Clássicas para voltistas ou para dopados?

O Paris – Roubaix marcou o final da fase inicial das clássicas da Primavera, aquela em que brilham sprinters e classicómanos. Com a Amstel Gold Race, a disputar amanhã, 18 de Abril, inicia-se uma semana de corridas de um dia mais vocacionadas para corredores completos, que sobressaem habitualmente em voltas de uma semana e até mais longas. Numa análise menos benévola, mas sustentada nas estatísticas, podemos dizer que a semana que aí vem é aquela em que mais se destacam… os dopados.

José Carlos Gomes

Olhando ao palmarés da Amstel Gold Race, verificamos que quatro dos últimos sete vencedores estão ou estiveram suspensos por dopagem: Stefan Schumacher, Danilo di Luca, Davide Rebellin e Alexandre Vinokourov. Salvam-se Serguei Ivanov, Damiano Cunego e Frank Schleck. Nas derradeiras sete edições da Flèche Wallonne, Rebellin ganhou três vezes, Alejandro Valverde, Danilo di Luca e Igor Astarloa também molharam a sopa. Afastado dos escândalos de dopagem apenas Kim Kirchen. O cenário na Liège-Bastogne-Liège é semelhante: Andy Schleck é o único probo entre os sete últimos vencedores, onde estão corredores como Alejandro Valverde (duas vezes), Danilo di Luca, Alexandre Vinokourov, Davide Rebellin e Tyler Hamilton. Nenhum destes corredores acusou doping nas clássicas, ressalve-se.

Independentemente de quem a venha a ganhar, sabe-se de antemão que a Amstel Gold Race é uma corrida marcada pelos 31 muros do percurso. Contrariando a orografia holandesa, marcada pelas planícies, a clássica que se estreou em 1966, procura pequenas e duras elevações que permitam fazer a diferença. Com isso atrai corredores que estamos habituados a ver lutar pela classificação geral em provas por etapas.

Ao longo do percurso há várias fases propícias à selecção dos valores, com o encadear de subidas em poucos quilómetros. Entre o quilómetro 150 e o quilómetro 170 surgem cinco muros, que poderão fazer a primeira triagem a sério, até porque entre as dificuldades está o exigente Eyserbosweg (km 157,2). Os últimos 20 quilómetros, com começo no temível Kruisberg (km 234,7), voltam a exigir muito aos corredores, pois contemplam cinco montes, entre os quais nova ascensão a Eyserbosweg (km 236,8), o Keutenberg (km 245) e, na aproximação à chegada, Cauberg (km 257,3).

A lista de inscritos conta com dois portugueses, Sérgio Paulinho (RadioShack) e Manuel Cardoso (Footon-Servetto), entre um mar de “tubarões” das estradas: Serguei Ivanov, Alexandr Kolobnev, Joaquín Rodríguez e Fillippo Pozzato (Katusha), Maxim Iglinskiy e Enrico Gasparotto (Astana), Alejandro Valverde e Luis León Sánchez (Caisse D’Epargne), Damiano Cunego (Lampre-Farnese Vini), Roman Kreuziger e Vincenzo Ninali (Liquigas-Doimo), Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto), Robert Gesink e Lars Boom (Rabobank), Tony Martin e Maxime Monfort (Team HTC-Columbia), Christopher Horner (RadioShack), Andy e Frank Schleck (Saxo Bank), Cadel Evans (BMC), Xavier Tondo (Cervélo), entre outros.

José Azevedo, 31º em 2004, foi o português que conseguiu o melhor resultado nesta clássica holandesa, de acordo com os dados compilados por José Magalhães Castela, em Corredores Portugueses nas Grandes Provas de Ciclismo Internacional.

À Amstel segue-se, a 21 de Abril, a Flèche Wallonne, primeira da dupla de clássicas da região belga das Ardenas. Antigamente disputava-se no mesmo fim-de-semana que a Liège-Bastogne-Liège, numa dura jornada dupla. Deslocada para o meio da semana, não perdeu o encanto. Apesar de ter menos muros do que a prova holandesa, a Flèche Wallonne tem subidas suficientemente exigentes para separar o trigo do joio.

