Exames foram inconclusivos quanto às causas da morte de Bruno Neves

Bruno Neves à partida para a prova em que perdeu a vida
Bruno Neves à partida para a prova em que perdeu a vida

A primeira sessão do julgamento em que são arguidos Manuel Zeferino e Marcos Maynar ficou marcada pelo depoimento de Fonseca Esteves, Director do Centro Nacional de Medicina Desportiva. O médico afirmou que continuam por apurar as causas da morte de Bruno Neves. “Tudo o que aqui está é inconclusivo”, frisou, referindo-se aos resultados das análises toxicológicas que não encontraram qualquer substância proibida.

O especialista afirmou que os cortes efectuados aos tecidos do falecido corredor não foram feitos de modo adequado. “Os cortes aos órgãos não eram os ideais e não permitiram resultados conclusivos”, sublinhou. Estes testes eram relacionados com as eventuais deficiências orgânicas que poderiam determinar a arritmia cardíaca que levou ao óbito. Sem poder concluir cientificamente, Fonseca Esteves baseia-se na sua experiência para aventar como causa mais provável uma miocardite. Questionado pela acusação, a cargo do Ministério Público,  sobre se a miocardite e a hipertrofia dos órgãos poderia ser causada pela ingestão de substâncias dopantes, o médico respondeu afirmativamente, salientando que, neste caso específico, não se sabe se isso sucedeu ou não, pois todos os testes serão inconclusivos.

Fonseca Esteves defende que haja um protocolo mundial de procedimento uniformizado para autópsias a desportistas de alta competição, de modo que a deixem de haver as deficiências  e a falta de conclusões verificadas neste como noutros casos.

Ainda antes do testemunho de Fonseca Esteves, ficou-se a saber que Bruno Neves padeceria de um sopro no coração. Quem o disse foi Marcos Maynar, referindo ter detectado esse problema num teste físico antes da pré-temporada. O arguido garante ter aconselhado o corredor a fazer um ecocardiograma para despiste do problema, ao que Bruno Neves terá respondido que iria pedir à Federação Portuguesa de Ciclismo para fazer esse exame, já que estaria convocado para a selecção.

Na primeira sessão, Manuel Zeferino optou pelo silêncio, enquanto Marcos Maynar fez uma longa exposição em sua defesa. Os dois são acusados de 16 crimes de administração de dopantes e de manipulação de substâncias alimentares e medicamentosas.

8 comentários a “Exames foram inconclusivos quanto às causas da morte de Bruno Neves”

  1. Cortes mal feitos que anedota. Se os cortes foram mal feitos e se se sabia porque nao os fizeram direitos? Enfim querem tramar o zeferino e usam um ente querido que ja ca nao esta. E uma tristeza

  2. O bruno tal como os outros alguma coisa tomava, Legal ou não ninguem sabe, que não apareceu nada de proibido não logo deixem descansar a alma dele em paz, como ja aqui disseram procurem bem nos que deram positivo e não nos que poderiam dar.

  3. Sempre gostei imenso do Bruno e acredito que não estava envolvido no caso da equipa . Estava lá há pouco tempo e já tinha tido bons resultados antes .

  4. amigo de infancia do Bruno e frequentador da casa deles, posso garantir que se o  Bruno tivesse esse arsenal , as irmãs ou os pais dele não o deixavam tomar tenho a certeza disso podem crer.

  5. Os cortes não foram bem feitos!!!! Que palhaçada!!!! Deixem o Bruno em paz, ele não acusou nada, nunca puseram a hipotese de simplesmente ele não ter tomado nada? ou se os colegas de uma equipa recente tomavam ou tinham em casa, ele também tinha que ter ou tomar???? TRETAS!!!!

  6. Que treta…o que fazem para tentar deturpar uma autopsia feita por outros especialistas!!!! Enfim…e se o Bruno tinha algum problema, porque não o impediram de correr? TRETAS…É TUDO UMA TRETA…o Bruno estava à muito pouco tempo na equipa, e mostrou sempre resultados desde os tempos em que ainda era sub – 23…porquê a admiração do Bruno não acusar nada na autopsia?

  7. Deixem o Bruno descansar em paz.
    Agr os cortes não foram feitos como deviam.
    Isto é mesmo uma grande treta.
    Andam ai 3 ciclistas de outra equipa por investigar. Podiam-se virar para os lados deles.

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