Palmeiras Resort-Tavira começa 2009 em prova dura com adversários de respeito

A primeira corrida do ano da Palmeiras Resort-Tavira é o Tour de San Luis, que se disputa na Argentina de amanhã até dia 25. Trata-se de uma prova que traz boas recordações aos algarvios, que ali venceram em 2008, através de Martín Garrido. Só que a edição deste ano, a terceira da história do Tour de San Luis, nada tem a ver com as corridas dos anos transactos. A subida do escalão 2.2 à categoria 2.1 da União Ciclista Internacional (UCI) atraiu um pelotão mais luxuoso, onde pontificam homens como Ivan Basso ou Xavier Tondo. Além disso, o organizador optou por um percurso bem mais selectivo do que é costume, com duas etapas a terminarem em contagens de montanha de primeira categoria e que se juntam a um contra-relógio individual que o gráfico de altimetria anuncia ser para especialistas em “cronos”, capazes de manterem uma cadência elevada num traçado que alterna as zonas plnas com alguns topos.

O director-desportivos da Palmeiras Resort-Tavira convocou para a prova argentina um sexteto em que se destaca a experiência. David Blanco, Martín Garrido, Krasimir Vasilev, Nelson Vitorino, Alejandro Marque e Samuel Caldeira foram os escolhidos para defenderem as cores tavirenses. A tarefea não será fácil. Portugal estará ainda representado por João Correia, emigrante nos Estados Unidos da América, que defende as cores do bloco continental estadunidense Bissell Pro Cycling.

O Tour de San Luis começa amanhã com uma etapa plana de 168,4 quilómetros, que dará rodagem a todo o pelotão, permitindo uma ambientação ao clima e à competição, uma vez que vários serão os ciclistas que vão estrar-se em 2009. Mas as facilidades ficam-se por aqui. A segunda etapa, 174,4 quilómetros, tem final no Miradouro de Potrero, uma contagem de montanha de primeira categoria, com uma extensão de 4,8 quilómetros e uma inclinação média de 6,7%. Logo na jornada seguinte aparece o contra-relógio individual de 19,8 quilómetros, que ajudará a definir ainda mais a classificação individual.

A quarta etapa marca algum regresso à acalmia de orografia, embora a meta esteja colocada numa inclinada ladeira e haja um prémio de montanha de segunda categoria a menos de 20 quilómetros do final de uma tirada que somará 159. Os trepadores voltam a esfregar as mãos de felicidade à quinta etapa, que poderá considerar-se a mais selectiva da competição. Serão 204,8 quilómetros com desfecho previsto para o Mirador del Sol, que será demandado após cerca de 10 quilómetros sempre a subir, numa escalada com uma pendente média de 5,8%, que tem a curiosidade de conter um contagem de montanha de terceira categoria a meio e outra de primeira coincidente com o risco de chegada.

As duas últimas jornadas, em circuito, prometem fortes dores de pernas, devido ao constante sobe e desce. Os colectivos europeus devem apresentar-se com argumentos para discutir o triunfo, mas os ciclistas locais, com a preparação bastante mais adiantada, não serão pêra doce, esperando-se que estejam na luta pela vitória.