A organização, da mesma empresa que coloca de pé a Volta a França, modificou o traçado no último terço dos 198 quilómetros que ligam Charleroi ao Muro de Huy. A alteração fez com que a segunda passagem pelo duro muro de Huy não diste mais de 30 quilómetros da escalada final. Ainda assim, não será de estranhar que seja um grupo numeroso a abordar as inclinadíssimas rampas – há troços com 15 por cento -, procurando o triunfo. O espanhol Alberto Contador (Astana) é um dos pré-inscritos, numa listagem de luxo onde se encontram ciclistas do calibre de Andy Schleck, Damiano Cunego, Cadel Evans e Karsten Kroon (BMC), Robert Gesink, Igor Antón (Euskaltel-Euskadi), Bradley Wiggins (Sky), Andreas Klöden e Christopher Horner (RadioShack), Serguei Ivanov, Joaquín Rodríguez  ou Philippe Gilbert.

O desempenho dos portugueses nesta corrida teve como principais resultados, segundo o estudo de Magalhães Castela, três lugares no top 10. Acácio da Silva foi quarto em 1985 e décimo em 1984. José Azevedo foi quinto em 2002.

No dia 25 de Abril corre-se “A Decana”, alcunha por que é conhecida a Liège-Bastogne-Liège, já que foi a primeira clássica a ver a luz do dia, ainda no século XIX, em 1892. Também sob a égide da organização da Volta a França, o segundo desafio das Ardenas na mesma semana parte de Liège e chega a Ans, depois de percorridos 258 quilómetros. Tal como nas outras duas provas da mesma semana, são os muros que delimitam a fronteira entre o querer e o poder ganhar.

A necessidade de fugir de zonas de passagem habitual, por causa de troços de piso em mau estado, levou a organização a introduzir duas novas subidas, à entrada dos derradeiros 50 quilómetros:  Col du Maquisard (km 198), 2,8 km a 4.5 por cento, e Mont-Theux (km 209), 2,7 km a 5.2 por cento. As grandes decisões devem, contudo, passar pelas subidas a La Redoute (km 223), 2,1 km a 8,4 por cento, Côte de la Roche aux Faucons (km 238), 1,5 km a 9.9, e Côte de Saint-Nicolas (km 252),  1,0 km  a 11.1 por cento.

Acácio da Silva, quinto em 1984, conseguiu o melhor resultado português n’ A Decana. O mesmo corredor, em 1985, alcançou a nona posição.

Muros da Amstel Gold Race
km 10,7: Maasberg
km 30,5: Adsteeg
km 37,5: Lange Raarberg
km 54,1: Bergseweg
km 66: Sibbergrubbe
km 71,4: Cauberg
km 92,6: Wofsberg
km 98,2: Loorberg
km 108,3: Schweibergerweg
km 114,7: Camerig
km 127,7: Drielandenpunt
km 130,5: Gemmenich
km 134: Vijlenerbos
km 143,8: Eperheide
km 151,8: Gulperberg
km 155,4: van Plettenbergweg
km 157,2: Eyserbosweg
km 163,1: St. Remigiusstraat Huls
km 168,5: Vrakelber Kruishoeveweg
km 176,4: Sibbergrubbe
km 181: Cauberg
km 185,4: Geulhemmerweg
km 198,2: Bemelerberg
km 215,3: Wolfsberg
km 220,9: Loorberg
km 229,6: Gulperberg
km 234,7: Kruisberg
km 236,8: Eyserbosweg
km 240,5: Fromberg
km 245: Keutenberg
km 257,3: Cauberg

Muros da Flèche Wallonne
Km 67 – Mur de Huy (1er passage) – 1,3 km a 9.3 %
Km 106 – Côte de Peu d’Eau – 2,7 km a 3.9 %
Km 112 – Côte de Haut-Bois – 1,6 km a 4.8 %
Km 137 – Côte de Groynne – 2,0 km a 3.5 %
Km 143 – Côte de Bohisseau – 1,3 km a 7.6 %
Km 146 – Côte de Bousalle – 1,7 km a 4.9 %
Km 157 – Côte d’Ahin – 2,3 km a 6.5 %
Km 168 – Mur de Huy (2ème passage) – 1,3 km a 9.3 %
Km 187 – Côte d’Ereffe – 2,1 km a 5.9 %
Km 198 – HUY (Mur de Huy) – 1,3 km a 9.3 %

Muros da Liège-Bastogne-Liège
Km 69 – Côte de la Roche-en-Ardenne – 2,8 km a 4.9 %
Km 116.0 – Côte de Saint Roch – 0,8 km a 12 %
Km 159.0 – Côte de Wanne – 2,7 km a 7 %
Km 166.0 – Côte de Stockeu (Stèle Eddy Merckx) – 1,1 km a 10.5 %
Km 186.0 – Col du Rosier – 6,4 km a 4 %
Km 198.0 – Col du Maquisard – 2,8 km a 4.5 %
Km 209.0 – Mont-Theux – 2,7 km a 5.2 %
Km 223.0 – Côte de la Redoute – 2,1 km a 8,4 %
Km 238.0 – Côte de la Roche aux Faucons – 1,5 km a 9.9 %
Km 252.0 – Côte de Saint-Nicolas – 1,0 km a 11.1 %

Fotos: ASO

48 thoughts on “Clássicas para voltistas ou para dopados?”

