falhar num pormonor que é tb evidenciar um pouco o vitor rodruigues , que tb correr no estrangeiro e é um exelente correrdor profissional e humilde..

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