  1. Tudo tão preocupado com o DOPING ( que é isso de DOPING) será que o PIB vai descer ainda mais por meia duzia de pastilhas que se tomam e não fazem mal a ninguem ? acabo de ouvir que Portugal vai no caminho da Grécia,,que morreu S.Ferreira…o que é isto á beira do Doping?…ou melhor dos que são apanhados com doping….o unico a ganhar com isto é o horta que ao apanhar um de vez em quando faz a sua festa!

  2. As pessoas ainda não perceberam que o que está em causa nesta notícia não é a referência ao doping na modalidade, esse deve ser sempre denunciado em qualquer desporto. Se os outros jornais desportivos não os referem no que toca às modalidades intocáveis, isso é outro problema. Aqui o que é criticável é a a abordagem ao assunto de forma enfática sobrepondo-a à questão desportiva e, mais grave ainda, quando não se justifica, pois nada ensombrou por enquanto as clássicas deste ano.

  3.  Actualmente trata-se pior os ciclistas que os pedófilos….
     Infelizmente o nosso jornalismo, só dá destaque ao que se passa de mal no ciclismo, tudo o que seja resultados e nomeadamente bons resultados no estrangeiro, temos que procurar nos jornais as noticias mais pequenas, senão passa despercebido…

  4. Meus amigos chega de apontar o dedo a quem unicamente relata factos. Lá em cima vejo escrito ‘Jornal de Ciclismo’ , isto não é jornal de futebol ou badminton, se os outros não o fazem é lá com eles. Era o que mais faltava que tivesse que levar com o futebol aqui também. Respeito? Então e o respeito por aqueles que escolhem correr limpo e que passam ao lado dos grandes contratos e carreira por via disso? Aí já não conta? Bem sei que o doping por si só não chega, mas entre iguais é suficiente para fazer a diferença. Se é proibido deve haver motivo para isso, ou não? Efémera é a memória que faz efémera a memória do passado. Para quem não sabe, o doping foi tolerado durante bastante tempo – já o grande Anquetil dizia: “quem pensa que é possível fazer a Volta a França só a água não sabe o que diz” – até ao dia em que um corredor tombou para o lado com os bolsos cheios de comprimidos; quantos serão precisos tombar para que se perceba isto? Ou o desporto passou a ser uma guerra onde há ‘baixas aceitáveis’? Fingir que tudo está bem e ignorar os problemas não os resolve, antes pelo contrário, pode-se varrer para debaixo do tapete que a porcaria continua lá.

  5. esta noticia e uma vergonha. e é assim que querem que o ciclismo va para a frente. com pessoas destas e que nao vai decerteza

  6. Sr Figo o que distingue as pessoas é terem valores diferentes..não sei quais os melhores.Tudo muda com o tempo…sou do tempo em que um ao défice cognitivo se chamava atraso mental…mas na realidade défice cognitivo é mais fino!…há quem reforce as ideias com gestos e gritos.Outros apresentam-se de bata branca no meio de trajes normais!..precisam de capa…ou sentem-se mal jeitoso…..

  7. Sr carvalho o que é que tentou dizer. Que mais vale ter um minuto de glória do que humildemente andar lá perto? Ou refere isso apenas sobre o que vai na cabeça dos atletas que caiem na tentação? Se assim for temos valores muito diferentes

  8. O grande paradoxo é que esses dopados,coitadinhos doentes até á medula, ganham clássicas,sobem o alpe de huez ,tourmalet, 20 dias de GIRo,TOUR e Vuelta e assim tão doentes.Terminam a carreira e ao contrário do que dizem a grande maioria tem uma vida saudável..claro que podem adoecer como qualquer mortal mas em percentagens identicas ou para menos..

    Depois temos os não dopados:fumadores ,sedentários ,bebados etc. que no fim da carreira tem a prostata num molho, os pulmoões como chaminés, barriga a esconder o trombone, o figado pior que galinhas, com a p.da artrose em tudo quanti é sitio mas enfim..não se doparam !…..para desportistas e não desportista só tenho um conselho: não prejudiquem a saude…mas se a ditadura da genética não vos favorecer , com doping ou sem doping estais F. Para os que vivem do negócios aconselho a mostrarem não só as virtudes mas também os defeitos!..a vida é curta!….o prtagonismo é efemero!

  9.   Todos a gente sabe que o dopping existe e sempre existiu,mas não é só no ciclismo, querem é fazer desta modalidade um bode espiatório…
     Basta pensar que quando surgiu a publico a operação “puerto”, estavam implicados diversos desportos,incluindo futebol e ténis…mas com esses não se consegue mexer!
     Os culpados devem ser punidos, quem acusa deve ser castigado…
     Agora fazer artigos baseados em hipóteses não é jornalismo, todos esses ciclistas de que se fala são mitos que fizeram história e ganharam clássicas de uma dureza extrema.. haja respeito!

  10. Pois é,o que é certo é que quem mama anda!
    Eu se fosse a eles tambem mamava!!e mamava mais q os outros!

  11. Olá. O Jornal de Ciclismo, quer se goste ou não, presta um duplo serviço útil à modalidade: primeiro, publica notícias actualizadas sobre Ciclismo, e; segundo, aborda sem pudores os casos de doping e tudo o que lhe está associado em termos factuais, ou seja, um assunto que os mais puritanos e sem outras ideias para abordar o assunto de forma diferente e, muito menos, para tentar diminuir este problema, não gostam de ver publicados. Eu apoio esta linha editorial, porque gosto de Ciclismo, não tolero a dopagem, e não perdou a quem está directa ou indirectamente relacionado com esta forma de fraude desportiva. É possível resistir e dizer: não quero esse caminho! Haja coragem para o fazer.

  12. Contra factos não há argumentos.

    O autor do artigo apenas constatou o que está a acontecer infelizmente alguns ciclistas teimam em não perceber, ou melhor digo a não gostar da modalidade são egoístas só olham para eles mesmos e os resultados que podem alcançar se amassem a modalidade pensariam mais a longo prazo no que estão a fazer a esta modalidade. Vergonhoso….

  13. Prováveis futuros títulos deste senhor: “Contador ganha a Volta a França se passar no controlo anti-doping” ou as “1001 razões para que os batoteiros se concentrem todos no ciclismo”. Se as pessoas não entendem que o desporto consiga sobreviver mau grado os casos de doping, corrupção na arbitragem e resultados viciados então passem para a secção de politica..ah espera, aí temos o bolor da corrupção.

  14. Boa noite, li atentamente tudo o que por aqui foi escrito, principalmente o texto escrito do JCG, o texto está FANTÁSTICO como sempre tu e o João nos vem habituando, informação da prova extremamente util para quem gosta de ciclismo e acompanha as provas anualmente e que não conhecem a história da prova. Mas JCG está FANTÁSTICO até ao momento que tocas na parte do doping, que raio tem haver o doping a ver com esta prova? alguns dos nomes que citaste como vencedores da prova acusaram algum produto proibido nos anos em que venceram a prova? NÃO, não acusaram, então porque vens manchar esta prova extraordinária com as estatisticas do doping

    Quem conhece a tua escrita já aprendeu a lidar com ela (eu já aprendi), mas tudo tem um limite, fala de doping quando existe motivos para se falar do assunto.

    Abraço e continuação de bom trabalho

  15. na minha opinião que sou um leitor assíduo a este site, mas que tb adoro o ciclismo penso que não se deve fazer um titulo destes, quantos atletas não ganharam esta prova sem doping? Façam comparação com os campeões do Tour de franca e a volta a Portugal e por ai fora, e terão que por este titulo a todas as provas, há pessoas honestas que ganharam esta prova e merecem todo o respeito.

  16. a crónica está muito bem escrita…parabéns…quanto a esse problema do doping,os ciclistas hoje em dia já sabem que se forem batoteiros acabam por ser penalizados por isso não vale a pena andarem a tentar adulterar resultados…mais vale ser último limpo do que 1º dopado…

  17. É tão fácil julgar os outros! E generalizar! Porra, já chega! Há doping sim,mas aqueles que andam de corpo e alma em cima da bicicleta horas a fio,ao frio,à chuva,ao calor insuportável, abdicando de muito tempo com a família,de diversão,de anos de vida,tratados muitas vezes como criminosos,tendo que dar satisfações da sua vida privada, esses que dormem tranquilos de noite têm que ser alvo de constantes acusações e suposições?Ainda há gente assim!! Não merecerão um pouco mais de respeito?Ou são todos uns dopados,querem ver?

    Foi um título e um início de notícia infeliz. Desejo que se continuem aqui no jornal ciclismo a enaltecer os feitos dos nossos portugueses como vêm feito e que alguns senhores jornalistas que aí andam tenham vergonha em dizer que nunca têm espaço para ciclismo no jornal e quando é para falar de doping aparece grande destaque,é que nesses dias têm sempre a sorte de ter mais espaço,sorte sorte!(Não falo do jornalciclismo)Não se esqueçam é que também andam aqui a ganhar uns trocos. Foi um desabafo de alguém que tem o ciclismo como paixão,que o vive intensamente,que sabe os sacrificios que acarreta e que lamenta que grande parte das pessoas que hoje trabalham neste meio sejam desonestos, desapaixonados e individualistas,juntos por uma causa poderíamos ir longe.É pena.

  18. eu sou afavor de controlo,mas nao sou a favor da maneira que e feito,os atletas nao sao criminosos para andarem atras deles,achou que os jornalistas abucao de mais das noticias de donpg.todas as pssoas se dopem ou com cafe cerveja vinho aguardentes toda agente as consomei.aindaa pouco tempo tinha uma dor num joelho ea dr.deume uma infiltracao n
    com deprofes,se fosse aocontrolo acusava

  19. Boas…depois de tanto ler e reflectir nao podia deixar de comentar tal noticia!!!
    TRISTE TITULO………..Obrigado Srº “jornalista” por tirar todo o entusiasmo aos verdadeiros amantes de ciclismo de viver e vibrar as classicas mais espectaculares do ciclismo que temos o privilegio de ver pela TV!!!
    Ao expor desta forma triste o historial da Amstel sublinhando que antigos vencedores acusaram doping posteriormente!!!
    Como se aplidam amantes da modalidade se sempre que comentam a para afundar cada vez mais e nao para salvar a modalidade…OK… devem ser condenados os infractores, para isso existem orgãos competentes e não serão pseudo-jornalistas que não têm outra forma de se destacaram senão em noticias de forum que têm o direito de julgar!!! Com isto o que conseguem e desmotivar ainda ,mais quem apoia o ciclismo financeiramente e faz que com todos nós ainda possamos falar da modalidade… O ciclismo ainda continua a ser o filho pobre nestes assuntos, vejam o futebol mesmo que aconteça um caso de doping, apitos dourados, corrupção, violência… continuam a encher estádios, condena-se quem tiver de ser (ou não) mas a modalidade continua!!! Quero tambem expressar que sou a favor da luta contra o doping, pois atingiu propoções enormes, mas ja estão a ser julgados os culpados e outros ja o foram, é bom que se faça limpeza na modalidade…

  20. Olá Zé Carlos,

    Em primeiro lugar e contrariando um pouco o sentido da maioria dos comentários permite-me eu dê os parabéns pelo excelente texto assim com pelo titulo escolhido.

    Quando li o teu texto prometi a mim mesmo que não o iria comentar até porque correria sérios riscos de a exemplo de outros meus comentários anteriores não o ver publicado, contudo e com tamanha injustiça do que tenho lido nos comentários não resisti a escrever e dentro dos possíveis tentar defender-te…

    Sei bem que com o que ganhas com o trabalho produzido para o sítio na Internet jornalciclismo.com nem um café consegues tomar, pelo que é de louvar este teu estilo sensacionalista de escrever para tentares arranjar colocação como correspondente no Porto do também algo sensacionalista semanário Sol.

    Estou profundamente convencido que se juntares este teu texto ao teu “porto folio” (não sei se é assim que se escreve) vais ver que muito rapidamente consegues o lugar de correspondente local.

    Zé Carlos, parabéns e boa sorte.

  21. Nunca fui, não sou e nunca serei a favor do Doping no desporto. Apenas não gosto da forma como certos assunto são tratados.
    Dá-se um destaque exagerado (e perseguem-se) a certos elementos e evita-se falar de outros. Parece que uns são filhos e outros enteados.
    A história já é longa, só não vê quem não quer!!! Tal e qual como o Doping no ciclismo, hoje ferozmente perseguido e combatido por alguns, que no passado foram grandes responsáveis pelo seu aparecimento e generalização. Não vale a pena indicar nomes, todos os conhecem… Agora, diferente é se estão sob a sua capa protectora ou apenas estão à chuva!!!
    Se vamos (e devemos) falar no Doping, vamos falar de todos e não apenas de alguns. Mas, sempre apenas que necessário e não fazer disso um cavalo de batalha. O combate ao Doping é e deve ser feito pelas entidades responsáveis (que também todos sabemos que não são um exemplo de perfeição, e muitas vezes também parecem “influenciáveis” e parciais). Não por jornalistas, muito menos levantando suspeições grátis e assassinas para a modalidade. Isso deve ser evitado, é perfeitamente dispensável.

  22. Sim sr,fico admirado ao ver que os “incompreendidos”,coitadinhos,que escreveram 99% das opinioes sobre este artigo,preferem que a realidade passe despercebida(diga-se ignorada) do que mostrar quem de facto ama o ciclismo e quem faz do ciclismo uma vergonha…quem toma doping deve ser arrumado,enxovalhado,envergonhado e acima de tudo dado a conhecer a todos de forma a não estragar a imagem ao desporto e a quem o pratica de forma limpa.. prefereis fazer de conta que é tudo bonito e um mar de rosas enquanto uns dopan-se e outros trabalham duro para conseguir os objectivos que pretendem,tende vergonha hipocritas e falsos amantes de ciclismo..

  23. Bom artigo, informativo e factual. Só vejo dois motivos para se criticar uma peça jornalística: informação não correspondente aos factos ou não verificada por fontes credíveis, não me parece que seja o caso aqui, alguns dos factos descritos são píblicos e outros são explicitamente referenciados – gostei de ver a refª a José Magalhães Castela e à sua compilação de ‘Corredores Portugueses nas Grandes Provas de Ciclismo Internacional’.

    O Doping é para denunciar e não para tratar com ‘paninhos quentes’, isso é a tradição do país dos brandos costumes onde políticos corruptos ganham eleições e há sempre quem apareça e diga: “mas ao menos fazem obra” – sim, mas de fachada…

    Quem ganhou a Volta a Portugal, Nuno Ribeiro ou David Blanco? David Blanco, pois… mas teve o necessário retributo do facto, ou a sua equipa? Não, porquê? Porque cumpriu as regras…

    Os campeões forjam-se na estrada, no dia-a-dia do treino, faça sol ou chuva, e não recorrendo a ‘atalhos’ fisiológicos para performance e resultados imediatos; tomar um comprimido e levar uma injecção é fácil, mas moldar o corpo à prática desportiva requer sacríficio e força de vontade, o que obviamente nem todos têm por igual.

    Que culpa tem o Sr Luis Horta? Não é essa a função do laboratório que dirige? Se não devia ser, então mudem-se as regras e generalize-se a dopagem, assim, ao menos, será igual para todos. E já agora, começe-se logo nos escalões de formação, desde os mais novatos, à boa maneira da Alemanha de Leste, porque vençer é tudo nesta ideologia de vençedores e vençidos.

  24. Caro Senhor Carlos
    Eu ao contrário de muito boa gente gostei do seu artigo e da forma como este foi apresentado. Sim. De facto o tema dopping já chateia. Mas principalmente quando nunca se fala de ciclismo e de repente lá aparece uma notícia a falar de…dopping. Aqui essa questão não se coloca. Mais. Contra factos não há argumentos. As suspeitas são muitas sobre vários dos corredores que ganharam estas clássicas. Quem gosta de ciclismo e tenho a certeza que todos aqui gostam querem acima de tudo a verdade. Se há dopping queremos saber quem o utiliza. Basta de tabus. Já lá vai o tempo em que toda a gente sabia que existia (dopping) e que ninguém queria sequer ouvir falar disso. Sem radicalismos – ninguém vai acusar os próximos vencedores destas provas sem fundamentos – mas há que estar atento. Ou será que preferem ver homens festejar etapas e voltas e passados meses saber que estes aldrabaram as provas?
    Abraço e boas pedaladas

  25. Olá,
    JCG, porquê referir neste artigo sobre as clássicas, oportuno, ilucidativo e completo sobre a história, dificulades do percurso e palmarés, referir que os antigos vencedores acusaram depois nas suas carreiras doping? O que é que isso interessa?
    Fomos avisados é certo de uma análise menos benévola, sustentada nas estatisticas, mas o que é que isso contribui para o desenvolvimento, melhoria e satisfação dos actuais participantes, organizadores e amantes da modalidade? A não ser que o JCG queira dizer aqueles que vão participar para se doparem caso queiram vencer… ou quererá dizer aos organizadores para não fazerem as provas pois os vencedores quase sempre são depois dopados, ou talvez ainda alertar os espectadores para não assistirem a essas provas pois os vencedores estatisticamente poderam vir a sêr-lo.
    Ou quererá a suprema missão de com a pena irradiar os dopados… será que a escrever desta forma, prejudicando os que se preparam para correr e os que organizam as provas conseguirá tal?
    Porque não dar os voltinhas de bicicleta, ou organizar uma prova para miudos lá no bairro? hum?
    Paulo Couto

  26. Mais um titulo infeliz..
    Lamento, jornalistas que vivem do ciclismo e estão constantemente a dár tiros nos pés. Chega!!!.

  27. As verdades doem.
    As verdades incomodam.
    As verdades não caem bem.

    Achei o título excessivo, tudo o resto está mais ou menos na minha linha de pensamento.

  28. Eu só não acho justo que se passa conclusões , do tipo: se nos ultimos anos só ganharam ciclistas que depois deram positivos então , os vencedores de classicas estão todos dopados !!!!!!!!!!!!!
    Acho que Jornal de Ciclismo deve se limitar a factos e a não a especular a ainda por cima com conclusões infelizes, não se trata de defender os dopados mas sim os que o não são.
    Por isso acho que se é para falar de dopados que se fala de dopados onde ele exista realmente, dai a referencia ao futebol onde á superficie podre tudo parece limpo aos olhos da comunicação social , e depois aos fins de semana é so pancadaria em que não se pode levar os filhos ao futebol, é os tecnicos em todos os jogos a reclamar com os arbitros, casos positivos de doping em que o infractos apanha no maximo um par de meses , etc, etc

  29. Mas está alguma mentira no artigo? O que é que os casos de doping no pelotão internacional têm a ver com Luís Horta? Para que é que num Jornal de Ciclismo se havia de discutir o doping no futebol? De lamentar é que perante a vergonha para o ciclismo que é haver corridas importantes, como a Liège-Bastogne-Liège, que tenham seis vencedores nos últimos sete, que estejam, comprovadamente, envolvidos em casos de dopagem, só se critique o jornalista e o líder do laboratório anti-dopagem. Viva o doping! Vivam os dopados! E continuemos alegremente a proteger a modalidade, passando a mão na cabeça dos batoteiros, tal como o Papa protegia a Igreja escondendo os casos de pedofilia.

  30. Nao é com essa resposta a Maria joão Gouveia que vamos ter pena de ti… Devias ter vergonha de andar a viver a custa do ciclismo e escrever o que escreves… Nao sou jornalista mas nao é preciso ser muito inteligente para saber que o titulo poderia ser outro… Escrever um titulo desses sobre uma das melhores classicas do MUNDO é de muito baixo nivél!

  31. proponho a que neste site quando se falar de doping ele se refira apenas ao futebol, já que suponho que o mesmo seja para o divulgar não o rebaixar.
    E que no minimo se fale de doping qdo ele realmente tenha existido , e não vir com especulações .
    Não esquecer que no ciclismo quem é apanhado é severamente castigado ao contrario da maioria dos outros desportos .

  32. ….o poder é o poder!…e nós portugueses satisfazemo-nos com o pequeno poder.Já lá vai o tempo em que o empregado de finanças gritava,dentro do balcão,para o contribuinte!..sentia poder…eu quando mais novo também buzinava para os que me ultrapassavam e verificava i que sentia poder…agora há os que tem acesso, por circunstancia, a um site …e sentem poder!!!..triste poder…

  33. Será que por não acusarem positivos os clubes grandes de futebol, não existe doping ?
    Será que de casos de morte subita no futebol são mero acaso ?
    Porque é que no ciclismo os atletas são obrigados a terem a sua localização constantemente actualizada e no futebol isso não acontece , será que isso afecta o controle do doping no futebol ?

  34. Quando vi este titulo pensei logo em escrever aqui nos comentários para deixar a minha desilusão perante o Sr. José Carlos Gomes, quando reparo que não fui o unico a pensar da mesma forma!!
    Tenho um grande respeito para quem trabalha para este site, mas por favor não queiram procurar o mediatismo como um jornalista recem formado…
    Cumprimentos

  35. No mundo existem 2 tipos de pessoas: o Sr.JSGomes e os que não pretam!…è a vida!

  36. quem es tu pa apontar o dedo a quem quer que seja??? é juiz? um deus??
    para alguma coisa existem tribunais e C. disciplinares etc etc… é la que sao julgadas as pessoas, e se provado, condenadas……. ha gente que precisa de um espelho bem grande….

  37. Bem o título é de ir às lágrimas…vergonhoso! Ainda para mais para um jornalista (suponho?). A partir da nona linha é um artigo! O que vem antes é um texto de opinião que mais parece ter saído de uma mesa de café. Onde um grupo de cépticos da modalidade diverte-se a ‘descascar no ciclismo’ enquanto a assiste a uma etapa da Volta a Portugal.
    Para um site que se dedica à divulgação deste desporto, apresentar um título destes é dar um tiro no pé. Num jornal generalista até se admite que venha lá no meio uma referência. Agora no título e no lead de um órgão de informação especializado… sinceramente.
    Como jornalista não posso deixar de apelar ao respeito pela imparcialidade e pelo Código Deontológico. Como filha de um ex-ciclista peço respeito por quem está horas em cima de uma bicicleta. O autor do artigo não é Deus para julgar quem quer que seja.

    Sou uma defensora nata do ciclismo limpo do doping …. e de todos os cépticos que não acreditam nele. Até porque a modalidade fica muito melhor sem eles.
    Têm feito trabalhos geniais, mas este está de fugir.

  38. tenho tambem uma duvida será que o Ronaldo precisa de doping para ganhar ao Barcelona ?

  39. Enquanto o ciclismo – corredores, técnicos, médicos, adeptos, jornalistas – continuar sem apontar os dopados a dedo e preferir fazer de conta que é tudo boa gente, a modalidade vai morrendo. Já sabemos que o mensageiro tem as costas largas. Mas o problema está naqueles que fazem batota alegremente e depois levam palmadinhas nas costas.

  40. Zé Carlos já sabemos que existe doping, mas também não é preciso estar sempre a bater no ceguinho… Existem os Orgãos competentes para fazer a caça ao doping, que na minha opinião, violam todas as regras de privacidade de um ser humano, por isso, vamos deixar os ciclistas exercer a sua profissão, em paz!
    Não gostei nada do artigo, pronto! Levas tau tau quando te apanhar 😉 beijinho

  41. Tanto falar de doping…parece que alguem não está tranquilo de consciencia…fuma-se… bebe-se… toma-se antidepressivos…toma-se tranquilizantes…passa-se o dia no ginásio..na internet…não se passa sem ir ao futebol…depende-se da politica…da religião..come-se a mullher do outro…comem os putos…leva-s no…PORRA …virtudes publicas e defeitos privados é o que está a dar!!! grandes hipócrites….haja quem atire a primeira pedra ou então acabe-se com o negócio do laboratórios antidoping e o horta que vá para a lavoura porque já não deve saber exercer medicina!!! deixem as pessoas ser livres porque só assim serão mais responsáveis.

  42. Parabens pelo artigo relativamente ao trabalho de pesquisa dando-nos a conhecer um pouco de historia da cada prova, pelo menos deu para aprender um pouco…. o titulo é uma vergonha.. e a relaçao com o doping!! enfim.. quando se faz uma coisa boa, faz-se 2 más… podeis ter gosto no tipo de jornalismo que estais a fazer… parabens por voces enterrarem mais o ciclismo… enterrar uma modalidade de a qual viveis a custa dela… sim, nos sabemos quem vos paga!!!

    caro b.carvalho se nao se importar informe sempre a malta sobre as peripecias do horta… nao é Dr Horta… é horta…

  43. Muito bem Sr.aamorim …isto bateu no fundo .Estou determinado a liderar um movimento para denunciar isto tudo e as paranoias do sr.horta. Existiu a escravatura no trabalho,seguiu-se a escravatura sexual..e agora a escravatura no desporto liderada pelo sr. horta. Há 2 dias o atleta Fernando Silva e a atleta Ana Dias foram inesperadamente ao HUC (hospital universidade de Coimbra) visitar uma pessoa a quem muito querem e passa um muito mau momento.Participaram ao horta .este exigiu-lhes que estivessem das 18 ás 19 horas no estadio Universitário!!..chovia e trovoava!!..não apareceu lá ninguem. Isto não tem que ser denunciado!…não me admira se esse gajo tiver um mau fim que é o que espero…

  44. o artigo está porreiro mas a referencia aos dopados era desnecessária, será que isso trás mais leitores ao JC?
    Quem gosta de ciclismo fica triste e desiludido com o doping por isso é escusado tentar denegrir ainda mais os ciclistas (ciclistas=motivo da existência deste website)
    Temos que ser positivistas e acreditar que os que ganharam sem acusar iam limpos ou corremos o risco de ver o fim do ciclismo

  45. Mas não será possível falar de ciclismo sem falar sempre no Doping (esse flagelo), em grande destaque? Começa a fartar!
    Doping é o recurso a ajudas extras para conseguir sobreviver, para obter resultados!
    Por essa (minha) definição, concluo que também há jornalismo “dopado” (subsidiado, com ajudas externas), um jornalismo falsamente puritano!
    Mas, enfim, a modalidade têm os adeptos, os dirigentes e os jornalistas que merece…. 
    Mas, é apenas a minha opinião.

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